Presidente da Comissão Européia diz que visitantes dos EUA na Europa precisarão de passaportes para vacinas

0
SHUTTERSTOCK.COM/ Divulgação.

A International Air Transport Association (IATA) divulgou um comunicado saudando a afirmação, chamando-a de “um passo na direção certa”

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Européia (CE), anunciou que os viajantes vindos dos Estados Unidos precisarão do comprovante de vacinação para visitar a Europa. Von der Leyen continua pressionando por passaportes de vacina, apesar de uma decisão recente do Conselho da Europa de que eles são uma violação dos direitos humanos.

Em uma entrevista de domingo (25) para o New York Times, von der Leyen revelou que ela previa que os passaportes da vacina seriam a chave para desbloquear as viagens dos americanos à Europa.

“Os americanos, até onde posso ver, usam vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos [EMA]”, disse ela. “Isso permitirá a livre circulação e as viagens para a União Europeia.”

A América e a Europa estão utilizando as injeções Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson. A vacina da Johnson & Johnson foi temporariamente suspensa nos Estados Unidos depois de causar coágulos sanguíneos fatais, contudo, um painel do Centro de Controle de Doenças (CDC) recomendou recentemente que a vacina fosse reintegrada.

“Porque uma coisa é clara: todos os 27 estados membros aceitarão, incondicionalmente, todos aqueles que forem vacinados com vacinas aprovadas pela EMA”, acrescentou.

Von der Leyen, presidente da CE desde dezembro de 2019, saudou o rápido lançamento das injeções experimentais nos Estados Unidos, apontando para isso como a causa subjacente para sua menção de flexibilização das atuais restrições a viagens.

Em seus comentários ao Times, von der Leyen afirmou que os EUA estavam “no caminho certo” com relação ao objetivo de injetar 70% dos adultos até meados de junho.

Com uma advertência costumeira, ela acrescentou que mesmo com o uso de passaportes de vacina para limitar as viagens, as viagens intercontinentais dependeriam “da situação epidemiológica, mas a situação está melhorando nos Estados Unidos, como, esperançosamente, também está melhorando na União Europeia.”

De acordo com o Times, von der Leyen agora tentará mudar a política europeia sobre viagens, defendendo e implementando passaportes para vacinas. No entanto, detalhes mais intrincados sobre o esquema, incluindo como ele será aplicado, ou quaisquer alternativas aos passaportes, não foram fornecidos.

A entrevista não é nenhuma surpresa, já que von der Leyen tem promovido abertamente a política de estilo globalista de passaportes para vacinas há algum tempo. Seus planos estavam tão avançados que, no início de março, ela anunciou via Twitter os planos de introduzir uma legislação que traria um “Passe Verde Digital” para residentes na União Européia (UE) para facilitar a viagem. Os passaportes entrariam em vigor a partir de 15 de junho.

A Grécia introduziu recentemente seus próprios certificados de vacinação COVID-19, na esperança de que a mudança facilitasse o turismo, um setor do qual a economia do país depende muito. O ministro da Governança Digital, Kyriakos Pierrakakis, disse que os passaportes da vacina funcionarão como uma espécie de “via rápida dentro dos aeroportos … para ter a oportunidade de ir para uma via diferente daqueles que não foram vacinados”, mas que sem a UE adotar as infra-estruturas de forma mais ampla, o sistema será um “absurdo”.

No final de janeiro, o Reino Unido (que não faz mais parte da UE) anunciou que está avançando com seu próprio plano de passaporte de vacina, financiando o teste de oito esquemas de passaporte a um custo de £ 450.000 em subsídios do governo para o projeto.

Agora, em sua recente entrevista ao Times, von der Leyen encorajou os estados membros da UE a formular e implementar suas próprias políticas em relação ao uso de passaportes de vacinas. O bloco está atualmente restringindo as chamadas viagens não essenciais de vários países, incluindo os Estados Unidos.

Apesar da promoção contínua de von der Leyen do uso de passaportes de vacina, o Conselho da Europa, que supervisiona o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, decidiu recentemente que vacinações forçadas e passaportes de vacina eram uma violação dos direitos humanos.

A decisão, que veio em fevereiro, determinou que proteções devem ser dadas aos que não têm a vacina, para que não incorram em qualquer penalidade por não tomar a injeção, para “garantir que ninguém seja discriminado por não ter sido. vacinado, por possíveis riscos à saúde ou por não querer ser vacinado.”

Os passaportes de vacinas não devem ser usados ​​para qualquer outro propósito além de registrar “eficácia da vacina, efeitos colaterais potenciais e eventos adversos”.

“Os certificados de vacinação não devem ser usados ​​como ‘passaporte de vacinação’ (nas fronteiras, na aviação ou para acesso aos serviços). Tal uso não seria científico na ausência de dados sobre a eficácia das vacinas na redução da transmissão, a duração de qualquer imunidade adquirida, bem como a porcentagem de ‘falha’ em produzir imunidade devido a novas variantes, carga viral e segundas doses atrasadas. Tal uso também representaria problemas de privacidade e, levando em consideração a disponibilidade limitada de vacinas, pode perpetuar e reforçar práticas excludentes e discriminatórias.”

Apesar disso, a entrevista de von der Leyen sem dúvida encorajará os países da Europa a implementar tais restrições aos visitantes dos Estados Unidos, já que os políticos do Reino Unido e da Europa continuam a ignorar a importância da decisão do Conselho da Europa. As companhias aéreas também poderiam aderir aos passaportes das vacinas, como forma de garantir a retomada do setor.

Em resposta à entrevista de von der Leyen, a International Air Transport Association (IATA) divulgou um comunicado saudando suas palavras, chamando-as de “um passo na direção certa”.

A IATA pediu passaportes de vacinas para permitir “viagens incondicionais para os vacinados”, mas também acrescentou que “a liberdade de viajar não deve excluir aqueles que não podem ser vacinados”. A organização solicitou que os testes COVID-19 negativos fossem usados ​​como uma alternativa às vacinas para facilitar as viagens, escrevendo: “As vacinas não são a única forma de reabrir as fronteiras com segurança. Os modelos de risco do governo também devem incluir o teste COVID-19.”

Fonte: Life Site News

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor registre seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui