Suspeita de coronavírus no Brasil é afastada

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O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, durante entrevista coletiva para esclarecimentos técnicos sobre o coronavírus da China. Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o Ministério da saúde as notificações não se enquadram em critérios de diagnóstico da doença

O Ministério da Saúde disse hoje (23) que já descartou a suspeita de casos de coronavírus em cinco unidades da federação. Segundo a pasta, as notificações à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) feitas pelas secretarias de Saúde do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul não se enquadram nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnosticar a doença.

Júlio Croda, secretário substituto de Vigilância em Saúde, disse que o ministério vem acompanhando a situação mundial desde 31 de dezembro, quando o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (219-nCoV) foi oficialmente registrado na China. Segundo o secretário, o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença.

Mais de 40 casos do recém identificado coronavírus foram confirmados na Ásia, incluindo duas mortes – pelo menos uma envolvendo uma condição médica anterior. As autoridades disseram que provavelmente se espalhou de animais para pessoas, mas não foram capazes de descartar a possibilidade de se espalhar de pessoa para pessoa.

Pelo menos meia dúzia de países asiáticos começaram a examinar os passageiros das companhias aéreas que chegam da China central. A lista inclui a Tailândia e o Japão, que relataram casos da doença em pessoas que tinham vindo de Wuhan.

Na última sexta feira (17) as autoridades de saúde dos EUA anunciaram que dariam início a triagem de passageiros de companhias aéreas que chegam da China central em busca de um novo vírus que já adoeceu dezenas de pessoas e matou duas, causando preocupação com um novo surto internacional.

Os especialistas acreditam que pode levar até duas semanas entre o momento em que alguém é infectado e quando caem com febre e outros sintomas.

No final do mês passado, médicos na China central começaram a ver casos de um novo tipo de pneumonia viral em pessoas que trabalhavam ou visitavam um mercado de alimentos nos subúrbios de Wuhan. Os sintomas mais comuns eram febre, tosse e dificuldade para respirar.

Este mês, as autoridades sanitárias identificaram-no como um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus são uma grande família de vírus, alguns dos quais causam o resfriado comum; outros encontrados em morcegos, camelos e outros animais evoluíram para doenças mais graves.

A SRA, ou síndrome respiratória aguda grave, pertence à família dos vírus corona, mas os meios de comunicação chineses dizem que a doença em Wuhan é diferente dos vírus corona que foram identificados no passado. Os testes laboratoriais anteriores excluíram a SRA e MERS – síndrome respiratória do Médio Oriente – assim como a gripe, gripe das aves, adenovírus e outros germes infectantes comuns do pulmão.

No Brasil, segundo Corona, já foi ativado “o Centro de Operações em Emergência para organizar a rede com os estados e estabelecer critérios de definição de casos. E, principalmente, atualizar diariamente as informações que forem surgindo, como eventuais mudanças na definição de casos”.

Além da China, o coronavírus já se espalhou por oito países (Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã).

Fonte: Agência Brasil e wjactv.com

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