Petição que exige renúncia do chefe da OMS passa 1 milhão de assinaturas

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Um ativista anônimo de Taiwan que usava o identificador “Osuka Yip” lançou a petição

Uma petição online exigindo a renúncia do chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, por seu tratamento da pandemia de coronavírus, passou um milhão de assinaturas na manhã desta sexta-feira (24).

A petição intitulada “Pedido de demissão de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS” apareceu no Change.org, em 31 de janeiro. A campanha cita a recusa de Tedros, em 23 de janeiro, em designar o coronavírus chinês como uma emergência de saúde global.

Um ativista anônimo de Taiwan que usava o identificador “Osuka Yip” lançou a petição, refletindo preocupações globais de que Tedros tem sido econômico com a verdade desde que o vírus mortal foi isolado pela primeira vez na cidade de Wuhan, no sul da China, em novembro.

“Achamos fortemente que Tedros Adhanom Ghebreyesus não é adequado para seu papel como diretor geral da OMS. Pedimos a renúncia imediata de Tedros Adhanom Ghebreyesus”, afirma a petição.

O vice-primeiro ministro japonês e o ministro das Finanças, Taro Aso, concordaram.

Arso disse no parlamento que alguns até começaram a chamar a Organização Mundial de Saúde de “Organização Chinesa de Saúde”, informou a NHK. Essa tem sido sua incapacidade de fazer outra coisa senão repetir mensagens diplomáticas chinesas.

Tal é o clamor de desaprovação em torno do burocrata etíope que, na semana passada, o Presidente norte-americano Donald Trump ordenou a suspensão do financiamento ao organismo, exigindo que respondam pelas suas falhas em avisar devidamente o mundo sobre o novo coronavírus. O presidente também criticou a OMS por atacar sua proibição de viajar para a China durante os primeiros dias da pandemia.

Ele ressaltou que a OMS desempenhou um papel na “má gestão e encobrimento” da disseminação do coronavírus em todo o mundo.

“A OMS divulgou as informações erradas da China sobre o vírus, dizendo que não era transmissível e que não havia necessidade de proibições de viagens”, disse Trump.

Em 14 de janeiro, meses após a suspeita de que as autoridades de saúde tenham detectado  o primeiro caso do vírus na China em 17 de novembro do ano passado, a OMS estava  promovendo uma alegação chinesa via Twitter de que “não havia nenhuma evidência clara de humano para humano transmissão.”

Enquanto isso, a doença estava fora de controle. O tweet da OMS aconteceu um dia antes do primeiro caso chegar aos Estados Unidos que, segundo informações, voou de Wuhan para o estado de Washington.

Esta não é a primeira vez que Tedros recebe críticas públicas em seu papel.

Em outubro de 2017, ele nomeou o ex-tirano do Zimbábue Robert Mugabe como “embaixador da boa vontade” para ajudar a combater doenças não transmissíveis na África, provocando  indignação por parte de profissionais médicos e grupos de direitos humanos. Como o New York Times observou:

O papel do embaixador da boa vontade é em grande parte simbólico, mas os grupos de direitos humanos criticaram sua reação ao simbolismo de entregá-lo a um homem cuja liderança, dizem eles, levou ao colapso de seus serviços de saúde e a grandes abusos de direitos no Zimbábue.

Por fim, Tedros rescindiu sua decisão de nomear Mugabe “embaixador da boa vontade” na sequência de críticas.

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