Relatório denuncia parceria entre PCC e OMS

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Realizado pela Fundação memorial das Vítimas do Comunismo, relatório aborda campanha de desinformação empreitada pela China e promovida OMS

A Fundação Memorial das Vítimas do Comunismo (VCMF), publicou do dia em 10 de abril um relatório intitulado The Coronavirus Cover-Up: A Timeline, que denuncia a campanha de desinformação sobre as origens, a natureza e a disseminação do coronavírus, promovida pelo Partido Comunista Chinês (PCC), e demonstra como a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu e ajudou a legitimar as falsas alegações da China.

A Fundação Memorial das Vítimas do Comunismo (VCMF), com sede em Washington, DC, é uma fundação pública de educação, pesquisa e Direitos Humanos. Ela foi autorizada por uma Lei do Congresso unânime, que foi assinada como Lei Pública 103-199 pelo Presidente William J. Clinton em 17 de dezembro de 1993.

Normalmente é difícil culpar governos ou organizações em pandemias, diz o relatório, mas a atual pandemia de coronavírus é materialmente diferente, pois a contração do vírus por milhões em todo o mundo e o número de mortes resultantes eram não apenas previsíveis, mas evitáveis.

“Se o Partido Comunista Chinês tivesse tomado medidas precoces para alertar o mundo, em vez de encobrir sua disseminação, e se a OMS tivesse simplesmente questionado ou alertado contra as afirmações da China, o dano teria sido significativamente reduzido. Em vez disso, as ações da República Popular da China (RPC) e a inação da OMS precipitaram uma pandemia, levando a uma crise econômica global e a uma crescente perda de vidas humanas”, afirma o relatório.

Enganação Precoce da China

O mundo soube pela primeira vez sobre um misterioso vírus tipo pneumonia na China Central em meados de dezembro de 2019, Em 9 de janeiro de 2020, o vírus foi identificado pelas autoridades da RPC como “um novo tipo de coronavírus” (SARS-CoV-2). No entanto, relatórios recentes indicam que o primeiro caso foi registrado em Wuhan, China, em 17 de novembro de 2019. Apesar das informações disponíveis e da rapidez com que o surto se espalhou, o PCC só admitiu ao mundo que o vírus estava sendo transmitido em humanos em 20 de janeiro, o que levou mais de dois meses desde o primeiro registro.

Aliado a isso o PCC tomou medidas precoces para silenciar cientistas e agentes de saúde, o que, segundo o relatório, atrasou “a compreensão mundial e a resposta à nova doença”.

O PCC impediu simultaneamente especialistas externos em saúde dos E.UA  e OMS de verificar independentemente dados sobre a situação da saúde em Wuhan.

 E em meados de janeiro, a mídia estatal chinesa alegou que o vírus era contível. No entanto, as ações da China indicam que a RPC já sabia o contrário. A partir desse mesmo mês, a RPC ativou uma campanha global predatória para adquirir suprimentos e equipamentos médicos da América do Norte e Europa para remessa urgente para a China,  “um sinal de que o vírus estava se espalhando mais rapidamente do que as autoridades chinesas reconheciam”, afirma o relatório.

A OMS também estava ciente da transmissão entre humanos em dezembro. Taiwan destacou essa preocupação para a agência em 31 de dezembro. No dia seguinte, a OMS pediu à China mais informações, mas em 14 de janeiro a organização ainda informava que “investigações preliminares conduzidas pelas autoridades chinesas não encontraram evidências claras de transmissão de homem para homem”.

A VCMF destaca que “em nenhum momento a OMS criticou a China por se recusar a verificar os dados da RPC ou por furtar suprimentos médicos globais. Em vez disso, a OMS rapidamente elogiou a China em termos brilhantes, mesmo dizendo que estava “tranquilizada com a qualidade das investigações em andamento e das medidas de resposta”.

A OMS também repetiu a alegação da RPC de que não havia evidências de transmissão entre humanos, apesar dos médicos contrairem o coronavírus dos pacientes. A OMS manteve sua posição sobre a natureza não verificada ou limitada da transmissão entre seres humanos até 23 de janeiro , três dias após a RPC admitir o fato.

China cria uma pandemia global

Quando as autoridades chinesas reconheceram que o coronavírus se espalhou entre os seres humanos – um fato que eles já sabiam – ele já havia atravessado a Ásia, a Europa e a América do Norte.  Paralelamente a contagem de infecções e mortes na China foi severamente subestimada, pois a RPC continuou a reprimir a liberdade de expressão e impedir investigações médicas independentes. Isso embalou ainda mais o mundo em uma falsa sensação de segurança.

No final de janeira a opressão aumentou significativamente na China. Jornalistas chineses independentes foram detidos ou desapareceram. Jornalistas estrangeiros foram expulsos a Internet foi bloqueada em certas áreas, de acordo com internautas. Os censores estatais receberam simultaneamente mais poderes para remover mais conteúdo da internet. Em paralelo, cidadãos chineses arriscaram a vida expondo as mentiras do regime comunista. O PCC fez todos os esforços disponíveis para esconder o que estava acontecendo não apenas em Wuhan, mas em toda a China, atesta o relatório.

O PCC também iniciou uma campanha global de desinformação e propaganda. “A partir de fevereiro, as autoridades comunistas chinesas acusaram os Estados Unidos de espalharem o vírus e plantarem intencionalmente em Wuhan. A República Popular da China também começou a enviar suprimentos e equipamentos médicos defeituosos para países estrangeiros. Apesar de contribuir para a crescente crise global ao reter informações vitais sobre o coronavírus, a RPC, no entanto, procurou se beneficiar dele geopolítica e financeiramente”.

OMS é colabora com desinformação fatal

A OMS continuou divulgando os esforços chineses e divulgando dados errôneos no meses que seguiram o primeiro registro de coronavírus. Apesar equipe da OMS não ter permissão para entrar em Wuhan, o epicentro do surto, até o final de fevereiro, no final de janeiro funcionários da OMS elogiaram a transparência e a cooperação da RPC.

A OMS declarou existência de pandemia global no dia 11 de março de 2020, quando já era tarde demais para a maioria das nações proteger efetivamente seus cidadãos.

China despreza compromissos internacionais

A China é signatária do Regulamento Sanitário Internacional de 2005 (RSI). Os artigos 6 e 7 do RSI exigem especificamente que os Estados membros notifiquem a OMS , dentro de 24 horas da avaliação, qualquer evento que possa constituir uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. Não divulgar informações confiáveis ​​sobre doenças infecciosas é uma violação do RSI.

A República Popular da China é culpada por violar o RSI, afirma a VCMF, “porque não notificou a OMS sobre o surto do vírus em novembro e dezembro. Também silenciou médicos chineses que falaram publicamente sobre o assunto e recusou ofertas dos Centros de Controle de Doenças dos EUA para visitar Wuhan em 6 de janeiro e atrasou as ofertas de assistência de investigação de epidemias da OMS. O Partido Comunista Chinês recusou-se a cooperar com parceiros internacionais e intencionalmente perpetrou um encobrimento desde o início – mesmo que isso significasse violar as obrigações do tratado”, afirma o relatório.

Vários fatores apontam para desinformação contínua

Os kits de teste chineses são notoriamente não confiáveis. Pelo menos três países europeus pararam de usar testes chineses importados, com taxas de erro de até 80%.

Pacientes assintomáticos não são contados. Os documentos da RPC dizem que a infecção assintomática não é considerada um caso confirmado, ao contrário dos padrões globais.

As equipes médicas foram chamadas de volta a Wuhan. Uma retirada muito elogiada da equipe médica foi silenciosamente interrompida, sem explicação oficial satisfatória.

Grande número de urnas funerárias. As funerárias locais estão recebendo mais de 2.500 caixões de cinerários por dia, 31 mesmo que a contagem total de mortes oficiais da RPC em Wuhan seja de 2.531.  O volume diário de incineração foi quatro a cinco vezes maior que o normal.

Alto volume de vítimas de coronavírus não testadas. Um número não verificado de pacientes com sintomas de coronavírus morreu e seus corpos foram incinerados sem teste.

Reações da OMS

Segundo a VCFM, a OMS permanece calada sobre essas questões. Também não apontou as aparentes violações da RPC do Regulamento Sanitário Internacional de 2005. Em vez disso, a OMS elogiou repetidamente a “transparência” da RPC, mesmo que o Partido Comunista Chinês tenha enganado e dissimulado em todas as etapas e ainda o esteja fazendo. Uma linha do tempo dos eventos de pandemia publicada pela OMS em 8 de abril de 2020 omite muitos dos fatos incriminadores contidos nesta situação e demonstra os esforços contínuos da liderança da OMS para participar do encobrimento do PCC.

China mentiu, pessoas morreram

As atitudes do Partido Comunista Chinês teve um custo humano terrível, com mais de 100.000 mortes e contagens globais. Países inteiros estão fechados e as economias estão se contraindo, apontando para uma crise global que provavelmente sobreviverá à própria pandemia. De acordo com um estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, se Pequim tivesse agido três semanas antes, o número de casos de COVID-19 poderia ter sido reduzido em 95%, e sua distribuição geográfica teria sido severamente limitada, evitando assim uma pandemia.

Recomendações de política

De acordo com a VCMF muitos especialistas recomendam maior engajamento ou cooperação com a RPC para enfrentar a pandemia atual e evitar crises semelhantes no futuro, mas essa abordagem ignora o registro claro do Partido Comunista Chinês como perigosamente irresponsável e uma ameaça à saúde e segurança global.

Quanto à OMS, o relatório afirma que ela serviu como um ‘idiota útil’ que repete a propaganda do PCC sem questionar. Isso não apenas diminuiu sua credibilidade, como também causou a pandemia que está assolando o mundo. Parece improvável que a OMS reconheça a culpabilidade da China na pandemia de coronavírus, muito menos a sua.”

Por uma questão de justiça e para evitar futuras pandemias o VCMF afirma que primeiramente a China “deve ser responsabilizada por meio de demandas e reparações econômicas e outras sanções relacionadas aos direitos humanos”, algo que muitos no mundo estão considerando agora.  Em segundo lugar a China deve “ser suspensa da participação plena na OMS”. Em terceiro A própria OMS deveria “estar sujeita a investigação e reforma imediata”. Finalmente aponta que As organizações de mídia que reportam as reivindicações da China e da OMS sobre a pandemia sem escrutínio ou contexto devem ser advertida a não enganarem a opinião pública.

O relatório relembra que os regimes comunistas foram responsáveis ​​pela morte de mais de 100 milhões em todo o mundo, segundo especialistas globais. E destaca que o número de mortes causados pelo novo coronavírus devem ser incluídos nessa contagem – “vítimas do Partido Comunista Chinês e seu desrespeito voluntário pela vida humana e por sua própria obrigação legal internacional”.

Com informações: victimsofcommunism.org

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