Malévola 2: a batalha entre o Bem e o mal

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Para os que assistiram a segunda versão do filme Malévola, é possível que tenha escapado o fato de que o filme joga com os personagens principais de forma a criar uma grande confusão criteriológica e conceitual.   Malévola, pelo seu próprio nome, com suas roupas negras, seu chifre todo retorcido, seus dentes de cobra e sua fisionomia nada simpática representaria evidentemente o mal na estória. Já a sua oponente, a rainha Ingrith, com seus belos trajes, com arminho e sua coroa dourada representaria o bem. Só que isso não é o que acontece no enredo e existe uma razão para tanto.

Uma confusão engenhosamente produzida

O bom, o belo e o verdadeiro são interligados e, apesar de isto poder ser comprovado e fundamentado pela filosofia e teologia, pode-se verificar facilmente tal conexão se refletirmos apenas um pouco.

Imagine um conto de fadas. Lembre-se de como a beleza de um ou de uma personagem está intrinsecamente ligada à retidão, à veracidade, à bondade de suas intenções e atitudes.  Lembre-se, também, de como o bem é desafiador e de como os heróis são fortes e jamais abandonam a verdade e a bondade. Há sofrimento, lutas, renúncias e um final certeiro: O bem sempre vence, juntamente com a verdade e a beleza.

Os contos de fadas são maravilhosos, não?

Sabe por que gostamos tanto deles? Porque eles retratam aquilo que mais ansiamos, além de uma verdade libertadora. Ansiamos no mais íntimo do coração pelo bom, pelo belo e pelo verdadeiro. E a verdade é que tal unidade sempre vence, não importam as circunstâncias ou os ventos contrários.

Esse anseio foi colocado no coração do homem por Deus. E tais transcendentais sempre serão vitoriosos porque o sumo bem, a suma bondade e a suma beleza, que é Deus, sempre vence!

É notório que no filme “Malévola 2: a dona do mal” esses conceitos são às vezes misturados e às vezes invertidos, o que torna o filme perverso porque engana e indispõe a alma a ser lógica e amar o bom, o belo e o verdadeiro e rejeitar claramente o seu contrário. A intenção por trás dessa confusão é afastar o coração humano da felicidade, a qual podemos encontrar nessa unidade transcendental.

E o pior é que facilmente caímos em armadilhas como essa, que nos confundem acerca dessa unidade indissolúvel. E, se até agora não te contaram, existe uma razão pela qual facilmente somos enganados.

A razão pela qual caímos em armadilhas – como a confusão criteriológica e conceitual gerada com o filme da Malévola 2 –  é porque infelizmente temos uma visão turva sobre a unidade dos transcendentais, que é alimentada por uma vontade muito fraca.

Imagine uma mãe que dá a vida para salvar seu filho, como Chiara Corbella Petrillo fez. Chiara descobriu um câncer quando estava grávida de Francesco. Ela que já havia sofrido com a morte de seus dois primeiros filhos, decidiu não se tratar do câncer para que seu filho não corresse risco de vida. Chiara manteve-se forte, apesar de toda a dor, por um bem maior, a vida de seu querido Francesco. Chiara, depois de dar à luz, em pouco tempo morreu e nos deixou um grande exemplo sobre uma vontade firme, uma visão clara e uma atitude condizente com o amor, a beleza e a bondade.

chiaracorbellapetrillo.it

Agora imagine uma mulher que, ao saber que está grávida, decide abortar a criança que está no seu ventre porque um bebê seria um obstáculo à ascensão profissional tão almejada por ela. Ao invés de uma atitude heroica que requer sacrifício e uma vontade firme para dar à luz a uma criança única e insubstituível, opta-se pela própria satisfação em detrimento da vida de um bebê inocente.

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No atual mundo moderno, no qual o prazer é considerado o “sumo bem”, não é difícil encontrar decisões através das quais confunde-se o bem com o que dá prazer e o mal com o que requer renúncia e sofrimento. Quão bela, verdadeira e boa foi a atitude de Chiara, que escolheu dar a vida a uma criança inocente, e para tanto acolheu com generosidade o sofrimento que essa decisão implicou! Infelizmente nem todos conseguem ver e amar o amor, o bem, e a beleza, como Chiara.

E qual é a causa de uma vontade forte e de uma visão clara acerca dos transcendentais? É o amor de Deus, numa alma dócil ao amor divino, como Chiara.

 

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