Holanda considera permitir eutanásia para crianças menores de 12 anos com doenças sem cura

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foto: Shutterstock e freepik
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A Holanda está considerando permitir que crianças de 12 anos ou menos sejam eutanasiadas se estiverem em estado terminal e não tiverem esperança de recuperação

O Ministro da Saúde, Huge de Jonge, propôs a nova política aos Estados Gerais da Holanda, que é responsável pela legislatura do país, na terça-feira (13), dizendo que a rescisão da vida deve ser acessível para “um pequeno grupo de crianças com doenças terminais”, relatou o New York Post.

Atualmente, o suicídio assistido é legal no país para bebês menores de um ano e crianças maiores de 12 anos, mas De Jonge está preocupado com os jovens entre essas faixas etárias e seu acesso a “cuidados”, informou o jornal.

Para crianças com doenças terminais “que agonizam sem esperança e sofrimento insuportável”, entre as idades de um e 12 anos, os médicos só podem fornecer cuidados paliativos ou reter nutrição até que o paciente morra, de acordo com o jornal.

Isso criou o que os médicos chamam de “área cinzenta” entre os cuidados paliativos tradicionais e o suicídio assistido ativo, levando-os a pedir mais regulamentação, disse De Jonge, de acordo com o New York Post.

De Jonge disse que a política proposta afetará apenas entre cinco e dez crianças a cada ano que sofrem “como resultado, em alguns casos desnecessariamente, por um longo tempo, sem qualquer perspectiva de melhora”. Ele disse que “o melhor cuidado possível” para esse grupo de crianças é de suma importância, informou o jornal.

Os legisladores opostos á esta política disseram que era impróprio empurrar a mudança menos de 6 meses antes da próxima eleição do país, enquanto De Jonge rebateu que é uma medida necessária para proteger as crianças e permitirá mais transparência para a “área cinzenta” mencionada.

Ele disse que tornará os médicos mais responsáveis ​​perante os pais e fornecerá uma base para a revisão e avaliação de casos individuais, como já é feito para as situações de eutanásia permitidas atualmente.

Fonte: New York Post

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