Macron declara que o capitalismo moderno “não pode mais funcionar”

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Presidente francês François Macron em Davos (Foto: François Mori,Pool, AFP, via Getty Images).

O presidente francês globalista quer um capitalismo no estilo socialista

Na cúpula virtual da Agenda de Davos do Fórum Econômico Mundial (WEF) na terça-feira, o presidente francês Emmanuel Macron declarou que, na sequência do coronavírus chinês, o capitalismo moderno “não pode mais funcionar”.

Ao comparecer perante uma sessão de perguntas e respostas conduzida com o arquiteto do “Great Reset” e presidente fundador do WEF, Klaus Schwab, o Sr. Emmanuel Macron disse que, embora o capitalismo tenha historicamente reduzido a pobreza em todo o mundo, isso veio com o custo do aumento da desigualdade.

“Só sairemos dessa pandemia com uma economia que pense mais em combater as desigualdades”, disse Macron.

“O modelo capitalista junto com a economia aberta não pode mais funcionar neste ambiente”, acrescentou.

O presidente francês declarou que o capitalismo resultou em uma “profunda crise moral e econômica”, na qual “centenas e milhares de pessoas em todo o mundo tiveram a sensação de estar perdendo sua utilidade”.

Macron disse que existem “dois reis neste sistema – acionistas e consumidores”, e que o capitalismo não tem apoiado os trabalhadores e tem sido prejudicial para o ambiente.

O Sr. Marcon – que tem sido visto em grande parte como um líder econômico neoliberal – prosseguiu afirmando que o mundo precisa “ultrapassar” a hostilidade à intervenção do estado na economia e que as empresas devem estar vinculadas às responsabilidades de aliviar a desigualdade econômica e reduzir o seu suposto impacto sobre o clima.

Ele argumentou que, para a “economia de amanhã” ter sucesso, as empresas devem equilibrar a competitividade com o combate às mudanças climáticas supostamente causadas pelo homem e com a redução das emissões de dióxido de carbono.

Macron expressou a sua gratidão pela decisão de Joe Biden de se juntar novamente aos Acordos Climáticos de Paris – que os Estados Unidos deixaram sob a liderança do ex-presidente Trump – mas apelou aos líderes para “reverem para cima” suas metas da agenda verde.

Os apelos para reformular a ordem econômica na sequência do coronavírus chinês foram apoiados pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou: “Precisamos aprender com esta crise. Temos de mudar a forma como vivemos e fazemos negócios para sermos capazes de manter o que valorizamos e prezamos.”

A chanceler alemã, Angela Merkel, aproveitou a oportunidade para pedir mais globalismo pós-pandemia, dizendo que o coronavírus mostra “o quanto estamos interligados, e quão globalmente interdependente” o mundo é, e que “tentar se isolar, é o fracasso”.

Embora o Sr. Macron não tenha apresentado nenhuma proposta de política consistente para remodelar o capitalismo, ele endossou o modelo de ‘capitalismo das partes interessadas’ (Stakeholder capitalism)promovido por Klaus Schwab, que clama por “prosperidade compartilhada e crescimento equitativo, com base na produção e consumo sustentáveis”.

O WEF disse que os governos em todo o mundo deveriam adotar políticas mais ao estilo socialista, como impostos sobre a riqueza e regulamentações pesadas sobre as empresas, bem como introduzir políticas gigantes do tipo New Deal Verde.

Ao lançar o “Grande Reset” em junho do ano passado, Schwab usou a desculpa da crise do coronavírus chinês para declarar que o “mundo deve agir em conjunto e rapidamente para renovar todos os aspectos das nossas sociedades e economias” e que há necessidade de um “Grande Reset do capitalismo”. Fonte: Breitbart

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