Virá o crepúsculo ou a grandeza para a América depois dos fatos do Capitólio?

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The White House - Divulgação

André F. Falleiro Garcia

O mundo foi traumatizado por mais um acontecimento que produziu imenso choque de repercussões psicossociais na opinião pública. Ou talvez seja mais apropriado dizer que os meios de comunicação novamente nela aplicaram uma sova psicológica massiva ao repercutir de forma estrepitosa e chocante os fatos caóticos que se passaram no Capitólio norte-americano para deles extrair o caos criativo.

A filosofia ou a mística da Idade do Caos na qual estamos inseridos há décadas é de fato o caos dito criativo. Este é o processo para promover o avanço da pauta revolucionária. A análise do que aconteceu em Washington em seis de janeiro revela o método da Revolução e descortina ao mesmo tempo a sua meta.

Com efeito, em sua obra magna, que intitulou “Revolução e Contra-Revolução”, o filósofo católico Plinio Corrêa de Oliveira tratou do processo multissecular de desagregação da civilização cristã, numa ação que se arrasta durante seiscentos anos, de forma contínua e metódica, até chegar aos nossos dias. A queda de Donald Trump e a ascensão de Joe Biden marcam um momento histórico de grande relevância. Os sinos dobram para anunciar o fim próximo da atual civilização e o ponto de inflexão é a grande mudança de paradigma civilizacional que se anuncia. Os fatos espetaculosos despertam na mente das pessoas a impressão de que o mundo – como conhecemos e gostaríamos que fosse – acabou, e que no novo mundo elas serão oprimidas por um sistema totalitário, violento e fraudulento.

Nota-se a produção do caos na violência empregada na invasão do Capitólio, mas, sobretudo, é patente o caos criteriológico, ao se considerar a inversão mental que foi criada pelas narrativas. Um milhão de pessoas foi a Washington manifestar sua inconformidade e indignação, no intento patriótico de colocar um fim na fraude eleitoral e prestigiar Donald Trump e a democracia. Todavia os fatos que se passaram, quando uma parcela dessa multidão chegou ao Capitólio, tiveram o condão de transformar a reunião dos congressistas numa consagração do político que se beneficiou da fraude eleitoral, e na atribuição ao presidente Trump da tentativa de um suposto golpe de estado para manter-se no poder. Para isso contribuíram o impacto chocante das cenas e imagens fortes transmitidas pela mídia, próprias a impressionar vivamente a sensibilidade e a enfraquecer a razão dos telespectadores, bem como as atitudes e declarações de alguns dos principais atores políticos que de alguma forma participaram do acontecimento.

Ficaram abaladas três colunas de sustentação do mundo moderno. Uma, é o mito da democracia, personificada no modelo implantado nos Estados Unidos que se tornaram o seu mais importante altar de culto. A segunda é a defesa da civilização diante do comunismo e socialismo russo e chinês, e do Islã que aspira a fundação do califado universal, porquanto Donald Trump durante o seu mandato transformou o país numa Tróia de resistência aos intentos totalitários. A terceira é a ruína do sonho americano, reavivado e expresso no lema “Make America great again”. O “Ersatz” substituto é: “Build back better”. Ou seja, reconstrua melhor o mundo de acordo com o “novo normal”, que concretiza a agenda chamada de “Great Reset” e implementa a passos rápidos a Nova Ordem Mundial.

O abalo no mito da democracia

Sobre o dano causado ao mito da democracia, disse em seu twitter o chanceler brasileiro Ernesto Araújo que é preciso distinguir “processo eleitoral” e “democracia”, pois “duvidar da idoneidade de um processo eleitoral não significa rejeitar a democracia; uma democracia saudável requer, como condição essencial, a confiança da população na idoneidade do processo eleitoral”.

É preciso, não obstante, ir além das palavras comedidas do ministro. De fato foi vulnerado na democracia algo essencial: a confiança no processo eleitoral, o que é gravíssimo. E nisso estiveram implicados agentes públicos dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário, no âmbito municipal, estadual e federal, o que contamina e desestabiliza todo o sistema democrático. Uma democracia que terá à sua frente um presidente eleito por um processo fraudulento e legitimado pela cumplicidade do legislativo e judiciário e da mídia, na qual há uma ampla descrença da população na lisura do pleito, num ambiente de grave divisão interna nacional, não é uma verdadeira democracia: é um simulacro de democracia.

Em tese os patriotas norte-americanos com certeza não rejeitam a democracia. Pois em sua defesa foram às ruas de Washington, mas obtiveram como resposta vinda da classe política o contrário do que reivindicaram. Na prática, porém, eles estão profundamente decepcionados, pois o modelo de democracia entrou em colapso e sobreveio o risco do totalitarismo, da ditadura civil, do caos generalizado. O mito ficou muito abalado em milhões de pessoas, e em um número imponderável ruiu.

As causas

O contexto do caso americano é muito amplo. Algumas causas podem ser apontadas para explicar toda essa confusa situação:

1ª.) A debilidade da Revolução, que não suporta mais um mandato presidencial de Donald Trump que contrarie os interesses chineses e promova a recuperação do poderio econômico-militar norte-americano. Bastou um “outsider” como Trump se posicionar na presidência para contrariar gravemente o avanço revolucionário. Na queda de braço comercial de Trump com a China, esta se viu muito prejudicada nos seu plano de chegar à hegemonia global.

2ª.) O jogo de favas contadas: o intento globalista de avançar a todo custo e em ritmo acelerado para chegar à implantação da nova ordem mundial mediante o desmonte da superpotência norte-americana, abrindo o caminho para a dominação mundial chinesa. A transformação do mundo num imenso campo de trabalho escravo chinês parece ser uma das metas imediatas desse lance.

3ª.) O temor da Revolução diante do crescente apoio popular que o conservadorismo granjeia na América profunda, que leva a uma crescente ruptura entre a opinião pública e a elite globalista e ao mesmo tempo estimula em paralelo a defesa dos valores sadios em todo o mundo.

A notória fraude do processo eleitoral

São muito numerosas as provas de que as eleições que se realizaram no mês de novembro anterior estiveram marcadas pela fraude. É inegável que esta tenha havido, embora quase toda a mídia não o admita e as redes sociais globalistas até proíbam que se levante a questão. A averiguação sobre o resultado do pleito eleitoral e as contestações que foram levantadas em alguns estados pelos advogados de Trump e por outros interessados não obteve sucesso diante do poder dominador do “deep state”, e a Corte Suprema lavou as mãos na bacia de Pilatos quando foi acionada.

Pode-se fazer um sucinto elenco de algumas das provas inegáveis dessa gigantesca fraude eleitoral: as contagens de votos realizadas a portas fechadas e só por democratas; os testemunhos daqueles a quem não permitiram participar da recontagem de votos por fazerem parte do partido republicano e dos que viram a chegada de cédulas falsas a favor de Biden; o número de votantes superior ao dos registrados pelo censo eleitoral; os eleitores que foram autorizados a votar várias vezes; os que votaram sem nenhuma cédula de identificação; os votos provenientes de falecidos; as irregularidades massivas nos votos por correio; o emprego de urnas eletrônicas controladas pelo sistema Dominion/Smartmatic.

O fator mais decisivo é que a apuração de votos estava bastante adiantada e amplamente favorável a Donald Trump, quando os computadores pararam durante algumas horas, e então a rede de programação Dominion/Smartmatic entrou em ação, e ao retornarem consagraram a vitória fraudulenta de Joe Biden.

A invasão do Capitólio

A grande manifestação popular pró-Trump que se reuniu em Washington foi um grande sucesso. A ida ordeira e pacífica de uma parcela dessas manifestantes até o Capitólio ainda estava dentro dos limites de expressão da vontade popular que é o farol da democracia representativa, embora Trump a certa altura tivesse pedido que voltassem em paz para suas cidades, tendo seus apelos sabotados e censurados pelas redes sociais. Na verdade, pouco antes tinha havido a ameaça de um ataque das redes do terror islâmico ao prédio do Capitólio, ventilada através dos sistemas de controle de tráfego aéreo, o que por si só deveria ter levado a Prefeitura e o Congresso a tomarem rigorosas medidas de prevenção e isolamento da área. Mas essa parcela de manifestantes se aproximou do local e a polícia num misterioso ato imprudente levantou as cancelas para ela passar. Para usar a linguagem dos caçadores, eles abriram o caminho para a presa avançar e cair na armadilha.

Um pormenor de importância secundária em todo esse caso é o seguinte. Conforme informou o site alemão Freiewelt, entre os invasores do prédio havia muitos apoiadores de Trump. Contudo foram depois compartilhados vídeos que indicavam a presença de agitadores da Antifa na invasão.  O respeitado jornalista investigativo Paul Sperry noticiou sobre “ônibus cheios de Antifas”, que se misturaram aos partidários de Trump. O Washington Examiner  usou um software de reconhecimento facial que identificou pelo menos dois ativistas da Antifa no Capitólio, um deles com uma tatuagem marxista na mão. Ademais, entre os que foram detidos pela polícia na invasão, está John Sullivan, ativista do “Black Lives Matter”.

A multidão em fúria não age segundo a razão, mas é dominada pela emoção e o temperamento. Nestas circunstâncias a presença desses agitadores pode ter arrastado trumpistas exaltados e desencadeado os fatos violentos. As investigações que estão em curso poderão revelar ou até mesmo ocultar pormenores importantes a este respeito. Como não poderia deixar de ser, as agências globalistas de checagem de fatos (fact-checking) entraram em ação e a mídia já divulga que é falso que tenha havido a presença da Antifa ou do BLM.

É legítimo o esforço de Donald Trump e de sua equipe em questionar o resultado das eleições, em não aceitar o resultado divulgado que sua consciência reputa como fraudulento, e em anunciar que não irá à cerimônia de posse de Biden. A invasão do Capitólio sem dúvida foi uma agressão ao estado de direito; não é dado ao particular substituir o estado e governar, legislar e fazer a justiça pelas suas próprias mãos. E Trump condenou veementemente essa invasão num pronunciamento que se pode ver no Youtube.

“Como todos os americanos, estou chocado com a violência, a ilegalidade e o caos”, disse o presidente. E prosseguiu dizendo: “Os manifestantes que invadiram o Capitólio profanaram a sede da nossa democracia. Para aqueles que usaram da violência: vocês não representam nosso país. Aqueles que violam a lei vão pagar por isso,”.

A manipulação promovida pela máquina revolucionária consistiu em potencializar de modo estrondoso o fato da invasão a ponto de minimizar, caricaturizar e quase calar Trump e seus seguidores. E em plantar, na memória coletiva e no imaginário popular, a ideia de que John Biden é o paladino legítimo da democracia e Donald Trump o golpista que incitou a invasão do Congresso.

O direito romano deixou ao mundo um aforismo muito útil para essas situações: “Cui prodest?” A quem aproveita a invasão do Capitólio? A beneficiada imediata foi a dupla Biden-Kamala. Estes não passam de meros agentes executivos do poder que promoveu a sua campanha e articulou a sua vitória. O beneficiado efetivo é a aliança dos globalistas com os chineses comunistas. Em linguagem figurada, pode-se dizer que Biden é a mula que subiu as escadarias do Capitólio transportando Xi Jinping.

Os pronunciamentos de Trump

Antes da invasão, Trump disse que marcharia junto com seus apoiadores ao Congresso. “Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas“. Nessa ocasião novamente rejeitou reconhecer o resultado da eleição por considerar que foi fraudulento. Ele, porém, não foi visto na marcha. Nem recomendou uma invasão violenta.

O seu discurso, gravado na Casa Branca na tarde da quarta-feira, 6 de janeiro, foi retirado do ar pelo twitter e sua conta foi bloqueada. No vídeo, Trump afirmou que houve fraude nas eleições, e que entende o descontentamento das pessoas que se manifestavam nas ruas. No final afirmou: “amamos vocês, mas voltem para casa e promovam a paz. Não queremos ninguém ferido“. Disse ainda: “Peço para todos os que estão no Capitólio que sejam pacíficos. Sem violência! Lembrem-se que somos o partido da lei e da ordem. Respeitem a lei e nossos homens e mulheres vestidos de azul [os policiais]. Obrigado!”

À noite,Trump emitiu uma declaração afirmando que a transição no dia 20 de janeiro será pacífica, mas não conseguiu fazer o pronunciamento em cadeia nacional. Biden ainda não assumiu, mas na prática já calou Donald Trump. Será mesmo? Será que a derrota do momento, a batalha perdida no Capitólio, levou Trump ao desânimo e a desistir dessa guerra?

A hipocrisia calculada de Biden e o radicalismo de Kamala Harris

Logo após a invasão do Capitólio, pelos canais de tevê americanos Joe Biden criticou duramente o fato de Donald Trump ter incentivado a presença de manifestantes na capital do país no dia em que os votos do Colégio Eleitoral estariam sendo validados. É incrível como Biden retirou do povo o direito e o poder de se manifestar publicamente!

Mais tarde, pelas redes sociais escreveu: ‘Hoje é uma lembrança, uma dolorosa lembrança, de que a democracia é frágil. Preservá-la requer pessoas de boa vontade, líderes com coragem para se levantar, que se dediquem não a perseguir o poder e os interesses pessoais a qualquer custo, mas ao bem comum”. A hipocrisia e a demagogia não estão ausentes nessas declarações de Biden.

Desse modo Olavo de Carvalho comentou os novos líderes norte-americanos, e inclusive fez referência à ligação entre Hunter Biden e seu pai Joe no tocante a escusas transações com a China: “Kamala Harris não é esquerda democrática, ela é comunista mesmo, trabalha para o governo chinês. Aliás, o Joe Biden também trabalha. O assunto de Hunter Biden sumiu nas últimas semanas… Está mais do que provado que ele recebe dinheiro da China. E quem é “o homem importante” a quem ele está ligado? É Joe Biden. Tudo isso está ligado à China.”.

A hipocrisia cínica é característica do discurso oportunista da esquerda. Obama disso também deu mostra. “Fiquei emocionado ao ver muitos membros do partido do presidente falarem de forma contundente hoje. Suas vozes somam ao exemplo do Estado republicano e de servidores das eleições de estados como a Geórgia, que se recusaram a ser intimidados e cumpriram seus deveres de forma honrosa”, afirmou. “Precisamos de mais líderes assim, agora e nos próximos dias, semanas e meses por vir, enquanto o presidente eleito Joe Biden trabalha para restaurar um propósito comum em nossa política. Cabe a todos nós, americanos, independentemente do partido, apoiá-lo nesse objetivo.”

A traição contra Trump

Na sessão que houve no Capitólio, Trump foi traído notadamente por dois republicanos. O vice-presidente Mike Pence considerou ter papel apenas “cerimonial” na sessão. Disse: “Meu juramento em defender e apoiar a Constituição me impede de me proclamar com uma autoridade unilateral para determinar quais votos devem ser contados e quais não devem ser”. Trump depois criticou-o por essa covardia: “Mike Pence não teve coragem de fazer o que era necessário para proteger nosso país e nossa constituição, dando aos estados uma chance de certificar um conjunto corrigido dos fatos, não os fraudulentos e imprecisos que foram certificados anteriormente”, escreveu. Pence reconheceu, num aceno aos republicanos, que houve “significativas alegações de irregularidades” e que elas seriam analisadas pelos congressistas. Ao retomar a sessão depois da invasão, Pence fez parte do coro ao dizer: “Este é um dia escuro na história do Capitólio americano”.

Outro aliado importante que traiu, não por covardia, mas por oportunismo, foi o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. Depois que políticos trumpistas apresentaram uma objeção aos resultados do Arizona, o senador McConnell fez discurso duro aos colegas de partido: “Não podemos simplesmente nos declarar um júri eleitoral com esteroides. Os eleitores, os tribunais e os estados todos falaram. Todos falaram. Se passarmos por cima, nós vamos danificar nossa República para sempre. A eleição não foi nem apertada, na verdade; pelo Colégio Eleitoral, Biden venceu Trump por 306 votos a 232”.

Além disso, houve o pedido de demissão, segundo a CNN, do vice-conselheiro de segurança nacional, Matthew Pottinger. Mais quatro membros do Conselho de Segurança Nacional pediram demissão no dia 7 de janeiro. Também deixaram o governo Anna Cristina Niceta, responsável pelo cerimonial da Casa Branca, e Stephanie Grisham, chefe de gabinete da primeira-dama Melania Trump e ex-porta-voz da Casa Branca. Anunciaram a saída do governo a secretária dos transportes, Elaine Chao  e a secretária de Educação, Betsy DeVos. É previsível que outros membros da equipe de Trump peçam demissão ou sejam demitidos no decorrer dos últimos dias de seu governo. O fenômeno não surpreende: quando o navio afunda, os ratos e as baratas lançam-se em disparada ao mar.

Pela experiência que temos aqui no Brasil, não ficamos impressionados com essas traições políticas. Traíras, tanto os daqui, quanto os de lá, não nos surpreendem mais.

A perseguição contra Trump

O Twitter anunciou o bloqueio das contas de Trump por 12 horas, além de censurar duas postagens publicadas por ele, incluindo um vídeo onde pede para os manifestantes voltarem para casa. Passado esse período, recuperou a conta, mas foi advertido de que poderia ser definitivamente banido se considerarem que violou as regras. E de fato depois perdeu a conta pessoal. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg aplicou a censura por tempo indeterminado com o bloqueio “por pelo menos duas semanas” nas contas de Trump no Facebook e Instagram. Disse também que o uso das redes sociais por Trump é um “risco” e acusou-o de utilizar a plataforma da rede social para “incitar a insurreição violenta contra um governo democraticamente eleito”. Além das cadeias de TV, as grandes redes sociais, chamadas de Big Techs, também fazem parte ativa do “deep state” globalista, e não causa surpresa que procurem sabotar o quanto possam a vida pública de Trump.

Um tribunal de Bagdá, no Iraque, emitiu na quinta-feira (7 de janeiro) um mandado de prisão contra Trump, sob acusação de conduzir o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, o poderoso comandante da Força Quds, considerado o segundo homem do poder no Irã, e grande promotor do terrorismo internacional. Note-se que o Iraque tornou-se um satélite do Irã xiita. Também o Irã, com a mesma acusação em junho de 2020, emitiu mandado de prisão contra Trump e pediu a intervenção da Interpol.

Os deputados democratas que integram o Comitê Judiciário da Câmara enviaram uma carta ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, pedindo-lhe que desse início a um processo para retirar Donald Trump da Presidência. Os congressistas argumentam que a conduta recente de Trump se enquadra na hipótese prevista na 25ª Emenda da Constituição americana, segundo a qual um presidente pode ser removido caso seja considerado incapaz de seguir no cargo pelo vice-presidente e pela maioria de seu gabinete. Argumentam os deputados que “Em seu anúncio em vídeo nesta tarde, o presidente Trump revelou que não está mentalmente são e ainda é incapaz de processar e aceitar os resultados das eleições de 2020”. A Associação Nacional de Fabricantes dos EUA também defendeu que o vice-presidente, Mike Pence, deveria “considerar seriamente” a invocação da 25.ª emenda da Constituição, para destituir Donald Trump como Presidente.

A senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, pediu no dia 8 de janeiro a renúncia do presidente Trump. Em editorial, “The Wall Street Journal” também pediu o mesmo. O veículo faz parte de um grupo de comunicação que pertence ao magnata da mídia Rupert Murdoch, também proprietário da emissora Fox News e do tabloide New York Post. O WSJ afirma que um impeachment “tão tarde no mandato” – faltam 12 dias para a posse de Joe Biden – “enfureceria ainda mais os partidários de Trump de uma forma que não ajudaria Biden a governar”. E se Pence recorresse à 25ª emenda, segundo o jornal, isso “daria a Trump mais motivos para bancar a vítima política”. Por essa razão o editorial defendeu a renúncia.

Já o líder do Partido Republicano na Câmara, Kevin McCarthy, com mais bom senso, afirmou no dia 8 que “realizar o impeachment de um presidente a 12 dias de acabar o mandato só vai dividir o país ainda mais”.

De outro lado, o general reformado da Marinha James Mattis, conhecido como James “Cachorro Louco”, que foi secretário da Defesa no período 2016-2018, disse que o presidente deve enfrentar o exílio e viver como “um homem sem pátria”. Até lá chegou o ódio e a perseguição contra Donald Trump!

Dois jornalistas brasileiros, Ruy Castro e Noblat, chegaram ao cúmulo do absurdo. O primeiro escreveu “Saída para Trump: matar-se”, e o segundo: “Se Trump optar pelo suicídio, Bolsonaro deveria imitá-lo. Mas para que esperar pela derrota na eleição? Por que não fazer isso hoje, já, agora, neste momento? Para o bem do Brasil, nenhum minuto sem Bolsonaro será cedo demais”.

E os “falcões”?

Esta é uma questão que não pode ser omitida. O fato é que os “falcões do Pentágono” não deram a Trump o apoio que ele esperava, e disseram preferir manter a postura de isenção numa disputa eleitoral. E nisto se revelaram tão oportunistas e globalistas como a classe política, porquanto a defesa da nação norte-americana diante da China justificaria de sobejo que esse apoio fosse dado.

O professor de governabilidade da Universidade Harvard, o esquerdista Steve Levitsky, considerou que “a grande diferença entre esse autogolpe e os autogolpes na América Latina é que Trump foi completamente incapaz de obter o apoio dos militares” e “um presidente que tenta permanecer no poder ilegalmente sem o apoio dos militares tem poucas chances de sucesso”. Na verdade, não houve incapacidade de Trump, houve a traição de uma cúpula podre contra Trump. Como o recado de que o Pentágono abandonou o presidente foi dado pelo general reformado James Mattis, as chances de Trump ter um segundo mandato diminuíram ainda mais.

Os olhos agora podem se voltar para Israel e seu vizinho próximo Irã caso ali se acenda um conflito. Este vai receber dinheiro prometido por Biden para com isso fabricar bombas nucleares e destruir Israel. Biden, que se diz sionista mesmo não sendo judeu, é propriamente um “pombo”. Os “falcões” de Israel, comprometidos com a segurança de seu país, certamente terão muitos e graves problemas com a administração Biden. Preferirão fazer uma guerra preventiva? Taiwan também terá que se esforçar muito para não ser devorada pela China devidamente autorizada pelo governo Biden. Trump, dez dias antes da entrega do cargo, eliminou restrições vigentes desde há décadas para o contato oficial com Taiwan. Assim, a última cartada de Trump poderá ser jogada se houver nos próximos dias o rufar de tambores de guerra – inclusive nuclear – entre Israel-Irã e Taiwan-China.

O futuro

Os Estados Unidos, em mãos da dupla Biden-Kamala, ficam à beira de cair na órbita chinesa ou de mergulhar numa guerra civil ou mesmo de se fragmentar em três ou quatro pequenas nações. Ademais, os reflexos desse novo governo poderão ser muito ruins para o Brasil, com o favorecimento do Foro de São Paulo, impeachment de Bolsonaro, internacionalização da Amazônia etc.

Trump promete resistir, mesmo no caso de sair do governo: “Embora isso represente o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo de nossa luta para tornar a América grande de novo”, afirmou. Continua a manter o apoio sólido de ponderável parcela da opinião pública americana.

Deus é o Senhor da História e prepara os acontecimentos atuando de forma discreta, lenta e profunda, ou então de modo imediato intervém e modifica abruptamente o curso da vida das nações. Nota-se no caso norte-americano a vitória dos globalistas e a derrota momentânea dos patriotas que querem preservar os valores nacionais. Na aparência Deus foi derrotado e a aliança do globalismo com a China prevaleceu. Os que têm fé sabemos que Ele terá a vitória final.

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