O homem esquecido no Brasil histérico

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Já é clichê do povo brasileiro afirmar que o ano começa depois do carnaval. Concorde você ou não com a folia popular, parece mesmo que tudo começa somente depois da quarta-feira de cinzas. No entanto, a impressão que tenho é de que já estamos em 2020 há meses, tamanha a histeria observada nesse início de ano.

Quando o resultado das eleições de 2018 foi divulgado, com Jair Bolsonaro eleito presidente, eu comentei que estávamos vivendo dias históricos que precederiam dias histéricos. Pronto. Acredito que posso afirmar categoricamente: vivemos dias histéricos.

A elite globalista, marxista, artística, petista e/ou jornalística ainda não conseguiu entender e aceitar o atual momento político do Brasil e analisa tudo como analisava há dez anos, sem perceber as grandes mudanças que aconteceram. Mudanças feitas não de cima para baixo, mas pelo contrário, de baixo para cima. 

As grandes manifestações populares, desde antes do impeachment daquela que hoje é um cadáver político, Dilma Roussef, vem sendo protagonizadas pela população do país, especialmente pelo que os norte-americanos chamam de “the forgotten man”. Ao homem esquecido, isto é, aos “homens e mulheres esquecidos” de seu país, Donald Trump em seu discurso de vitória ao ser eleito, prestou homenagem e afirmou que “não mais serão esquecidos”.

No Brasil, o homem esquecido percebeu o que há de errado e resolveu mudar o país. E o melhor: ninguém pode acusá-lo de “autoritarismo”, “radicalismo”, “extremismo” ou o que quer que seja para demonizá-lo. O que ele reivindica está conforme a lei e de acordo com as vias democráticas. Ele não está sendo esquecido pelo presidente Bolsonaro!

Não é questão de romantizar o homem comum do Brasil, e sim, de reconhecer que ele tem bom senso ao ver e interpretar a realidade. A mídia e a classe política insistiram muito no reconhecimento dos direitos das minorias identitárias. E negligenciaram os direitos das maiorias, como por exemplo, ao desconsiderarem o resultado do plebiscito sobre o desarmamento. Mas um “basta!” foi dado pelo homem esquecido que saiu às ruas para se manifestar. Para ele, que quer o reconhecimento do direito da maioria, não é relevante um banheiro trans; não é relevante um kit-gay; não é relevante uma criança aprender a usar camisinha.

Relevante é uma taxa de desemprego menor; um índice de criminalidade que diminua por uma política que puna bandidos e não os trate como vítimas sociais; relevante é a família estar bem estruturada e conseguir o pobre abrir seu próprio negócio sem ser impedido pelos fiscais do estado; relevante é o respeito ao cristianismo no maior país católico do mundo e com grandes comunidades evangélicas; relevante é um sonoro NÃO ao aborto, pelo direito à vida. Relevante para o homem esquecido é a liberdade de mercado, pois sabe que o capitalismo é bom e a propriedade privada deve ser protegida e respeitada, pois rejeita o socialismo e o comunismo que só trazem miséria e opressão.

Enfim, no polo oposto ao bom senso do homem esquecido está o palpitariado histérico, esse conjunto de intelectuais, jornalistas e comentaristas de esquerda que são vazios e recorrem aos palpites, aos lugares-comuns que nada explicam, às “fake news” que mentem e desinformam o povo. O palpitariado histérico faz algazarra para não ouvir o Brasil real e não escutar o brado retumbante do homem comum que vai à rua dizer que preza os valores que cimentam a nação. Por isso o homem esquecido já não lhe dá atenção.

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