Trump diz que corte na produção de petróleo de Opep e aliados pode ser maior

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Produção pode ser de 20 milhões de barris por dia, o dobro do acordado em reunião realizada ontem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que o corte na produção de petróleo acordado pelos países da Opep e aliados pode ser de 20 milhões de barris por dia, o dobro do acordado em reunião realizada neste fim de semana.

“Tendo estado envolvido nas negociações, para não dizer mais, o número que a Opep+ busca cortar é de 20 milhões de barris por dia, não os 10 milhões que estão sendo noticiados”, escreveu o chefe de governo, em postagem no perfil que mantém no Twitter.

De acordo com informações obtidas ontem, os países da aliança Opep+ concordaram em uma redução de 9,7 milhões de barris diários, para estabilizar os preços do mercado do petróleo diante da queda da demanda provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“Se isso acontecer (o corte em 20 milhões de barris), e o mundo voltar aos negócios habituais anteriores ao desastre da Covid-19, a indústria da energia retornará forte de novo, e muito mais rápido do que o previsto atualmente”, garantiu Trump.

O presidente dos Estados Unidos, além disso, agradeceu a todos com quem trabalhou para que as negociações avançassem, em especial, à Rússia e Arábia Saudita, conforme também escreveu no Twitter.

O acordo representa a primeira resposta coordenada dos produtores à pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, que provocou uma baixa sem precedentes na demanda mundial de petróleo e fizeram os preços alcançarem o menor valor em quase 20 anos, com desvalorização de até 70%.

O diálogo envolveu cerca de 30 países, ligados à Opep, que é liderada pela Arábia Saudita, ou ao bloco de aliados, que tem como principal expoente a Rússia. Ao todo, foram três dias de negociações por meio de teleconferência.

De acordo com as conversas de ontem, haveria redução de 10 milhões de barris entre maio e junho deste ano; 8 milhões entre julho e dezembro de 2020; e depois de 6 milhões entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

Fonte: EFE

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