Histórico discurso antiglobalista em Berlim

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São de grande relevância os acontecimentos deste último sábado. Milhares de pessoas saíram às ruas em Berlim, Zurique, Londres e Paris. O noticiário difundido pela extrema imprensa silencia sobre essas manifestações ou procura diminuir o número de seus participantes. Reduz cerca de 1,4 milhão de manifestantes em Berlim a apenas 20 ou 30 mil, rotulados como nazistas e fascistas. Ridiculariza sua resistência como produto da teoria da conspiração. A mídia globalista busca assim desacreditar o sadio movimento da opinião pública europeia que reage contra o “diktat” da Nova Ordem Mundial, os construtores da “nova normalidade”, que querem transformar o mundo todo num cárcere onde os cidadãos de bem estarão oprimidos pelos rigores abusivos policialescos e condenados à pobreza.

O discurso histórico de Bob Kennedy

No sábado, 29, em Berlim discursou Robert Kennedy Jr., sobrinho do presidente John F. Kennedy. Bob denuncia há anos o esquema de vacinação e de controle global montado por Bill Gates. E na manifestação criticou tanto a indústria farmacêutica quanto a classe política por se beneficiarem com o surto do coronavírus. Segundo ele, as inovações tecnológicas, como as moedas digitais (“pois se controlam sua conta bancária, controlam seu comportamento”), ou as torres do 5G (que diminuem a imunidade e provocam doenças graves), também seriam usadas para o controle da humanidade. Kennedy pediu um retorno à democracia e disse aos manifestantes que eles são o último obstáculo que resta para barrar uma elite globalista que quer implantar o totalitarismo. Bob falou durante cerca de dez minutos.

Sua frase introdutória deu o tom: “Nos Estados Unidos, os jornais dizem que eu falei em frente de 5.000 nazistas”. E logo acrescentou: “Vejo esta multidão, e vejo o oposto do nazismo. Vejo pessoas que amam a democracia, que querem um governo aberto. Olho para esta multidão, vejo todas as bandeiras da Europa, vejo pessoas de todas as cores, vejo pessoas de todas as nações, de todas as religiões, todas preocupadas com a dignidade humana, a saúde das crianças e a liberdade política. É o oposto do nazismo”.

“Os governos adoram as pandemias, e adoram as pandemias pelas mesmas razões que adoram a guerra. Porque lhes dá a capacidade de impor controles sobre a população que de outra forma a população nunca aceitaria. Os líderes não inventarão regras e regulamentos arbitrários para orquestrar a obediência do povo. Queremos funcionários da saúde que não tenham laços financeiros com a indústria farmacêutica e que trabalhem para nós, não para a Big Pharma”.

“Há setenta e cinco anos atrás, Hermann Göring testemunhou no Julgamento de Nuremberg, e foi-lhe perguntado como conseguiu que os alemães aceitassem tudo isto. E ele disse: ‘É uma coisa fácil, não tem nada a ver com o nazismo. Tem a ver com a natureza humana. Pode-se fazê-lo num regime nazista, num regime socialista, num regime comunista, numa monarquia e numa democracia. A única coisa necessária para transformar as pessoas em escravos é o medo’”.

“Há sessenta anos, o meu tio John Kennedy veio para esta cidade. Veio aqui para Berlim porque Berlim era a linha de frente contra o totalitarismo mundial. E ainda hoje, Berlim está na linha de frente contra o totalitarismo mundial.”

“Não fizeram um trabalho muito bom de proteção da saúde pública, mas fizeram um trabalho muito bom ao utilizar a quarentena para introduzir 5G em todas as nossas comunidades. O motivo é a vigilância e a coleta de dados, que não são para vocês e para mim. É para Bill Gates, Zuckerberg, Jeff Bezos e todos os outros bilionários. Bill Gates disse que a sua frota de satélites será capaz de observar cada centímetro quadrado do planeta 24 horas por dia. Isto é apenas o começo, ele poderá rastreá-lo em todos os seus dispositivos inteligentes com reconhecimento biométrico, através do seu GPS. Vocês podem pensar que os dispositivos de inteligência artificial trabalham para vocês. Eles trabalham para Bill Gates que espiona vocês.”

“A pandemia é uma crise que convém às elites que ditam essas políticas. Dá-lhes a oportunidade de exterminar a classe média, de destruir as instituições da democracia, de transferir toda a nossa riqueza para um punhado de bilionários a fim de enriquecerem, empobrecendo todos nós. E a única coisa entre eles e os nossos filhos é esta multidão que veio a Berlim. E nós dizemos hoje a eles: Vocês não vão tirar a nossa liberdade; não vão envenenar nossas crianças. Nós exigimos o retorno de nossa democracia. Obrigado a todos pela luta de vocês.”

Legítima manifestação popular reprimida pela governança

Não existiu viés político, não estiveram presentes os partidos políticos. A manifestação foi organizada por um cidadão comum, Michael Ballweg, pequeno empresário do sul da Alemanha. O grito dos manifestantes foi “Freiheit!” Liberdade! E também “Widerstand!” Resistência! O prefeito de Berlim e o governo Merkel proibiram manifestações contra as regras do coronavírus impostas sobre a população; alegaram a necessidade de “distanciamento social” e a exigência do uso de máscaras por causa de uma “segunda onda”. Mas o Tribunal Administrativo de Berlim anulou a ordem do governo Merkel determinando que a polícia impedisse a manifestação. Assim, o ato transcorreu, embora tenha sido abreviado pela polícia.

Qual é a liberdade que os alemães reivindicam? É a liberdade de expressão, de manifestação nas ruas, o direito de ir e vir, sem distanciamento social, sem “lockdown”, sem exigência de máscaras e de vacinação, sem restrição no acesso ao atendimento pelo serviço público de saúde, o comércio aberto, liberação das atividades culturais e esportivas.

Será uma insensatez desse povo? Não. Médicos alemães criaram de forma independente a ACU (Comissão Extraparlamentar de Inquérito), para avaliar as medidas tomadas pelo governo. A ACU expôs publicamente a farsa sanitária manipulada pela governança e a classe política.

Significado profundo desse acontecimento

Plinio Corrêa de Oliveira, o autor que melhor discorreu sobre a filosofia da história aplicada ao século XX, em sua obra mestra “Revolução e Contra-Revolução” e em outras publicações e conferências, tratou da crise em que está atualmente a Revolução libertária e igualitária, que é um processo multissecular de destruição da civilização cristã. A chama revolucionária não tem mais o ardor que teve outrora, seus líderes não conservam o carisma e o fogo que outrora arrastavam as multidões, seus argumentos são questionados publicamente e seu poder de convencimento é cada vez mais reduzido. Como ainda tem grande poder financeiro e dispõe de mando sobre a maior parte da grande mídia, a Revolução pode descer a cortina do silêncio ou caluniar as manifestações populares antiglobalistas e seus líderes. Ademais, continuam a serviço da Revolução importantes chefes de governo que podem usar o respectivo aparato estatal para calar e reprimir os opositores.

Basta ver o vídeo da manifestação em Berlim para notar que ali estão presentes e representadas as mais variadas camadas e correntes da população alemã. Pessoas de todos os tipos e idades. O que aconteceu com a opinião pública para que toda essa gente entrasse em resistência? Os mecanismos de controle reprimiram e controlaram a população através do medo. Como uma mola que foi comprimida e depois liberada, essa ação de compressão não mais se sustentou e saiu de controle. A mola se esticou novamente e voltou à posição de normalidade. E nesse retorno há uma novidade na opinião pública. Sua antipatia profunda agora se volta, e cada vez mais, em maior número e intensidade, contra os dominadores e manipuladores. Sua simpatia a faz buscar os “outsiders” que são um ponto fora da curva, como o Robert Kennedy Jr. para deles ouvir aquilo em que acredita e que espera acontecer.

A Revolução hoje se encontra num paradoxo: ao mesmo tempo está no auge de poder e no auge de fragilidade. Sua debilidade é patente, não só pelas reações que desperta, mas também por que o tem a propor é a prisão doméstica, o confinamento do “home office”, a violenta agressão ao instinto da sociabilidade, a imposição de uma “nova normalidade” que é o eufemismo para designar a instauração de novos costumes impostos à força. E isto num ambiente marcado pelo terror, o pânico da morte e a perspectiva da miséria econômica individual, familiar e nacional. É claro que isto não atrai senão aos tontos, aos ingênuos, às criaturas simples que ainda não se deram conta da manipulação criminosa.

Ao que parece estamos diante da grande aventura da Revolução, o arriscado lance aventado por Dr. Plinio no qual ela esperaria alcançar de uma vez as suas metas. Graças à grande soma de capitais, know-how, armamentos sofisticados, que acumulou o esquálido e sempre faminto dragão chinês, este está prestes a dar um salto sobre a vítima para alcançar a hegemonia mundial. No dorso da fera está o seu condutor, o astuto Putin, mestre imbatível em simulações e que se faz passar por antiglobalista e adversário da China. A rica presa de que o predador primeiro deseja se apoderar é a Europa.

O inesperado é a Alemanha que ressurge com garra e voz. Quem esperaria agora ouvir estas palavras? “Há sessenta anos, o meu tio John Kennedy veio para esta cidade. Veio aqui para Berlim porque Berlim era a linha de frente contra o totalitarismo mundial. E, ainda hoje, Berlim está na linha de frente contra o totalitarismo mundial”.

Chegamos ao ponto de inflexão, ao tempo da eleição presidencial norte-americana, à ameaça de explosão de bolhas financeiras, de queda do padrão dólar, grande reset e novo normal. Nesta hora a Revolução está sendo contestada abertamente em seu mais importante lance: a implantação da Nova Ordem Mundial, antes designada como o sonho revolucionário da República Universal. Este é o fato principal de todo o cenário geopolítico atual, que precisa ser meticulosamente analisado e avaliado, para a partir daí serem feitos os prognósticos. Com essas manifestações em Berlim, Zurique, Paris e Londres, foi definitiva e notoriamente quebrada na Europa a unanimidade e a submissão de rebanho bovino às palavras de ordem da Revolução: fique em casa, use máscara, o “lockdown” é indispensável, virá a segunda onda, a vacinação é obrigatória etc.

Infelizmente não vem dos hierarcas da Santa Igreja a luz que ilumina e o farol que orienta. Em grande parte estão inseridos nesse processo globalista e dele participam por ação e notória omissão. Resta elevar os olhos para o mais alto, para o cenário sobrenatural, palco também da grande luta espiritual que está sendo travada, para dali receber o indispensável auxílio. Podemos com segurança dizer que na linha de frente do combate ao globalismo estão os que participam dessas grandes manifestações públicas de resistência. E com convicção profunda afirmamos que será por meio de Deus, Senhor da história, e do Imaculado Coração de Maria, que virá aos homens de boa vontade a vitória final.

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