O que pensar do Texit?

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O Texas não quer mais se curvar à influência comunista e às autoridades de Washington, e pensa em deixar de fazer parte dos EUA

Por André F. Falleiro Garcia

Kyle Biederman, deputado estadual republicano e membro da Câmara dos Representantes do Texas, faz campanha pela independência de seu estado à vista da crescente influência da China na América. Considera que, com a separação do Texas dos EUA, as “influências comunistas” serão interrompidas. Em entrevista ao Newsmax em 11 de janeiro, ele sugeriu o “Texit”.

“O governo federal está fora de controle e não representa os valores dos texanos”, afirmou também Biedermann em seu perfil no Facebook. Disse ainda: “É por isso que me comprometo a apresentar um projeto de lei durante esta legislatura, que permitirá aos texanos votarem sobre o status do Texas como uma nação independente”, acrescentou.

Biedermann criou uma petição online em seu site para apoiar a saída do Texas da federação norte-americana, processo que vem sendo chamado de “Texit”.

O Texit é um movimento político e cultural

O esforço é apoiado pelo Movimento Nacionalista do Texas, uma organização liderada por Daniel Miller, que promove a ideia da secessão há 20 anos. Os texanos estão cansados ​​de viver “sob 180.000 páginas de leis, regras e regulamentos federais administrados por 440 agências separadas e 2,5 milhões de burocratas não eleitos”, assegura Miller. “Se todas as leis, regras e regulamentos federais fossem impressos e empilhados, seriam mais altos do que o Monumento de San Jacinto.”

Daniel Miller é autor do livro Texit (Texit: Why and How Texas Will Leave The Union), publicado em maio de 2018. É o primeiro livro que analisa as motivações, o processo histórico e o modo prático de saída do Texas da federação norte-americana na atualidade. Compartilha seus 20 anos de experiência no assunto, conduz o leitor através dos fundamentos históricos e culturais do Texit, seu impacto na política atual e claramente expõe as queixas expressas por muitos texanos que simpatizam com ideia de um Texas independente.

O projeto de lei a ser proposto se juntaria a centenas de outros apresentados antes da 87ª legislatura do Texas, que se inicia em janeiro de 2021. A secessão foi discutida há algum tempo. Há muitos apoiadores, mas também vozes críticas.

O que pensar do Texit?

Em tempos de governo Biden-Kamala, pode-se prever que o dilema dos texanos, com o passar do tempo, adquira cada vez mais atualidade, inclusive para membros de outras unidades da federação norte-americana.

De fato, há um movimento secessionista latente, que pode ser notado nos últimos trinta ou quarenta anos. Considera que os EUA são a grande potência mundial que atuou historicamente como agente da Revolução, e que, em sentido contrário, durante o governo Trump atuou decisivamente para frustrar os intentos hegemônicos da China e da Rússia. Mas não compreende que a destruição da federação representa a quebra da nação que é a maior barreira para o expansionismo comunista mundial e a queda do único esteio capaz de se opor com sucesso ao caos desagregador que se propaga por todo o Ocidente.

Para a formação das sociedades políticas são de grande importância a consideração dos fatores homogêneos que propiciam a consolidação da nacionalidade como também a análise dos fatores heterogêneos que conduzem à secessão ou divisão do país. As heterogeneidades podem, em última análise, vir a ser a razão da decadência de um império ou até mesmo da sua liquidação como grande potência no cenário mundial.

No caso concreto norte-americano, é razoável temer que os globalistas aninhados no partido democrata acirrem as heterogeneidades e fomentem a ruptura dos laços unitivos, fazendo surgir incompatibilidades e ódio recíproco entre os estados federados, para assim provocar a quebra da unidade nacional. Assim como há um movimento separatista no Texas, há também na Califórnia.  Um referendo acontecerá lá no dia 4 de maio, no qual os californianos com direito a voto votarão se deve haver uma República da Califórnia independente dos EUA.

Os texanos não compreendem que esse caos que os incita à secessão é um caos maquinado, intencionalmente provocado e nada espontâneo. Os agentes do caos, os globalistas que ocupam os espaços do “deep state”, usam a tática de acentuar e agravar a heterogeneidade dos que são naturalmente heterogêneos, mas que até agora conviveram de forma pacífica e ordeira em prol da grandeza nacional. Ao cabo de algum tempo de forte exacerbação das tendências centrífugas, o resultado é previsível: “todo reino dividido contra si mesmo perecerá”, como afirma o Evangelho.

Em artigo anterior, vimos como a legitimação de uma eleição notoriamente fraudulenta se deu mediante manobra de guerra psicológica propagadora do caos – a invasão tumultuosa do Capitólio – para criar o clima emocional que obstou a apresentação das razões, pelos parlamentares, que impediriam a certificação de Joe Biden como presidente eleito.

Os demolidores da grande nação norte-americana induzem os texanos a também acreditar e apostar no caos, como solução criativa, incutindo a ideia ilusória e falsa de que da anarquia pode vir a solução. Essa linha de raciocínio equivocado colocaria lado a lado e uniria os extremos, ou seja, faria com que os mais exaltados e violentos seguidores de Trump ficassem alinhados com os ativistas terroristas da Antifa e do Black Lives Matter.

É hora, pois, de insistir na apresentação do ideal da restauração da ordem cristã, da harmonia e benquerença entre os americanos, da reconstrução de uma América grande dentro da lei e da ordem, em oposição à tática revolucionária de propagação e expansão do caos. E de prosseguir na denúncia do caos induzido e fabricado, como arma da esquerda globalista para a desagregação dos Estados Unidos.

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