Número real de mortos pelo coronavírus em Wuhan é pelo menos dez vezes maior do que alega regime comunista chinês

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Crédito: Kevin Frayer / Getty Images e Xinhua/Xie Huanchi / Divulgação
Kevin Frayer / Getty Images / Divulgação

Ninguém na cidade acredita nas estimativas de mortos do governo, afirmam moradores de Wuhan

No último final de semana o governo chinês permitiu que as famílias de Wuhan pegassem urnas com os restos de seus entes queridos, mortos durante a pandemia do coronavírus. O número de urnas entregues nas sete casas funerárias da cidade, segundo vários relatórios, está entre 30.000 e 40.000, sugerindo que o número real de mortos pelo coronavírus em Wuhan é pelo menos dez vezes maior do que o regime chinês alegou.

Em declarações ao serviço de notícias espanholas EFE, os moradores de Wuhan, que se recusaram a dar seus nomes por medo de represálias do governo, disseram que não conheciam ninguém na cidade que acreditasse nas estimativas do Partido Comunista.

“O verdadeiro [número de mortos], só eles sabem – disse o morador, apontando para o céu, presumivelmente se referindo aos próprios mortos”.

Há suspeitas de que muitas pessoas morreram em suas casas sem serem diagnosticadas e, a princípio, não havia kits para fazer o teste”, disse um morador anônimo. “Muitas pessoas morrem oficialmente de um resfriado ou de outra doença. Mas existem histórias de cidadãos que foram obrigados a assinar atestados de óbito de parentes sem nenhuma outra explicação.”

Segundo o jornal Epoch Times, “Os cidadãos de Wuhan acreditam que o Partido Comunista Chinês (PCC) escondeu o verdadeiro número de mortos”, baseados em dois fatos. Primeiro, as filas fora da casa funerária para recolher as cinzas são muito longas, e dois, os padrões médicos dos países europeus e americanos são mais elevados do que os da China. No entanto, as taxas de mortalidade relatadas nestes países são mais elevadas do que as da China.

Os moradores também acreditam que permitir que os familiares se aglomerem em frente às casas funerárias para recolher os restos mortais dos seus entes queridos, os expõe desnecessariamente à infecção pelo coronavírus, afirma o Epoch Times.

No final de Março, pouco depois da visita de Xi a Wuhan, começaram a surgir relatos de que médicos foram obrigados a liberar pacientes na semana anterior à chegada de Xi, e a declará-los “curados” do coronavírus para que Pequim pudesse dizer ao mundo que o surto estava diminuindo. O resultado foi provavelmente a exposição deliberada de cidadãos chineses à infecção.

“Há 60 milhões de pessoas em Hubei [a província onde Wuhan está localizada] e todas foram deixadas para viver ou morrer sem nenhuma ajuda”, disse Zhang Ruyi, um residente de Wuhan, à Radio Free Asia.

Com informações Breitbart

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