“Utopia socialista” no restaurante

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De uns tempos para cá, no Brasil, ficou na moda restaurantes que servem comida por quilo. Sem entrar no mérito se são uma decadência em relação aos “à la carte”, prestam eles pelo menos para evidenciar quão diferente são as pessoas.

Para acentuar ainda mais esta diferença, a fartura brasileira põe à disposição nestes estabelecimentos dezenas de alimentos, entre saladas, carnes, verduras, etc. É só observar o prato de cada um: não há um igual ao outro. E não são só os alimentos que variam, mas também as quantidades. Pode-se dizer, sem exagero, que as composições variam ao infinito.

São muitos os fatores influenciando a escolha e quantidade da comida: além das preferências pessoais por idade, posição social, ancestralidade, ou pela fome propriamente dita, tem os que gostam mais de massa, os aficcionados pela feijoada, os faméricos em constante evolução, os em estado perpétuo de regime, os veganos, os ovolactovegetarianos, e por aí vai. Graças a Deus que ainda não temos a sopa de morcego ou a cobra ensopada da China comunista, recheada de coronavírus.

Piadas à parte, impressionou-me o que me relatou, tempos atrás, um amigo que trabalhou em restaurante industrial, fornecedor de comida para operários da construção civil. Naquelas marmitas, vão dois quilos de comida que são devoradas ferozmente, porque estes trabalhadores gastam muita energia. Portanto, o alimento suficiente por uma semana para alguns, para eles serve por horas, apenas.

Transpondo esta realidade tão comezinha do dia-a-dia para o campo ideológico, como pode o comunismo – “dignamente” representado no Brasil por dezenas de partidos de esquerda e até pela Teologia da Libertação – querer incutir nas mentes sermos todos iguais? A “utopia socialista” só serviu para a morte de milhões de pessoas, massacradas em países totalitários por meio de guerras, da fome ou do paredão, tudo em busca do tal “homem novo” igualitário. A União Soviética tentou por décadas aplicar essa ideologia na “formação” de seu povo, e deu num desastre.

Mas voltando à culinária, tem sim uma maneira dos governos imporem o igualitarismo neste quesito: fornecer a ração nossa de cada dia em quantidade igual para todos, mais ou menos como é feito com os animais. Pensando bem, não seria exatamente assim que esses ideólogos satânico-marxistas vêm o ser humano?

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