Relação entre “problema ambiental” e canibalismo

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foto: Getty Images/iStockphoto

A questão ambiental tem levado alguns especialistas a sugerir que a humanidade comece a procurar alternativas às fontes tradicionais de sustento. 

Em 2019 na Suécia, durante um programa na televisão local, o professor da Escola de Economia de Estocolmo, Magnus Soderlund, sugeriu que pode ser necessário recorrer ao canibalismo para salvar o planeta das mudanças climáticas.

A proposto do professor Soderlund já está sendo colocada em prática. O site bitelabs.org oferece carnes de pessoas famosas para quem quiser ter a experiência de experimentá-las. Segundo o site esta é “uma maneira sustentável que elimina as preocupações ambientais e éticas associadas à produção animal tradicional” e sugere que esta será a carne do futuro.

“Coma carne de celebridade”

O Bitelabs cultiva carne a partir de amostras de tecido de celebridades e a usa para fazer salame artesanal. No início do site a empresa incita os usuários com a seguinte chamada: “Coma carne de celebridade”.

Processo do cultivo de carne humana

De acordo com a empresa o processo inicia com a escolha das celebridades favoritas e uma rápida biópsia para obter amostras de tecido. Após isso as células-tronco musculares são isoladas e a carne da celebridade escolhida é cultivada em biorreatores. Por conseguinte a carne é curada, temperada e está pronta para consumo.

Bitelabs oferece salames de Ellen Degeneres, Kanye West, Jennifer Lawrence e James Franco.

Canibalismo e a opinião pública

Segundo análise realizada pelo jornalista Cristian Derosa, a evolução dos debates públicos respeitam, coincidentemente ou não, as etapas de um processo persuasivo de convencimento e modificação da opinião pública. Assim como a “Janela de Overton”, na qual uma proposta é colocada à sociedade por meio de seu aspecto mais aceitável até produzir a aceitação completa, também a teoria do agendamento (agenda setting) demonstra que quando ativistas de uma causa não conseguem mudar nossa opinião, eles simplesmente fazem com que falemos do assunto. A opinião, gradativamente, vai caminhando para o estágio desejado por um processo dialético natural.

Por exemplo, as drogas surgiram com a campanha anti-drogas, que era a maneira como a população compreende o assunto e pode debatê-lo. O drogado passou de vagabundo para doente, mediante uma real distinção existente, mas que tem o objetivo de servir aos seus abusos. Da mesma forma, o homossexualismo, a pedofilia. Antigamente, homossexuais eram invariavelmente associados a abusos sexuais de menores. Reforçando a forma como era praticado entre adultos independentes, ganhou status de opção sexual. Da mesma forma, a pedofilia, hoje, ganha status de uma orientação, ainda que doentia. Mas os pedófilos já não são necessariamente um caso de polícia, e sim de saúde.

O canibalismo, por sua vez, sempre foi rejeitado pelas sociedades civilizadas. Contudo, tem sido colocado como uma opção plausível pelos ideólogos ambientalistas e seus seguidores. Não seria esta mais uma etapa de um processo persuasivo de convencimento e modificação da opinião pública?

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