Notre-Dame de Paris é um lugar para a glória de Deus, não um museu, adverte o seu Reitor

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A restauração da Catedral e reforma de seu entorno e pátio frontal será concluída em 2025.

A sociedade neopagã, que primeiro expulsou o sagrado, agora se queixa de sua ausência

Em meio aos debates sobre o futuro da Catedral de Notre-Dame de Paris, em processo de restauração depois do incêndio pela qual passou, o seu Reitor, Mons. Patrick Chauvet, tem feito declarações sobre a reforma que está em andamento.

Numa entrevista concedida à TVLibertés em 2019, Mons. Chauvet havia feito uma atualização sobre o estado das obras de restauração da Catedral e anunciado uma série de iniciativas, às vésperas da Semana Santa, para que os católicos parisienses pudessem voltar a adorar a Deus na sua Catedral.     

Mons. Chauvet explicara então que, em 15 de abril de 2019, dia do incêndio de Notre-Dame, ele se questionou, angustiado, como muitos católicos: “Por que, Senhor?”. E, confessou, a única resposta, nesse dia, foi o silêncio de Deus. Foi essa constatação que o levou a escrever uma profunda e bela obra que intitulou “Silêncio de Deus, silêncio dos homens”. Ao longo das suas páginas, traça-se o caminho para que o silêncio se converta em palavra: “Se queremos ouvir a Deus, devemos ler a palavra de Deus, encontrar o caminho do desejo interior e rezar”.

Monsenhor Chauvet, destacou que, antes de tudo, a catedral de Notre-Dame de Paris é um local de culto, um edifício para dar glória a Deus e não um mero museu, e que este fato tem consequências. Da mesma forma, ele advertiu que para ouvir a Deus devemos nos esforçar para ouvi-lo e, neste sentido, é necessário permitir que Deus encontre seu lugar pleno nesta sociedade que primeiro o expulsou e depois se queixa de sua ausência.

Em dezembro de 2019 Mons. Chauvet disse que a Catedral ainda não está fora de perigo, e que há “chance de 50%” de que a estrutura não seja totalmente salva”. Segundo informou, as obras de reconstrução em Notre-Dame só devem começar em 2021.

Por sua vez, o o presidente da França, Emmanuel Macron, reafirmou em abril de 2020 que Notre-Dame seria reconstruída em cinco anos. “Eu prometi; faremos todo o possível para que possamos cumprir este prazo”, disse ele, em um vídeo publicado na página on-line da presidência. Na ocasião as obras estavam paradas sob o pretexto da Covid-19.

Com o lockdown, as igrejas foram fechadas na França. Quando reabriram, “cerca de 30% dos fiéis não voltaram à igreja”, lamentou Mons. Chauvet em agosto de 2020.

Neste ano de 2021, já foi confirmado que o prazo de cinco anos previsto em 2019 para a conclusão das obras, não será cumprido e foi adiado para 2025, após as Olimpíadas, conforme declarou Emmanuel Grégoire, primeiro vice-prefeito de Paris.

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