Mulher constrói bar no quintal de casa

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Foto: CATERS NEWS

Cansada do marido saindo para beber, a britânica Jayne Tapper decidiu resolver o problema construindo um bar em casa

Vendo o marido Paul saindo para beber com seus colegas de trabalho e voltando tarde para casa, a britânica Jayne Tapper decidiu resolver o problema construindo um bar no quintal da própria casa.

O negócio não saiu barato. Foi gasto cerca de cem mil reais para que Jayne tivesse seu marido por perto.

Talvez você, homem, neste momento esteja pensando: minha mulher precisa saber disso, vai que ela se inspire!

Este acontecimento provavelmente chamará a atenção de muitas outras pessoas, e possivelmente será compartilhado inúmeras vezes. Bom, e qual é a razão disso? É um acontecimento um tanto quanto engraçado, mas a razão pela qual esta notícia chame a atenção do leitor é o fato de evidenciar um problema compartilhado por muitas mulheres, seja na Inglaterra, com é o caso de Jayne, seja aqui no Brasil.

Quem já não escutou alguma mulher reclamando que o marido saiu com os amigos para beber e a deixou sozinha em casa? Jayne, nessa situação, encontrou uma solução: levou o bar até a sua casa.

Nós, porém, deste fato corriqueiro dos tempos atuais, podemos fazer uma reflexão. E essa reflexão poder ter como consequência o marido em casa fazendo companhia à sua amada esposa (e sem que o bar esteja lá).

Casamento versus Monotonia

Aqui falaremos do casamento cristão, o qual deu um “upgrade” no casamento por contrato do direito natural. O upgrade deve-se ao fato de que dentro do cristianismo o casamento é um Sacramento, o Sacramento do matrimônio. E este, por sua vez, é um meio através do qual os cônjuges se unem a Deus, a finalidade última de todo homem.

Muitas pessoas argumentam que em determinado momento da vida de um casal, depois que o frio na barriga de estar perto um do outro passa, entra uma exaustão, fruto da monotonia. Alguns homens podem estar saindo de casa para beber com os amigos, deixando suas mulheres sozinhas, recorrentemente, por estarem imersos nessa exaustão.

Isso demonstra a falta de compreensão do que é o casamento.

Quando um casal promete um ao outro diante de Deus e de toda a comunidade, que se amarão e respeitar-se-ão até que a morte os separe, acolhendo os filhos que o Senhor mandar e educando-os na fé, subentende-se que isso é fruto de uma decisão.

A decisão é diferente de um impulso. O impulso pode ser definido como uma força que provoca o movimento de um corpo. Como, por exemplo, quando se vai atravessar a rua e um carro vem rápido e você corre, sem precisar pensar muito. Ou quando te oferecem um chocolate (e você ama chocolate), por isso imediatamente o aceita.

A decisão, por outro lado, pode ser definida como uma “resolução que se toma após deliberação; sentença ou juízo”. Um exemplo pode ser um pai, que todos os dias acorda às cinco da manhã, tem uma jornada de trabalho exaustiva, e ao chegar em casa, querendo tomar um banho e simplesmente capotar na cama, faz o que? Chega sorrindo, cumprimenta sua esposa, pergunta como ela está, acolhe seus filhos, brinca com eles, os faz dormir e só depois vai dormir a fim de se preparar para uma nova jornada de trabalho no dia seguinte. Este pai certamente não faz isso por impulso, porque ao fazer isso sente um prazer instantâneo, ou porque está fugindo de uma situação que irá lhe prejudicar. Pelo contrário, por estar cansado esse pai certamente deve ter feito um esforço fora do comum para se doar aos seus, não pensando em si mesmo, mas neles, a sua família.

Observe que a decisão, diferente do impulso, requer uma série de escolhas, requer maturidade, requer sacrifício, tendo em vista um bem que supera isso tudo. O casamento requer isso, a decisão.

O Sacramento do matrimônio nos ensina o que é decisão

O Sacramento do matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja e, de fato, é isso que ele produz. Ao dizerem sim diante do altar o homem e a mulher se unem como Cristo se uniu a Igreja e recebem a graça divina de se amarem com um amor divino. O amor com o qual Cristo, o Filho de Deus, revelou dando a vida pela sua Igreja, na pior morte, a morte de Cruz. O amor de Nossa Senhora, que entregou-se toda a Deus, fazendo-se obediente aos pés da Cruz para que a humanidade fosse salva pelo preciosismo sangue de Nosso Senhor. O amor dos mártires, que morreram a renunciarem a fé.

É exatamente esse tipo de amor que ao dizer sim diante do altar, o homem e a mulher se comprometem a ter um para com o outro. Desse amor, se Deus quiser, virão os filhos, e uma “verdadeira alegria que tem suas raízes em forma de Cruz”.

A monotonia não tem vez aonde reina um amor decidido, que da fonte do Amor, encontra alegria no sacrifício e na doação.

Quem sabe agora algum homem que, apesar de habituado a deixar a esposa sozinha em casa para sair beber com os amigos, decida ficar com ela, não porque tem um bar em casa, mas porque entendeu o que é o amor conjugal e a fonte da qual ele brota.

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