Segundo processo de “impeachment” contra Trump, erro clamoroso da esquerda americana

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Getty Images.

A defesa de Trump apresentou 7 argumentos consistentes

“O impeachment é um erro enorme”, disse o advogado republicano Kenneth Starr. “Os democratas deveriam voltar atrás, pedir desculpa ao ex-presidente e ao povo americano, porque nunca deveriam ter apoiado isto sem ter levado em conta todos os fatos. Eles agiram precipitadamente”.

Nesta terça-feira, 9 de fevereiro, começa no Senado o segundo julgamento de impeachment de Donald Trump – que já não se encontra mais no cargo. Por isso mesmo a primeira coisa a ser discutida na terça-feira é se o processo é mesmo cabível. Também são grandes as dúvidas sobre as acusações de “incitamento a um motim” por Trump em 6 de Janeiro, e cada vez mais fica claro que muitos desordeiros que agiram naquela ocasião eram agitadores de esquerda.

Os advogados de Trump argumentaram que o Senado não tem jurisdição para julgar um ex-presidente, que a acusação contra o 45º presidente é falha, que seu cliente foi privado do devido processo e que seu direito à liberdade de expressão foi violado pelo procedimento de impeachment. Os advogados condenaram o ataque ao Capitólio e apontaram que o presidente havia feito o mesmo no próprio dia em que o fato se deu.

Na defesa de 78 páginas, os advogados sustentam que o impeachment do Senado é equivalente a um Mandado de Proscrição e Confisco, um ato que a constituição proíbe o legislativo de o fazer, porque equivaleria a infligir punição sem um julgamento com júri. A defesa também sustenta que a acusação de “incitamento” contradiz o texto da transcrição do discurso do presidente de 6 de janeiro.

“O artigo de impeachment apresentado pela Câmara é inconstitucional por uma série de razões, qualquer uma das quais seria motivo para encerramento imediato do procedimento. Juntas, elas demonstram conclusivamente que ceder à ânsia dos democratas da Câmara por este teatro político é um perigo para a nossa democracia republicana e para os direitos que consideramos caros”, afirma o memorando de defesa, redigido por Bruce Castor, David Schoen e Michael van der Veen.

Dos sete diferentes argumentos apresentados no escrito de defesa, um enfoca o mérito das acusações levantadas no memorando de impeachment. Os advogados de Trump afirmam que a transcrição do discurso do presidente em 6 de janeiro contradiz a acusação contra ele. O memorando de defesa apresenta os trechos usados ​​pelos responsáveis ​​pelo impeachment em seu contexto completo e acusa os democratas de selecionar citações que se encaixem em suas acusações.

“É importante ler o discurso de Trump na íntegra, porque os líderes da Câmara dos Representantes vergonhosamente jogaram com a verdade, selecionando seu conteúdo junto com o de outros discursos proferidos perante outras audiências, para assim apresentarem seu memorando de julgamento, buscando desesperadamente demonstrar que houve incitamento e tentando desviar a atenção da óbvia incapacidade de provar uma insurreição”, afirma o memorando de defesa.

Os democratas alegam que o presidente incitou o ataque ao Capitólio em um discurso que fez perto da Casa Branca no mesmo dia. Em seu discurso, Trump usou as palavras “lutar de coração e alma” em referência aos esforços jurídicos e legais de sua equipe em torno da integridade do processo eleitoral. Os democratas alegam que Trump usou essas palavras para incitar seus partidários a cometer atos violentos.

Castor, Schoen e van der Veen também interpelam os democratas porquanto usaram as mesmas palavras do discurso de Trump, como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que usou a palavra “luta” em referência à segurança eleitoral, e a ex-candidata ao Senado Stacy Abrams, cujo comitê de ação política para integridade eleitoral é denominado “Fair Fight” (luta justa).

Os líderes dos senadores democratas (Chuck Schumer) e republicanos (Mitch McConnell) concordaram ontem quanto ao procedimento para o impeachment. Em primeiro lugar, nesta terça-feira será discutida e votada a constitucionalidade de um impeachment de um presidente que não está mais no cargo. Se isso for confirmado, as audiências sobre o assunto terão início na quarta-feira.

Os advogados de Trump denominaram o processo de “teatro político” na defesa escrita, de 78 páginas, e acusaram os democratas de sofrerem da “Síndrome de Perturbação de Trump” (Trauma Trump).

O renomado perito jurídico Alan Dershowitz também argumentou que o Congresso não tem o direito de destituir um presidente do cargo “ex post facto”: “O Congresso está passando por cima da lei”, disse Dershowitz. “Dizem sempre que o presidente não está acima da lei. Mas o congresso também não está acima da lei, que dá especificações precisas para os procedimentos de impeachment. O exercício da liberdade de expressão não é uma delas”, disse ele, referindo-se ao discurso pronunciado por Trump em Washington no dia 6 de janeiro.

A Antifa encapuçada de preto deu início ao “Assalto ao Capitólio”

Os democratas acusam Trump de incitar a multidão a “invadir o Capitólio” no seu discurso de 6 de janeiro. Agora aumentam as dúvidas sobre isto, pois as investigações do FBI revelaram que o “assalto ao Capitólio foi planejado e preparado com dias de antecedência por alguns extremistas e agitadores e não teve nada a ver com o discurso de Trump.

Como relatado por John Solomon, o FBI está investigando mais de 200 suspeitos, alguns dos quais começaram a planejar nas redes sociais desde novembro. Isto levanta a questão de por que é que o FBI não agiu preventivamente, disse Salomão.

O Gateway Pundit identificou 20 ativistas de esquerda ligados à “Antifa” que estiveram presentes no “assalto ao Capitólio”. O ativista da Antifa John Sullivan e a jornalista da CNN Jade Sacker lançaram um filme sobre a invasão do Capitólio, depois de terem convocado uma manifestação anti-Trump às 11 horas da manhã para “queimar tudo”. O ativista ucraniano neonazista Sergai Dybynyn também foi identificado em fotografias do Capitólio com Jacob Anthony Chansley, o “homem com traje de bárbaro”.

“A manifestação pró-Trump em frente ao Capitólio foi um evento maravilhoso e pacífico, onde pessoas de todas as etnias e origens se reuniram”, disse ao portal Freiewelt o ativista persa-americano Saghar Kasraie, que estava presente no local nessa ocasião. “Na verdade, foi belo, um sonho da América. Então, de repente, o ambiente começou a mudar, e outras pessoas juntaram-se aos que provocaram o tumulto. Eles então começaram a quebrar as janelas e forçar a entrada no prédio. Mas definitivamente não eram as pessoas de Trump. Todos nós não queríamos ter nada a ver com isso. Então eu fui embora”.

Os vídeos de Kasraie da manifestação pacífica em frente ao Capitólio mostram claramente como figuras com capuzes negros semelhantes a Antifa começam a quebrar as portas do prédio, enquanto pessoas com bonés “MAGA” vermelhos tentam impedi-los de fazê-lo.  Um homem desce de uma galeria em direção aos desordeiros para detê-los. Um vídeo da galeria também mostra como, aparentemente, pessoas mascaradas da “Antifa” impedem que os apoiadores de Trump alcancem os desordeiros.

Fonte: Freiewelt e The Epoch Times

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