STF entrou no modo bateu, levou, diz Alexandre de Moraes a senadores

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O ministro Alexandre de Moraes teria garantido, durante um encontro com a cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nessa terça-feira (24), que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria no modo “bateu, levou”. O recado de Moraes teria sido que os ministros não ficarão quietos perante supostos ataques de Jair Bolsonaro. A informação é da coluna de Lauro Jardim, em O Globo.

Os parlamentares estiveram com o ministro do STF prestando solidariedade após um pedido de impeachment protocolado pelo presidente da República.

Estiveram com Alexandre de Moraes os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), cúpula da CPI da Pandemia.

Os parlamentares também pediram que o ministro compartilhe com a comissão informações do chamado inquérito das fake news do Supremo.

“Tudo aquilo que se tratar de fake news em relação à propagação de medicamentos que não foram comprovados cientificamente, que contribuíram para a morte de brasileiros e brasileiras, é de responsabilidade da CPI. Nós queremos esse compartilhamento porque é o mesmo núcleo. O mesmo núcleo que pede o fechamento do Congresso, do Supremo, é o núcleo que é negacionista, que defendia imunização de rebanho, que defendia medicamentos não comprovados. O papel da CPI é que eles estejam no relatório final para que a gente não permita que isso continue acontecendo”, disse o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI.

Aziz também opinou sobre o pedido de impeachment protocolado na Casa contra Alexandre de Moraes.

“O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, tem que arquivar o mais rápido possível, pegar e arquivar e jogar lá no fundo de uma gaveta”, disse.

O analista político Carlos Dias ressaltou, no Boletim da Manhã desta quarta-feira (25),  que é preciso haver uma distância entre os Poderes da República.

“São interesses que, na verdade, não podem convergir. Porque se você tem um ministro do Supremo Tribunal Federal que julga um conjunto de demandas de diversos setores, inclusive da própria CPI e individualmente desses senadores, o certo seria uma equidistância salutar, respeitosa da própria Constituição e respeitosa, ainda mais mais, da condição do próprio julgador”, lembrou.

Fonte: Terça Livre

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