Segredo de La Salette: intervenção dos anjos e triunfo inaudito da Igreja

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APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM LA SALETE - França - 1846.

Após anunciar os castigos, segredo completo de La Salette prossegue anunciado um triunfo inaudito da Igreja

Fonte: aparicaodelasalette.blogspot.com

Após anunciar os castigos que acarretarão entre outras coisas, a destruição futura de Paris, Marselha e grandes cidades, o Segredo completo de La Salette prossegue anunciado um triunfo inaudito da Igreja.

“Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão. Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que deem morte a todos os seus inimigos. De repente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto”.

Na redação de 1851, depois de anunciar a apostasia de três quartos da França, Maximin escreveu: “Após isso as nações converter-se-ão, a fé se reacenderá por todo lado. Mas antes que isto advenha, acontecerão grandes abalos na Igreja e por todo lado”.

Tudo considerado, junto com o aniquilamento dos maus, hão de se completar as conversões dos que serão salvos. Mas como poderiam acontecer estas conversões em meio a uma humanidade tão pecadora e tão punida?

Mélanie confidenciou ter recebido luzes de Nossa Senhora a respeito. Porém não podia dá-las a conhecer.

Interrogada por que não desvendava isto, respondeu: “Porque contém tais segredos da misericórdia divina. Conhecendo-os, os homens, em lugar de rezar para conjurar os acontecimentos, terão pressa de vê-los chegar a fim de poder gozar mais cedo o triunfo inaudito da Igreja”.

Conversão de uma grande nação protestante

Nesta conversão magna terá destaque uma grande nação do norte. Maximin, em 1851 disse dela: “Um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

Na versão de 1853, Maximin escreveu que este país seria a Inglaterra.

O venerável Bartolomeu Holzhauser, célebre por seus dons proféticos, também previu esta conversão.

Em 1665 ele esteve com Carlos II da Inglaterra em Geisheim, quando o rei retornava a seu país após a decapitação de seu antecessor Carlos I.

Disse-lhe que a Inglaterra voltaria à fé católica, prestando à Religião serviços ainda maiores do que depois de sua primeira conversão.

Triunfo da Igreja nas almas, reinado do Evangelho

Após essa divina intervenção, o segredo aponta para uma era em que a Igreja reinará sobre a Cristandade restaurada.

“Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte. Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo. O Evangelho será pregado por toda parte e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os operários de Jesus Cristo e os homens viverão no temor de Deus”.

Esta previsão do triunfo da Igreja tem uma harmonia admirável com o Reino de Maria profetizado por São Luís Grignion de Montfort, grande doutor mariano do século XVIII:

“Vossa divina fé é transgredida – exclama o santo na sua Oração Abrasada – vosso Evangelho desprezado. Abandonada vossa religião. Torrentes de iniquidade inundam toda a terra e arrastam até os vossos servos. A terra toda está desolada. A impiedade está sobre um trono. Vosso santuário é profanado e a abominação entrou até no lugar santo. E assim deixareis tudo ao abandono, justo Senhor, Deus das vinganças? Tornar-se-á tudo afinal como Sodoma e Gomorra? Calar-vos-eis sempre? Não cumpre que seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu? E que a nós venha o vosso reino? Não mostrastes antecipadamente a alguns de vossos amigos uma futura renovação de vossa Igreja? Não devem os judeus se converter à verdade? Não é esta a expectativa da Igreja? Não vos clamam todos os santos do céu: Justiça! Vindica? Não vos dizem todos os justos da terra: Amen, veni, Domine! Não gemem todas as criaturas, até as mais insensíveis, sob o peso dos inumeráveis pecados de Babilônia, pedindo a vossa vinda para restabelecer todas as coisas?” (São Luís Maria Grignion de Montfort, Oeuvres Complètes, Éditions du Seuil, Paris, 1905 pp., p. 675ss)



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