São Domingos Sávio faz importantes revelações a Dom Bosco

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Durante visão Domingos Sávio fala a Dom Bosco o que lhe confortou no transe da morte

Durante uma visão Domingos Sávio fala sobre o que o confortou no transe da morte, além da importância de determinadas virtudes.

Durante uma visão que São João Bosco teve do Céu, que na verdade é uma antessala do céu, porque ele ainda não havia partido desta vida para a outra, ele vê/encontra São Domingos Sávio. A partir deste encontro, eles começam a conversar. Observe atentamente este breve diálogo, nele encontrarás informações preciosíssimas para o árduo caminho rumo ao céu.

Diz São João Bosco à São Domingos Sávio,

– Revela, pois o que sabes: fala-me do passado.

– O passado recai todo sobre ti.

– Terei feito alguma das minhas … faltas?

– Quanto ao passado, digo-te que tua Congregação já fez muito bem. Vês lá abaixo aquele número interminável de jovens?

– Vejo-os – respondi. – Como são numerosos! E como parecem felizes!

– Pois olha o que está escrito na entrada do jardim.

– Está escrito Jardim Salesiano.

– Pois bem – prosseguiu Sávio – todos eles foram salesianos, ou foram educados por ti, ou contigo tiveram alguma relação, foram salvos por ti ou por teus sacerdotes clérigos, ou por outros que encaminhaste pela via de sua vocação. Conta-os se fores capaz. Seu número, porém, seria cem milhões de vezes maior se maiores tivessem sido tua fé e tua confiança no Senhor.

Lancei um suspiro, sem saber o que responder a tal reprimenda, mas disse de mim para comigo: daqui para a frente procurarei ter essa fé e essa confiança. Depois, perguntei:

– E o presente?

Sávio me apresentou um magnífico ramalhete que tinha nas mãos. Nele havia rosas, violetas, girassóis, gencianas, lírios, sempre-vivas e, entre as flores, espigas de trigo. Ofereceu-me e disse:

– Observa!

– Vejo, mas não entendo – respondi.

– Dá este ramalhete a teus filhos para que possam oferecê-lo ao Senhor quando chegar ao momento; procura que todos tenham; a ninguém lhe falte nem o deixe tirar. Podes estar certo de que com ele terão o suficiente para ser felizes.

– Mas, que significa esse ramalhete de flores?

– Consulta a Teologia; ela te dirá e te dará a explicação.

– A Teologia, eu a estudei, mas não saberia como tirar dela o significado do que me apresentas.

– Pois tens estrita obrigação de saber tudo isso.

– Vamos, tira-me da minha ansiedade, explica-me tu!

– Vês estas flores? Representam as virtudes que mais agradam ao Senhor.

– Quais são?

A rosa é símbolo da caridade; a violeta, da humildade; o girassol, da obediência; a genciana, da penitência e da mortificação; as espigas, da comunhão frequente, o lírio indica a bela virtude da qual está escrito: Erunt sicut Angeli Dei in caelo [são como os anjos no céu], a castidade. E a sempre-viva significa que todas essas virtudes devem durar sempre, ela simboliza a perseverança.

– Ora bem, meu caro Sávio: tu, que durante toda a tua vida praticaste todas essas virtudes, diz-me: o que foi o que mais te consolou na hora da morte?

– Que te parece que possa ser? – Respondeu Sávio.

– Foi talvez ter conservado a bela virtude da pureza?

– Não; não é só isso.

– Alegrou-te talvez teres a consciência tranquila?

– Isso é bom, porém não é o melhor.

– Por acaso teu consolo terá sido a esperança do Paraíso?

– Também não.

– Pois então! O haver entesourado muitas boas obras?

– Não, não!

– Então, qual foi teu consolo na última hora? – Perguntei, entre confuso e suplicante, vendo que não conseguia adivinhar seu pensamento.

O que mais me confortou no transe da morte foi a assistência da poderosa e amável Mãe do Salvador. Diz isto a teus filhos: que não se esqueçam de invocá-La enquanto estão em vida.[1]


Fonte: Sonhos de São João Bosco. Céu, Inferno e Purgatório.

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