Mosquitos afugentam moradores de prédios ecológicos

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Propaganda ecologista ilusória quer nos fazer sonhar com uma vida idílica imersos na natureza

A propaganda ecologista quer nos fazer sonhar com uma vida idílica imersos na natureza, da qual usufruiríamos toda espécie de benesses até agora nunca experimentados na civilização urbano industrial. Nada nos fala dos incômodos que ela envolve e contra os quais lutaram valentemente desbravadores e colonizadores, monges e abadias.

Eles modificaram, por vezes profundamente, o entorno vegetal e animal, e por vezes a terra criando lagos artificiais, canais, drenagens ou áreas de rega. Tudo isso com muito e meritório esforço mas cometendo crimes contra a mãe terra.

A propaganda nos silencia esses aspectos difíceis na conquista da natureza dando a acreditar que entrando na mata afundaríamos num colchão de delicias vegetais e por que não? animais.

Mas a natureza está maculada e faz sofrer até àqueles que caem nesses contos.

Chengdu Qiyi City Forest Garden foi atrativa muito pouco tempo até que a natureza falou pelos mosquitos

Um dessas enganações dizia que seria possível viver em oito grandes prédios ecológicos que quase emulariam essa visão ‘conto da carochinha verde’ somando delícias da natureza com comodidades da modernidade, esquecendo os aspectos complicados.

Já houve muitos projetos do gênero em diversas partes do mundo, na Europa por exemplo, mas não prosperaram.

Agora foi criado o complexo residencial Qiyi, na cidade de Chengdu, capital da província de Sichuan, na China.

Pelas fotos se trata de apartamentos em altos prédios com enormes sacadas ajardinadas com abundância de plantas que quase apagam o que os vertiginosos prédios de apartamentos têm de feio e inumano.

O complexo foi erigido numa comunidade residencial de Chengdu, na província de Sichuan, no sul oeste da China, informou entre outros “Clarín”.

O projeto de moradias ecologicamente sustentáveis encaixadas numa megacidade chinesa prometia aos compradores viver numa “floresta vertical” com requintados jardins em cada sacada irradiando suas estéticas prazerosas, aromáticas e pitoresca atividade de animalzinhos ou insetos.

Não deve ter custado barato, mas a aparência prometia muito. O agente imobiliário do projeto, em abril de 2018 garantiu que todos os 826 apartamentos estavam vendidos. Os compradores foram mudando para seus novos ninhos de bem viver ecologicamente corretos e sustentáveis. Mas, os novos residentes do paradisíaco complexo abandonaram às pressas suas flamantes propriedades poucos meses após compra-las.

A razão foi simples: uma incontrolável invasão que não havia sido planificada e que não havia meio de extinguir sem atentar contra o equilíbrio ecológico natural: a dos mosquitos.

Esses se multiplicaram ainda mais quando os infelizes moradores perceberam que quanto mais se desenvolviam as plantas destes novos jardins suspensos da Babilônia, mais se reproduziam os insetos e suas picadas. Aqueles que ainda não haviam ocupado seus apartamentos se negaram a fazê-lo sabendo da vida infernizada dos que já estavam.

Vídeos feitos com drones mostram edifícios de aparência negligenciada, onde a vegetação invadiu os locais por dentro e fora. Em alguns apartamentos parece haver luz, plantas bem cuidadas e móveis na varanda. Mas na maioria dos casos, as sacadas externas estão cobertas por vegetação abandonada.

Fonte: Verde: a cor nova do comunismo

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