Hoje documentos do pontificado de Pio XII foram abertos a estudiosos do mundo

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fonte: vaticannews e agencia.ecclesia
fonte: vaticannews

A pedido do Papa Francisco, o Arquivo Histórico da Seção para a Relação com os Estados abriu à consulta dos estudiosos de todo o mundo os documentos do pontificado de Pio XII

Hoje, 2 de março de 2020, a pedido do Papa Francisco, o Arquivo Histórico da Seção para a Relação com os Estados abriu à consulta dos estudiosos de todo o mundo os documentos do pontificado de Pio XII.

Há quase dez anos, em vista desta abertura, os Superiores da Secretaria de Estado (ASRS) decidiram encaminhar um projeto de digitalização de toda a documentação relacionada ao pontificado. Um grande desafio tecnológico para o Arquivo Histórico que teve que encontrar métodos de hardware e software que a longo prazo pudessem dar conta da grande quantidade de documentos. São 1 milhão e 300 mil documentos digitais que serão progressivamente completados com outros 700 mil documentos.

Um verdadeiro desafio para o Arquivo, tanto no período inicial, porque estavam sendo modificadas completamente as modalidades de arquivamento, com o uso de tecnologias modernas, assim como durante toda a fase de preparação.

Personagens inesperados

Entre as séries arquivísticas tradicionais, com denominação da Nação à qual se referem, os documentos destacam um particular surpreendente: a série arquivística “Judeus”, 170 fascículos com a história de cerca de 4 mil nomes. Entre estes na sua grande maioria são pedidos de ajuda por parte de católicos com descendência judaica, mas não faltam os judeus. Encontra-se personagens inesperados: o jovem pesquisador de estudos humanísticos Paul Oskar Kristeller, homem de fama mundial pelos seus estudos humanísticos que pede ajuda à Santa Sé. Embora no seu arquivo permaneça desconhecida ou obscurada a ajuda dada para a sua fuga da Europa para os EUA.

Também encontra-se Tullio Liebman, considerado o fundador da “Escola processualística de São Paulo”, e no pós-guerra foi professor de fama mundial nas Universidades de Pavia, Turim e Milão, foi ajudado graças aos colaboradores de Pio XII, e pôde fugir para a América do Sul.

Ódio nazista contra a Igreja

Além desta série muito particular, quase todas as séries com denominações de nações contém documentos com pedidos de perseguidos que pediam documentos, alimentos e ajuda prática para poder fugir das crescentes perseguições racistas. Os papéis evidenciam quantos e quais foram os esforços feitos para tentar responder às súplicas de salvação dos perseguidos e dos necessitados em perigo de vida, assim como será evidenciado o ódio nazista contra a Igreja Católica e o próprio Papa. Ao mesmo tempo será evidente a oposição e contrariedade de muitos Estados em abrir as fronteiras aos que fugiam.

Fonte: Vaticannews

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