Zoe Martínez diz que Cuba está à beira de uma guerra civil

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(Eva Marie Uzcategui / AFP via Getty Images)

Segundo a cubana – naturalizada brasileira – Zoe Martinez, o ditador Miguel Díaz-Canel continua incitando os comunistas a ir às ruas e reprimir os manifestantes

Desde o último final de semana, manifestantes têm ido às ruas de Cuba para protestar contra o autoritarismo do regime comunista do país. Segundo a cubana – naturalizada brasileira – Zoe Martinez, o ditador Miguel Díaz-Canel, nomeado por Raúl Castro, irmão do ditador Fidel Castro, continua incitando os comunistas a ir às ruas e reprimir os manifestantes.

“Estão utilizando polícias e militares vestidos à paisana para agredir as pessoas. Alguns foram feridos à bala, outros estão presos ou desaparecidos. Um padre de Camagüey foi agredido e detido por defender um manifestante. O governo suspendeu a internet e a energia elétrica do país. […] O próprio ‘presidente’ incitou a guerra civil, já que, como bom ditador e discípulo dos Castros, não aceita o legítimo direito do povo de se manifestar”, explicou Martínez sobre a situação do país cubano em entrevista à Revista Oeste.

Zoe Martínez também lamentou que o sistema de saúde cubano, que já se encontrava em estado terminal, passa por um momento ainda mais crítico com o avanço do vírus chinês pelo país, registrando números recordes de novos casos e mortes. A cubana alertou ainda que os números devem ser muito maiores do que o governo anuncia.

“Faltam leitos, profissionais de saúde, medicamentos, falta tudo. Há pessoas denunciando a situação precária dos centros de isolamento, onde falta até água para beber. O país está vivendo uma verdadeira crise humanitária. A prova disso é que, pela primeira vez na história da Cuba revolucionária, o povo perdeu o medo e saiu para reivindicar seus direitos”, declarou Zoe Martínez.

O analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Manhã de quarta-feira (14) do jornal Terça Livre, ressaltou que a esquerda está aproveitando essa oportunidade para colocar a culpa nos agentes de sempre.

“Cuba, na verdade, é receptáculo de muito dinheiro, mas o problema é que não emprega esse dinheiro em benefício do povo. O Fidel, por exemplo, tinha duas ilhas particulares. O filho dele foi flagrado em um resort de luxo na Turquia”, apontou o analista político.

Fonte: Epoch Times

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