Sobre a santidade brasileira

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A melhor maneira de santificar os outros é se santo eu for; De melhorar os outros, é se antes eu for melhor.

Os santos são tão estáveis que eles são do tipo de pessoa que daria a vida para que eu nunca mais cometesse um só desses pecados que tenho lutado contra e por vezes sou tentado a desanimar.

Configurados no Cristo, eles atestam aquilo que eu nunca vi, são prova daquilo que eu não imaginei e são constantes nas minhas fraquezas. São o exemplo ordinário máximo que nos falta. São amigos, invisíveis, por vezes; Mas contraexemplos exímios para as minhas faltas persistentes; Para mim, e para a estrutura social na qual me envolvo.

O brasileiro tem o peso da condição humana de quem perdeu o paraíso e esqueceu-se da sua essência de imagem e semelhança do Perfeito.

O Brasil carrega um símbolo de “potencial perdido” que está presente em diversas circunstâncias: enquanto nação; em sua história; da síndrome modernista de vira-lata; da educação para a imaturidade; do pecado estrutural; das esperanças sociais massacradas em promessas não cumpridas; das iniciativas individuais  abafadas, quando não atadas; dos desequilíbrios de uso de seus recursos e rejeição do melhor pelo mais fácil, mesmo quando o melhor é acessível.

Abunda a oferta do imaginário débil para os frutos do que é infinito. Abundam as estruturas de atração a um modo de vida animalesco; Gaiolas de ouro para os nossos livres sabiás-laranjeira alçarem vôos de galinha em meio metro quadrado.

Resta a questão, no país com mais católicos do mundo (10% do atual corpo da Igreja de Cristo) e tão poucos santos de altar: ser santo e brasileiro é ser santo duas vezes?

Confio então na intercessão de Nossa Senhora Aparecida os meus rumos pessoais; assim como os nacionais; pedindo pela virtude da Esperança; que transcende em significado e substância; aquela esperança de propaganda; da última esquina que passei em minha amada cidade brasileira.

Contribuição ao Portal Brasil Livre de um autor anônimo.

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