Lockdown: crianças estão se tornando paranoicas, alerta renomado psiquiatra

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Enquanto no Reino Unido inúmeros pais sofrem com as atitudes violentas de seus filhos durante o lockdown, no Brasil, a quarentena pode estar produzindo crianças e futuros adultos paranoicos, afirma renomado psiquiatra.

O psicanalista e psiquiatra Heitor de Paola, médico formado há quase 51 anos, em vídeo postado em seu canal manifestou sua profunda preocupação com o desvio na formação das crianças durante a epidemia da Covid-19.

 “O que estão fazendo com as crianças, impedindo-as de frequentar as escolas, e agora, o que estão preparando para a hora da volta às aulas presenciais, será isto. Uma cadeira sim, três não. Todo mundo de máscara. Não tem recreio, porque as crianças não podem brincar. Em alguns lugares vai ser assim: algumas crianças têm três dias de aula, outras terão nos próximos três, mas não vão se encontrar e juntar”, disse o médico.

E continua: “Já pensaram que tipo de formação – psicológica, que é a minha área, e moral, que é a de todos os pais, ou deveria ser – que essas crianças vão ter? Que tipo de estimulação elas vão ter? Falo isto como técnico: terão uma estimulação da paranoia, em crianças e jovens que vão se transformar em pessoas que não vão poder apertar a mão de outra, sem pensarem: “Será que ela está com vírus?” Se a criança vai a um cinema, vai procurar um lugar em que não tenha ninguém do lado. Se alguém se senta ao lado, ela sai correndo”.

Segundo Dr. Paolo, assim se prepara as crianças para um futuro – psicológica e moralmente – desastroso. Se estimula aquela carga de “paranoia” que se pode chamar, em outras palavras, de desconfiança. “A paranoia é uma exacerbação da desconfiança”, afirma o médico.

A desconfiança, segundo o psiquiatra, é uma coisa necessária para a vida, todos precisam ter um certo grau de “paranoia” ou desconfiança, inclusive para saber se o sinal do semáforo está aberto ou fechado e então atravessar a rua. A desconfiança é uma coisa normal e é preciso que as crianças aprendam isto. No entanto, as restrições impostas devido a Covid 19 pode levar a estruturações mentais extremamente graves. Isto “é um crime com o futuro dessas crianças!” afirma, Dr. Paolo.

“O que vai acontecer com essa gente? Nós temos o nosso grau de desconfiança em relação a pessoas desconhecidas. Mas isso não vai acontecer mais. Todo mundo vai ser um perigo para todo mundo. Os adultos podem achar exagerado o que eu estou dizendo, por que nós já estamos com a mente formada. Mesmo assim, sei de pessoas que se recusam a entrar num elevador quando ele não está vazio, de outros que se cumprimentam tocando apenas os cotovelos. É uma maluquice isso, já notada em adultos. Mas as crianças estão ainda em formação, a mente humana vai se formando assim: determinadas e específicas situações mentais se solidificam já aos 5 ou 6 anos de idade; o restante se solidifica até os 19, 20, 21 anos, para formar bem a mente”.

O futuro das crianças que vivem no lockdown

“Que futuro essas crianças vão ter?” Pergunta Dr. Paolo.

“Um futuro paranoico”, responde.  

“Já não basta de paranoias? É o racismo, Black Lives Matter, são as ideologias, vídeos de pessoas metendo o pau em outras. Como se comportarão como adultos as crianças hoje criadas dentro deste caos criminoso? Em que não vão poder ter amiguinhos, coleguinhas, pernoite na casa de amigos etc. Os menores, de 5, 6 ,7 anos, são os que serão mais prejudicados pelo resto da vida!”, finaliza o psiquiatra.

1 Comentário

  1. Bem observado. E ainda há a agravante de que crianças nascidas nesse período e nunca viram alguém da mesma idade, vivem como centro absoluto de atenções enquanto toda sua relação com o mundo exterior é meramente virtual. Egoístas, centralizadores, manipuladores da família. Estão se tornando pequenos tiranos, que aprendem a representar perante ininterruptas câmeras que filmam sua intimidade a cada instante…

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