O reencontro do Brasil com suas vias históricas

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O monumento do Ipiranga em São Paulo, berço de nossa nação, local simbólico, altar da Pátria e da Igreja

Por Carlos Vitor Santos Valiense

O Brasil iniciou sua gloriosa história com uma Missa, celebrada em 1500, por Frei Henrique de Coimbra, na presença dos portugueses que aqui chegavam e dos índios que habitavam a Terra de Santa Cruz.

Quase quatro séculos depois, em 1889, o Brasil assistiu — segundo afirmou Aristides Lobo, Ministro do Interior do Governo Deodoro — “bestificado” a uma quartelada promovida por uma minoria de militares que enganaram o povo do Rio de Janeiro, o qual pensava se tratar de um desfile militar, mas na verdade proclamava a República, rompendo com um passado exitoso. O próprio marechal Deodoro da Fonseca imaginava estar simplesmente derrubando o gabinete presidido pelo seu desafeto, o Visconde de Ouro Preto.

Desde então, de desastre em desastre, chegamos à triste situação em que nos encontramos; e seria muito pior ainda, se nos tivéssemos transformado numa Venezuela bolivariana. E lá estaríamos se não tivesse havido o impeachment de uma presidente lulopetista.

Mas hoje, quinhentos e dezenove anos depois do descobrimento (2019), em um gesto sem precedentes, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, representado pelo seu irmão, Príncipe Imperial D. Bertrand de Orleans e Bragança, promoveu uma Missa solene no pantheon do Ipiranga, reatando os caminhos da nação com suas vias históricas que jamais deveriam ter sido abandonadas.

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“Independência ou morte!” Este foi o grito que ecoou em 7 de setembro 1822 nas margens do Ipiranga e selou a Independência do Brasil. Em homenagem a tão dadivosa data ergueu-se ali um grande monumento de bronze, inaugurado por ocasião do Centenário da Independência.

Formado por um conjunto escultural, esse monumento encerra algo mais simbólico do que as grandes estátuas de bronze que o embelezam: a Capela Imperial, onde repousam os restos mortais do Imperador D. Pedro I e das Imperatrizes D. Leopoldina de Habsburgo e D. Amélia de Leuchtenberg, respectivamente primeira e segunda esposa do Imperador.

Em 1952, S.A.I.R. D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança estabeleceu algumas condições para o traslado dos restos mortais da Imperatriz D. Leopoldina. Eis uma delas: “Como Chefe da Casa Imperial do Brasil dou meu consentimento para esta trasladação dos despojos de minha venerada Ancestral, mas devo antes pedir algumas condições que passo a expor. (…) Que haja um altar no Pantheon onde se possam celebrar Missas em sufrágio das almas dos que lá descansarem”. Em cumprimento desse pedido, no dia 2 de novembro de 2018, foi realizada ali uma cerimônia, durante a qual rezou-se uma Missa na forma extraordinária do Rito Romano em sufrágio das almas do Imperador e das Imperatrizes do Brasil.

Estiveram presentes ao ato solene, celebrado por Frei José Almy Gomes O.P., Prior do Convento Santo Alberto Magno dos Padres Dominicanos, o Príncipe Imperial D. Bertrand , seus primos os Príncipes D. Casimiro de Bourbon-Sicílias e seu filho, o Padre Alessandro de Bourbon-Sicílias, membros da Família Real das Duas Sicílias. Compareceram também numerosos monarquistas e simpatizantes, além de várias pessoas que entravam por curiosidade e se admiravam com a solenidade e o respeito do ato que se celebrava.

No Brasil, desde o Descobrimento em 1500, quando Frei Henrique de Coimbra rezou a primeira Missa, este sempre foi o ato mais solene para firmar todo grande acontecimento. A Missa celebrada no dia de finados pelas almas do Imperador e das Imperatrizes, em cumprimento ao desejo expresso por D. Pedro Henrique, também revela a consonância da Casa Imperial do Brasil com a sua história e suas tradições católicas.

A preservação desses valores e costumes do nosso passado está na raiz do crescente interesse pela causa monárquica, pois “um povo sem historia é um povo sem rumo”. Pelo que se pode dizer que o Brasil tem um rumo, e um rumo certo que se chama Monarquia Parlamentarista.

Fotografia: Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança – imediato herdeiro dinástico e primeiro representante de seu irmão, Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil –, em momento de oração diante do túmulo de seu venerando tetravô, Sua Majestade Imperial o Imperador Dom Pedro I do Brasil.

Fonte: Pró Monarquia

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