Parlamento Europeu quer declarar aborto como “Direitos Humanos”

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Pacote também inclui perseguição a médicos pró-vidas e imposição da agenda de gênero. Ong CitizenGo organizou uma petição online para cidadãos de todo o mundo contra o Relatório

 por Marlon Derosa

Está previsto para 23 de junho de 2021, a votação do chamado “Relatório Matic”, pelo Parlamento Europeu, no qual, entre outras coisas, define o aborto como um “direito humano”.

O relatório tem como título “A situação da saúde sexual e reprodutiva e dos direitos na UE na perspectiva da saúde da mulher“.

Além de considerar o aborto um “direito humano”, o relatório defende o aborto sem qualquer restrição. Conforme informa a ONG CitizenGo, o relatório “pede a remoção de barreiras” ao acesso ao aborto como “períodos de espera”, “a negação de cuidados médicos com base em crenças pessoais”, “aconselhamento” ou qualquer “autorização de terceiros”.

Além disso, o aborto – assim como os cuidados de saúde – é matéria da jurisdição exclusiva dos Estados membros e a União Europeia não tem jurisdição sobre esse assunto. Portanto, se adotado, o Relatório será uma grave interferência na soberania dos Estados membros da União Europeia, podendo afetar políticas de aborto como a recente proibição polonesa do aborto eugênico, por exemplo.

Mas o aborto não é a única questão controversa neste relatório. Aqui está um resumo dos destaques:

  • O Relatório Matic apela à abolição do direito à objeção de consciência dos médicos.
    O objetivo do Relatório Matic é tornar impossível para os médicos pró-vida se oporem ao assassinato de um ser humano por meio do aborto. De acordo com o relatório, a recusa de um médico a realizar um aborto seria “tratada como negação de atendimento médico”. Portanto, se um médico dissesse NÃO ao aborto, isso significaria o fim de sua carreira.
  • Aborto e contracepção para meninas “independentemente da idade”, sem consentimento dos pais.
  • Impõe a doutrinação da ideologia de gênero na escola primária sem informar ou exigir o consentimento dos pais.
  • Impõe as chamadas cirurgias irreversíveis de “mudança de sexo”, inclusive para menores, pagas pelos sistemas públicos de saúde.
  • Interferência com jurisdição exclusiva dos Estados membros na definição e gestão dos seus sistemas de saúde nacionais ou nas suas escolhas de políticas de saúde nacionais.

Vários grupos já se posicionaram contra, mas outros são entusiasticamente a favor. A única forma de impedir este relatório radical e ideológico é o Partido Popular Europeu (supostamente de centro-direita) votar contra.

Mas o Parlamento Europeu está sob intensa pressão de poderosos grupos internacionais para se conformar à agenda do aborto. A ONG internacional CitizenGO, contrária à iniciativa, iniciou uma campanha para mostrar a oposição popular sobre esse relatório.

Para isso, está trabalhando numa petição online, que ja conta com mais de 280 mil assinaturas. A petição / abaixo assindo pode ser acessada direto no site do CitizenGo e aceita assinatura de cidadãos de todo o mundo. Clique aqui e acesse a petição do CitizenGo.

A campanha será enviada para o Parlamento Europeu, para demonstrar que a população europeia e também em todo o mundo, é contrária ao aborto.

Fonte: Estudos Nacionais

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