ONU prepara lista negra dos que se opõem à ideologia de gênero

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O especialista LGBT da ONU, Víctor Madrigal-Borloz.

Ativismo radical prepara guerra religiosa

No escritório do departamento de direitos humanos da ONU estão coletando os nomes dos líderes sociais, políticos e religiosos que se opõem de alguma maneira à agenda LGBT. A intenção é elaborar uma lista negra daqueles que não se submetem à Nova Ordem Mundial nessa temática

Stefano Gennarini, J.D. 

Políticos, líderes religiosos e associações de todo o mundo que defendem a vida e a família serão provavelmente incluídos numa lista negra pelo escritório de direitos humanos da ONU. Esta nova e drástica medida pode ser utilizada para impor sanções aos defensores da família, informa Stefano Gennearini, representante de C-Fam (Centro for Family & Human Rights) na sede das Nações Unidas.

“Quem são os principais atores que argumentam que os defensores dos direitos humanos das pessoas LGBT estão fomentando uma suposta ideologia de gênero?” questiona um pedido de contribuições publicado no mês passado por esse escritório e dirigido especialmente aos grupos LGBT.

Na solicitação, redigida em termos gerais, o escritório de direitos humanos da ONU pede exemplos de “expressões ou declarações públicas de líderes políticos e religiosos” que questionem os direitos das pessoas LGBT.

“Quais são seus principais argumentos?”, indaga. “Têm sido eficazes para o retrocesso dos direitos humanos das pessoas LGBT? Suas estratégias tem repercutido também, direta ou indiretamente, nos direitos humanos das mulheres e das crianças?”, acrescentam.

O pedido da ONU denigre como teóricos da conspiração aos defensores da vida e da família que questionam a “ideologia de gênero”. Dá como assentado que a teoria de gênero não é uma ideologia, mas uma verdade inquestionável. Tal teoria afirma que os “significados” atribuídos ao sexo e ao gênero são “construídos socialmente”.

Pede detalhes das “narrativas” dos grupos pró-vida e pró-família que se opõem à ideologia de gênero. Estas narrativas, segundo o escritório da ONU, “são utilizadas para alimentar a violência e a discriminação baseadas na orientação sexual e na identidade de gênero e seu impacto específico nos direitos sexuais e reprodutivos”.

Solicita qualquer “exemplo do uso do conceito de gênero em narrativas religiosas ou de líderes políticos, que sustentam os valores tradicionais ou de proteção da família” em oposição às novas leis e políticas LGBT.

Pede informações sobre a proteção da liberdade religiosa ou de consciência que limitariam “o gozo dos direitos humanos (incluídos os direitos sexuais e reprodutivos) das pessoas LGBT”. Refere-se inclusive à objeção de consciência como sendo uma mera “figura de linguagem” em lugar de direito humano básico que pode ser reivindicado.

As doações recebidas serão utilizadas no próximo informe que será apresentado ao Conselho dos Direitos Humanos em Genebra.

O especialista LGBT da ONU, Víctor Madrigal-Borloz, parece estar adotando o enfoque do Southern Poverty Law Center, de criar uma lista negra de supostos “grupos de ódio”. Uma lista desse tipo foi utilizada pelo terrorista Floyd Corkins num ataque armado contra o Family Research Council em 2015. O uso dessas listas de ódio tem sido amplamente criticado.

Os democratas introduziram no ano passado um projeto de lei no Congresso dos Estados Unidos para criar uma lista internacional similar, chamado Lei do Respeito Global, que impõe sanções a todos os estrangeiros que se opõem aos direitos LGBT.

Não é a primeira vez que o costa-riquenho perito em temas LGBT da ONU tenta atingir a religião. Num informe de 2019 pediu aos Estados que “tomem medidas decisivas” contra os líderes religiosos que se opõem aos direitos LGBT”.

Fonte: Infocatolica

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