Infecundidade encolhe economia chinesa

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Artigo originalmente publicado em pesadelochines.blogspot.com

Já antes da crise do coronavírus, Pequim reconheceu que sua taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para o mais baixo nível em 29 anos. A culpa foi inicialmente posta nos EUA e na disputa comercial dos últimos anos. O coronavírus chegou como uma mão na roda para “justificar” as quedas em todos os rubros.

O Escritório Nacional de Estatísticas da China calculou uma expansão de 6,1% em 2019, o mais baixo nível índice 1990, divulgou o jornal chinês “The Epoch Times”. O índice seria comemorado por qualquer país, mas feitos os descontos impostos pelo método chinês de mentir, a essência da mensagem é que Pequim diz que sua economia anda mal ou muito mal.

O Escritório também alertou para os riscos de “problemas estruturais, sistemáticos e cíclicos dentro de casa”, os quais são intrínsecos ao socialismo. Há um leque deles que a China não consegue mais ocultar: os ligados ao controle estatal da natalidade nas últimas décadas.

Macabra cena de bebês abandonados na rua
foi produto típico “made in China”. Hoje o país paga sinistras consequências.

A taxa de natalidade da China atingiu o recorde negativo de 1,05% em 2019, sinal de escassez de trabalhadores jovens para permitir crescimento nas próximas décadas.

Em 2016, o governo chinês aboliu a política de filho único, que vigorava havia mais de 30 anos. Hoje os casais podem ter dois filhos. Contudo, a taxa de natalidade continua a cair.

Mãe traumatizada após ser obrigada a abortar pelo governo

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, houve uma queda de 580 mil nascimentos no ano passado (2019) na China em comparação com o ano anterior, sendo o terceiro declínio anual consecutivo.

Um dos fatores determinantes da queda foi, a longo prazo, a “política do filho único”: há menos casais jovens que podem trazer os filhos.

A queda da natalidade ajudava a aumentar o crescimento burocrático do PIB per capita e impressionar o Ocidente. Afinal deu num fracasso, recebido como “inesperado”, mas que na verdade só se podia esperar. O mesmo desastre se deu e está se dando em países que adotaram a restrição dos filhos por vias diversas.

Há atualmente na China cerca de 158 milhões de aposentados com mais de 65 anos. É o país com a maior população envelhecida do mundo. A ONU projeta que em 2050 o país terá mais de 400 milhões de aposentados, aproximadamente 25% da população.

Isso exercerá uma pressão insuportável sobre as contas do Estado, escreveu “El Debate Hoy”. Os especialistas falam que está engatilhada uma “bomba de tempo demográfica”.

Para a mentalidade socialista materialista, um vírus como o coronavírus ou algum outro, dizimador da população dos idosos, como acenam as profecias ambientalistas, será muito bem-vindo.

“O muito debatido temor de que a China envelhecerá antes de ficar rica já não é uma possibilidade teórica, está tornando rapidamente uma realidade”, observou a revista econômica The Economist, citada pela BBC News. A revista apontou que desde 2014 os pagamentos das aposentadorias superaram as contribuições dos trabalhadores ativos.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (do governo chinês), a taxa de natalidade na China é de 10,48 por 1.000 pessoas, a mais baixa desde 1949, enquanto a mais baixa do mundo é a de Cuba, com 10,3. A taxa da natalidade global foi de 18,65 em 2017, segundo o Banco Mundial.

Não é à toa que as Sagradas Escrituras, e as próprias tradições pagãs chinesas, veem nos filhos uma bênção divina. E olham a esterilidade como uma maldição.


Essa captura de imagem obtida das imagens da AFPTV recebidas em 28 de maio de 2013 mostra equipes de resgate quebrando pedaços de um cano para remover um bebê recém-nascido preso dentro da cidade de Jinhua, na província oriental de Zhejiang. O menino recém-nascido foi resgatado de um cano de esgoto em um prédio de apartamentos chinês depois de ser jogado no vaso sanitário, disse a mídia estatal, provocando indignação on-line em 28 de maio. CHINA OUT AFP PHOTO / AFPTV

Vídeo: As trágicas consequências do controle da natalidade na China

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