Manifestação épica: o levante popular programado para 7 de setembro de 2021

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Manifestação 7 de setembro 2021
Foto: Joedson Alves / Reuters

Ato exige exoneração dos ministros do STF e voto com contagem pública

O brasileiro comum não passa a vida toda pensando em política; exerce a “cidadania” há cada dois anos para as eleições federais, estaduais e municipais, e depois se volta novamente para o ordinário do dia-a-dia. Assim, ao longo da história do Brasil, poucas vezes vimos a população sair em massa às ruas. Mas quando saiu, derrubou governos e instituições; conquistou o voto direto e também uma constituição. O brasileiro é um povo amável e acolhedor, pacífico até, mas não pacifista.

Dom Pedro I conquistou a Independência sem derramar sangue, mas avisou: é independência ou morte! Bastou o aviso. Não houve guerra como na independência americana e como na de tantos outros países.

Seu filho, Dom Pedro II, não usavas botas de montaria como o pai, mas chutou com gosto os paraguaios das terras brasileiras. O aviso foi enviado com as balas do exército imperial. A lâmina da espada de Dom Pedro cortou logo as asinhas de Solano Lopes.

Porém, tal inclinação para derramar sangue não acompanhou o imperar em seu exílio, após o Golpe da Proclamação da República. Como pai da nação, sabia que o sangue dos brasileiros valia mais do que dos revolucionários paraguaios. Não convinha fazer uma guerra civil.

O Brasil dormiu Império e acordou República, a decadência suscitou conflitos como de a Canudos e a do Rio Grande do Sul entre Pica-Paus e Maragatos. Agora, ao invés de termos uma família no trono, tínhamos oportunistas que se alternavam de tempos em tempos.

Passamos pelo Regime Militar, que livrou o Brasil das mãos dos guerrilheiros. Saímos às ruas para exigir o voto impresso, depusemos Collor e recentemente Dilma; que gostou tanto do título de ser a primeira “presidenta”, que também quis ter o título de primeira “presidenta” deposta da história do Brasil.

Em resumo, o brasileiro sabe ser pacífico, mas também sabe lutar e dar o sangue pelo que quer.

Insatisfação

O estado atual da política brasileira está insuportável, até mesmo para o brasileiro comum, que só pensa nela a cada dois anos para votar.

Aprendi na escola, provavelmente no ensino fundamental, que temos no Brasil três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Executivo executa, o Legislativo legisla e o Judiciário julga. A explicação parece óbvia e até desnecessária para qualquer pessoa normal que tenha três neurônios, um que executa, outro que legisla e o terceiro que julga.

Acontece, que os ministros do STF não são pessoas normais, ou pelo menos acham que não são. Suas excelências julgam-se superiores ao restante dos brasileiros e inclusive ao próprio Brasil, representado pela sua Constituição e vontade popular.

Suas excelências acham que o Judiciário também pode atuar como o Executivo. E mais, querem impedir o Executivo de cumprir a sua função, isto é, querem impedir que o Presidente Bolsonaro governe.

O STF até tem cumprido a sua função de julgar, mas tem julgado somente à base da “jurisprudência”, termo bonito e complicado que quer dizer que eles julgam baseados nas suas vontades ou interesses pessoais. Por isso soltaram o maior assaltante da história do país. Baseados na “jurisprudência” rasgaram a Constituição e a interpretaram como bem quiseram.

É que a superclasse dos ministros julga-se intocável. Como bem observou o jornalista José Maria Trindade:

“Dizem por aqui que metade dos ministros acreditam que são deuses e a outra metade tem certeza disso”

O Levante Épico

A população não aguenta mais os crimes que se comentem em Brasília, e é por isso que a nação, assim como fez ao longo da sua história, vai novamente exigir, leia bem, exigir, não pedir, que seja feita a sua vontade.

No dia 7 de setembro o Brasil vai em peso à Brasília; também estão programadas manifestações nos estados e municípios. O povo vai exigir duas pautas claras e definidas, e não sairá de lá sem que isso se cumpra:

  1. exoneração dos ministros do STF;
  2. votos com contagem pública total.

Não há negociações para mudar as pautas. Não se trata de uma manifestação ou passeata; trata-se de um ato de exigência cívica dos brasileiros.

O ato tem o apoio de grandes empresários e dos caminhoneiros. O Brasil estará acampado em Brasília até que se cumpram as exigências populares.

Contagem Pública não é Voto Auditável

O voto impresso e auditável, do qual se fez muita campanha nos últimos dias, é um prêmio de consolação para quem pode ter contagem pública dos votos.

No primeiro caso, a pessoa vota na urna eletrônica e deposita o voto impresso em outra urna que armazena fisicamente os votos. É um gabarito auditável que pode ser usado para conferir se os votos eletrônicos batem com os votos físicos.

No segundo caso, pauta que será exigida no ato de 7 de setembro. Os votos serão contabilizados publicamente, o que diminui consideravelmente a margem para as fraudes. Neste caso, não se espera que o problema ocorra, para depois remediá-lo; pelo contrário, evita-se o problema com medidas profiláticas.

Fazendo a História

O Brasil está cansado de ser ‘o país do futuro’, chegou a hora do Brasil ser o país do presente. Chegou o momento de escolhermos, mais um vez, entre a independência e a morte.

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