Oito anos depois de sua renúncia, Bento XVI falou dela e dos que não a aceitam

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Bento XVI negou a existência de dois Papas no Vaticano

O Papa Emérito Bento XVI, de 94 anos, assegurou que a sua demissão, realizada oito anos atrás, “foi uma decisão dolorosa”, mas boa, e reiterou, face à continuação das discussões sobre o seu papel, que “não há dois papas”.

“Foi uma decisão difícil. Mas foi feita com plena consciência e acho que fiz certo. Alguns dos meus amigos, aqueles que mais me seguiram, ainda estão zangados, não quiseram aceitar a minha escolha”, comentou Bento XVI numa entrevista publicada segunda-feira pelo diário italiano Corriere della Sera e realizada no domingo (28/2), no aniversário da renúncia de Joseph Ratzinger, a primeira demissão de um pontífice na era moderna.

O jornal informa que o papa emérito responde às perguntas que lhe são feitas com “um fio de voz”, as suas palavras saem “como um conta-gotas” e que, por vezes, o seu secretário habitual, o monsenhor alemão George Gaenswein, o ajuda a compreender o que lhe é dito.

Sobre as razões de sua renúncia, o papa alemão explicou: “Penso nas teorias da conspiração que se seguiram: alguns disseram que foi culpa do escândalo Vatileaks, outros de uma conspiração do ‘lobby gay’, e outros ainda do caso do teólogo conservador lefebvriano Richard Williamson. Eles não querem acreditar que foi uma escolha consciente. Mas minha consciência está bem.”

Bento XVI anunciou sua renúncia ao pontificado em 11 de fevereiro de 2013 e passou a vigorar em 28 de fevereiro com a sua partida do Vaticano para a residência de Castelgandolfo, para, após a eleição de Jorge Bergoglio, retornar ao Vaticano e residir no mosteiro Mater Ecclesiae.

O Papa Emérito mostrou curiosidade na entrevista sobre a eleição do tecnocrata Mario Draghi como presidente do governo italiano e desejou que “ele possa resolver a crise”.

Quando questionado sobre a próxima visita de Francisco ao Iraque, afirmou: “Penso que é uma viagem muito importante, mas infelizmente vem em um momento muito difícil que também a torna uma viagem perigosa, por razões de segurança e de ambição. E depois há a situação instável do Iraque. Acompanharei Francisco com as minhas orações”.

Sobre o novo presidente dos Estados Unidos, o católico Joe Biden, disse que embora “pessoalmente seja pessoalmente contra o aborto, deve, como presidente, manter a continuidade com a linha do Partido Democrata”. E acrescentou que “em matéria de política de gênero ainda não entendemos totalmente qual é a sua posição”.

Fonte: Infobae

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