Nazismo e comunismo, cabeças da mesma hidra. E o PCCh também

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Artigo escrito por Nuno Alvares, publicado originalmente no IPCO

É tão atual esse comentário do Prof. Plinio, mostrando que nazismo e comunismo são cabeças da mesma hidra, que julgamos oportuno publicá-lo em nosso site. Com uma aplicação a outro bluff, próprio ao século XXI: chamar o PCC de China como se esse representasse aquele povo. Admitir a China, foco do coronavírus, na OMS… E mais recentemente incluí-la na Comissão de Direitos Humanos da ONU!

AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES
Um grande “bluff” do século dos “bluffs”

Nada haverá de injusto em que nosso século venha a ser cognominado pela História de “século do bluff”. É que a impiedade e o comunismo resolveram demolir as últimas resistências deste pobre e cambaleante Ocidente, recorrendo, em proporções até aqui desconhecidas, ao diabólico estratagema de utilizar na demolição pessoas fadadas por todos os títulos a serem defensoras impertérritas da ordem cristã.

Teólogos ateus ou quase tanto, Príncipes cujo socialismo importa na aceitação dos erros fundamentais do comunismo, burgueses comuno-progressistas que lutam rijamente pela reforma comunitária e socialista da empresa, líderes rurais que fazem quanto podem em favor da reforma agrária espoliativa, são chagas que outrora constituíam exceção e em nosso tempo se vão multiplicando com uma celeridade impressionante.

Entre tantos bluffs, um há, de outro gênero, que importa não esquecer.

Passo marcial e agressivo, gesto audacioso, face sombria traduzindo uma belicosidade sem entranhas, a juventude desfila como se fosse para o combate. As imensas bandeiras, que tremulam ao vento, parecem de um peso superior às forças de um homem. Os jovens as carregam entretanto com desembaraço, dando a idéia de que estão resolvidos a aceitar os encargos mais inumanos para alcançar a vitória da mística que os obseda.

Trata-se de um desfile esportivo em Moscou. Desfile com características políticas e militares, bem entendido. Seus componentes avançam gritando compassadamente “Viva o esporte, viva o Partido Comunista, viva o governo soviético! Viva! Viva! Viva!”

No imenso estádio Dynamo, de Moscou, em que se destacam como se fossem dois ídolos os perfis de Stalin e de Lenine (se fosse Podgorny, daria exatamente na mesma), grupos esportivos, por certo longamente adestrados de antemão, executam exercícios ao longo dos quais formam com retângulos de pano colorido a palavra “paz”, sucessivamente em vários idiomas. Sabe-se bem de que paz se trata: da capitulação covarde do Ocidente diante de todas as ameaças comunistas.

A nota simbólica da manifestação é inegável. Dentro da amplitude material do quadro, os indivíduos tomam as proporções de formigas, e a única coisa que conta é a massa… a massa informe e imensa, na qual eles parecem perder-se e se dissolver como gotas de água no oceano. Uma disciplina imposta de fora para dentro obriga essa massa a manobrar com uma docilidade e uma precisão mecânicas que reduzem cada homem a mero autômato.

Nesta foto, vemos o domínio esmagador da massa sobre o indivíduo. Na primeira, o domínio do falso misticismo sobre os homens hipnotizados, padronizados e massificados. Eis aí, bem caracterizado, o comunismo, suspirará talvez alguém.

Realmente, assim é, respondemos. Mas logo em seguida, uma pergunta nos salta aos lábios: que tem isto de diferente do nazismo? Pela própria semelhança do espírito que se nota nestas cenas com o que se desprende de cem e cem aspectos conhecidíssimos de manifestações nazistas, não se põe a nu, à saciedade, o substrato comum entre uma ideologia e outra?

Por que, então, apresentar o nazismo como o grande adversário do comunismo? Não é ele, antes, outra cabeça da mesma hidra? Não é bem verdade que o aparente antagonismo entre o totalitarismo neopagão vermelho e seu congênere pardo é um dos grandes bluffs de nossa triste era de bluffs?

Que diferença há, perguntamos nós, com a massificação operada pelo comunismo chinês? Com a repressão à religião que se perpetua na China em 2020? E a quarentena brutal e despótica (que inspirou o governador Doria, por exemplo) de 60 milhões em Wuhan?

Chamar Xi Jinping de presidente, tratar com o PCCh como se ele representasse o povo chinês… São outros tantos bluffs a se acrescentarem na “era dos bluffs”.

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