TSE está preocupado com influência do Telegram nas eleições de 2022

0
Tânia Rêgo | Agência Brasil.

Nas últimas eleições o TSE firmou parcerias com plataformas, tal como o WhatsApp, para tentar conter o avanço de “fake news”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao longo das últimas eleições, apostou em parcerias com plataformas, como o WhatsApp, para tentar conter o avanço de “fake news” no processo eleitoral.

Nas eleições presidenciais e legislativas do ano que vem, essa ação será ampliada pela Corte, que pretende firmar acordos de cooperação com outras empresas de tecnologia.

No entanto, algumas plataformas têm tirado o sono da cúpula do TSE, inclusive do próprio presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso.

De acordo com Aline Osorio, secretária-geral do TSE e coordenadora do Programa de Enfrentamento à Desinformação, entre as preocupações atuais está o Telegram, aplicativo de mensagens que permite grupos de até 200 mil pessoas, número bem superior aos 256 participantes admitidos pelo WhatsApp.

“O Telegram é um grande desafio, nós temos buscado canais, ainda não conseguimos chegar no Telegram. Atualmente a moderação de conteúdo que é feita, ou que praticamente não é feita pelo Telegram, é mais com base em preocupações sobre terrorismo”, declarou Osorio.

“E a gente tem não só o Telegram, mas várias outras plataformas que chegaram […], que não têm representação no Brasil e que é muito difícil conseguir uma interlocução. […] Como a nossa preocupação [é] muito grande para 2022, é importante agora a gente, enfim, diplomaticamente, chegar nelas”, acrescentou.

Segundo a secretária-geral do TSE, uma das prioridades é que as plataformas contenham regras de moderação específicas para contextos eleitorais.

“A nossa ideia é trabalhar com elas [plataformas], para que aprofundem essas políticas, para que, de antemão, já se saiba no Brasil o que vai acontecer com perfis que aleguem, indevidamente, fraude no resultado eleitoral, que não reconheçam o resultado eleitoral ou que tenha supressão de voto”, afirmou.

Fonte: Conexão Política

Você gostou do conteúdo? Apoie o jornalismo independente!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor registre seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui