Hedonismo: Americanos passariam um mês na floresta sem eletricidade em troca do corpo “perfeito”

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Americanos estão dispostos a fazer sacrifícios em troca de condicionamento físico num “piscar de olhos”, afirma estudo

O espírito de sacrifício é inerente à natureza humana. Imagine um pai que decide passar um mês na floresta, sem eletricidade, apenas para ter a chance de encontrar seu filho?

Agora imagine uma pessoa, que também passaria um mês na floresta sem eletricidade, mas para ter em troca um corpo “perfeito”. Fazer coisas certas pelas razões erradas: eis um dos males da atual sociedade moderna, que estimula o prazer ilimitado em detrimento do sacrifício.

Um em cada três americanos passaria um mês sozinho na floresta sem eletricidade em troca do corpo perfeito. Isso não é tudo o que eles estariam dispostos a fazer. Uma pesquisa com 2.000 americanos constatou que estariam dispostos a passar uma semana na prisão e desistir de sexo por um ano para alcançar as metas de condicionamento em um piscar de olhos.

O estudo examinou as atitudes dos entrevistados sobre fitness, bem-estar e o que os motiva, revelando que 68% se sentem tão sobrecarregados por manter uma rotina de fitness que preferem evitar iniciar uma. Sessenta por cento também relataram que simplesmente não sabem o suficiente sobre saúde e condicionamento físico para iniciar sua própria rotina.

Conduzida pelo OnePoll em nome do Freeletics, um aplicativo de treinamento de fitness e estilo de vida, a pesquisa também descobriu que 67% não sabem quais hábitos saudáveis ​​eles devem criar e manter em suas vidas.

Três em cada quatro entrevistados disseram que um personal trainer os ajudaria a atingir suas metas de condicionamento físico com mais eficiência. E 69% dos entrevistados dizem que a única coisa que os colocaria em forma é a ajuda de um personal trainer.

No topo da lista de desculpas para não exercer ou manter hábitos saudáveis, estava o clássico “Não tenho tempo suficiente” (35%), enquanto 26% dos entrevistados também relataram que se preocupam com o fato de terem passado do ponto, dizendo que já estão inaptos demais.

Acontece que a mídia social está realmente desempenhando um grande papel em motivar os americanos a se exercitarem; pouco mais de três quartos dos entrevistados relataram seguir influenciadores de condicionamento físico para mantê-los em atividade. Outros 85% dos entrevistados disseram que se motivam comparando seu progresso através de fotos e medidas – e até selfies.

Sessenta e cinco por cento do entrevistados relataram que praticar mindfulness e meditação é uma prioridade para eles. No entanto, uma das principais barreiras para a prática da atenção plena era a mente ocupada e distraída (47%).

“É importante encontrar uma rotina de exercícios que funcione para você e sua agenda, mas é igualmente importante treinar sua mente também. Se você reduzir o estresse e dormir melhor, também terá um desempenho melhor “, disse o Dr. Peter Just, Experiência de Coach de Líder de Equipe da Freeletics, sobre os resultados.

Veja abaixo mais resultados do estudo.

As 5 principais desculpas para não exercitar ou manter hábitos saudáveis

Não tenho tempo (35 %)

Não vejo resultados (28%)

Sinto que já estou inapto (26%)

Não tenho motivação (26%)

A academia está muito longe (25%)

Principais coisas que as pessoas fariam para concluir instantaneamente suas metas de condicionamento físico

Coma apenas aveia comum para todas as refeições, durante um ano inteiro (33%)

Raspe minha cabeça (30%)

Passe um mês sozinho, na floresta sem eletricidade (29%)

Desistir de sexo por um ano (29%)

Desistir de todos os dispositivos eletrônicos por um mês inteiro (26%)

Passe uma semana na prisão (25%)

Fique na fila do DMV por um dia inteiro (24%)

Perca sua voz por um ano (21%)

Não tome banho nem se lave por duas semanas (21%)

Por que ter um corpo perfeito?

Um aspecto principal da referida pesquisa é que muitos americanos querem alcançar suas metas de condicionamento e, para conseguir isso de forma instantânea, estariam dispostos a fazer coisas que implicam algum sacrifício.  

Bom, e por que alcançar as metas de condicionamento? E afinal de contas, quem define essas metas?

De acordo com a pesquisa realizada, a mídia social está desempenhando um grande papel em motivar os americanos a se exercitarem. Revela também que 85% dos entrevistados disseram que se motivam comparando seu progresso através de fotos e medidas – e até selfies.

Ter um corpo saudável é muito importante para que as atividades do dia a dia sejam realizadas, de forma que a qualidade de vida seja mantida. O cuidado que se deve ter diante dos inúmeros estímulos a se alcançar um corpo perfeito, é ter em mente que o corpo é necessário para viver e não viver para ter um corpo ideal.

O fato é que diante de tantos estímulos e padrões acerca de um corpo “perfeito”, muitas pessoas fazem coisas que prejudicam o seu próprio corpo, um exemplo é o uso desmedido de anabolizantes. Ou, como algumas pessoas estariam dispostas a fazer, segundo a pesquisa, comer apenas aveia em todas refeições, durante um ano inteiro. Em nome do corpo destrói-se o próprio corpo.

Condicionamento físico num piscar de olhos?

Um outro detalhe é que os americanos entrevistados estariam dispostos a pagar caro para atingir suas metas de condicionamento. Desde que a meta fosse atingida num piscar de olhos.

No fundo isso demonstra uma forte tendência humana: satisfazer seus desejos aqui e agora e – se possível – sem esforço algum. No caso dos americanos entrevistados eles estariam dispostos a fazer sacrifícios, mas por tempo determinado e para alcançar um prazer imediato. Provavelmente as respostas seriam diferentes se em troca do corpo “perfeito” fosse necessário um sacrifício constante, por tempo indeterminado. E muito mais ainda se o resultado não fosse alcançado de modo imediato.

As limitações humanas são grandes professoras

Já que na realidade não há a possibilidade de alcançar o condicionamento físico num “piscar de olhos”, qual é então a melhor opção? Se esforçar.

Tem gente que já olha com cara feia, mas é porque não enxergou que o esforço é bom.

Para ter uma alimentação nutritiva, fazer exercícios físicos – tudo de modo equilibrado – a pessoa precisa se esforçar. É necessário lutar constantemente contra más tendências como, por exemplo, a preguiça, a gula, a falta de perseverança, etc. Esse tipo de coisa escraviza o ser humano, e é através do esforço que a pessoa se torna mais dona de si.

Olhe este exemplo da vida cotidiana: Diante do segundo pedaço de bolo de chocolate a sensibilidade grita: Eu quero – e maior que o primeiro. O pensamento por trás dessa atitude é: o bolo de chocolate é bom, me dá prazer, e isso basta.

A razão, por sua vez, dirige a vontade que firmemente impõe à sensibilidade o comportamento correto: não, obrigado, o primeiro já foi o suficiente.

A sensibilidade protesta que comer o segundo pedaço significa sentir mais prazer. Mas a vontade, por sua vez, orientada pela razão, age segundo o que considera correto, e não com base no que dá mais prazer, sem se preocupar se é conveniente ou não e quais consequências isso pode gerar.

Uma vontade forte em detrimento de uma caprichosa atitude com base na sensibilidade = vitória sobre as más tendências.

Um outro exemplo:Depois de um dia extenuante de trabalho a sensibilidade avisa: quero apenas deitar no sofá e ligar a televisão. A razão, por outro lado, adverte: se eu for fazer uma caminhada liberarei o stress e ficarei com mais disposição.

Observe: A luta acaba de começar.

Ceder à sensibilidade nesse momento é colocar a inteligência para escanteio. Mas, ao optar pela firme vontade que, orientada pela razão, domina a volátil, caprichosa, e, por vezes, rebelde sensibilidade, mais uma vez conquista-se a vitória. A alma triunfou sobre o corpo!

Com informações: Fox News

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