Holanda tem terceira noite de protestos contra o lockdown

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Divulgação.

Pelo menos 184 pessoas foram presas por participação nos protestos que ocorreram por três noites consecutivas

O toque de recolher imposto desde sábado (22) na Holanda, o primeiro desde a Segunda Guerra Mundial, deu origem a motins. Houve confrontos entre os manifestantes e a polícia e depredações de veículos e empresas.

A polícia holandesa anunciou nesta terça-feira (26) que prendeu pelo menos 184 pessoas por participação nos conflitos violentos que ocorreram por três noites consecutivas, os piores em quatro décadas.

“Podemos confirmar pelo menos 184 detenções”, disse o porta-voz da polícia Sherlo Esajas à AFP. Pelo menos 10 policiais ficaram feridos em confrontos recentes com manifestantes, que saquearam lojas e incendiaram carros em várias cidades, incluindo Rotterdam, Amsterdã e Haia.

O governo holandês disse nesta terça-feira que manterá o toque de recolher imposto para combater a pandemia, chamando de “escória” os manifestantes que vêm causando graves distúrbios desde sábado.

O ministro da Justiça, Ferd Grapperhaus, também garantiu que o governo manterá as medidas restritivas noturnas, considerando necessário um toque de recolher para combater o novo coronavírus.

Os protestos começaram em pequena escala na noite de sábado. Um centro de diagnóstico de covid-19 foi incendiado na cidade de Urk, na conservadora região protestante conhecida como “Cinturão da Bíblia”, no norte do país.

No domingo, eles se espalharam e as autoridades utilizaram canhões de água, granadas de gás lacrimogêneo e a polícia montada em Eindhoven, Rotterdam e Amsterdam. O governo anunciou em meados de dezembro uma nova série de medidas para combater a disseminação do coronavírus.

Informações de correiobraziliense, rfi.fr e renovamidia

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