“O Grande Reset”: Uma Confirmação das “Teorias da Conspiração”?

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O Fórum Econômico Mundial (FEM) anunciou a discussão sobre a necessidade de uma redefinição da economia em escala planetária

Em 3 de junho, o Fórum Econômico Mundial (FEM) anunciou a discussão sobre a necessidade de um Reset ou redefinição da economia em escala global. Segundo o FEM, “É urgente que as partes interessadas (stakeholders) globais cooperem na gestão simultânea das consequências diretas da crise do COVID-19”

O FEM aponta para uma crise econômica, política e social sem precedentes, em consequência do novo coronavírus. Já as medidas impostas em resposta à pandemia, e que seriam a causa material dessa crise inédita, não são referidas nos parágrafos de apresentação do evento. Tão pouco é questionada a sua necessidade, grau e/ou extensão em que foram implementadas, segundo as recomendações de outro organismo internacional, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por enquanto, nada de muito concreto é anunciado, senão a afirmação peremptória de que os atuais sistemas de finanças, saúde, educação, entre outros, são inconsistentes e não conseguem dar resposta aos problemas globais respeitantes às “vidas, meios de subsistência e ao planeta”. Assim, a grande crise gerada pelo coronavírus é compreendida como uma oportunidade para “moldar a recuperação” e redesenhar o que será “o futuro estado das relações globais, a direção das economias nacionais, as prioridades das sociedades, a natureza dos modelos de negócios e a gestão dos bens comuns globais.”. 

“A pandemia representa uma rara janela de oportunidade para refletir, reimaginar e redefinir o nosso mundo.”
Klaus Schwab, Foundador e Presidente do Fórum Econômico Mundial

Nas redes sociais, o tema tem sido bastante comentado e partilhado, multiplicando-se as análises feitas em diversos canais por vezes acusados de divulgar “teorias da conspiração”, como é o exemplo do canal Débora G. Barbosa, com mais de meio milhão de subscritores.

Com efeito, há muito que os chamados “conspiracionistas” sustentam que as elites financeiras e políticas internacionais se aproveitam das grandes crises econômicas, sociais, climáticas, e de saúde pública, utilizando-as como meios com vista à implementação de uma sociedade de controlo científico-tecnológico e concentração do poder numa governação global – a qual não precisa se expressar necessariamente num governo, mas numa confluência de organismos (ONU, FMI, FEM, OMS, BCE, entre outros) com o mesmo efeito. Algo que implicaria também a criação de uma moeda universal digital, rendimento mínimo e impostos comuns a todo o planeta. 

Fonte: noticiasviriato.pt

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