Geh Nach Hause, embaixador!

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Em nova investida contra a soberania brasileira por parte de governos europeus, o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, condicionou a assinatura do acordo de livre-comércio entre a União Européia e o Mercosul ao nosso comprometimento na redução do desmate da Amazônia.

Ocupando cargo tão elevado, o diplomata deveria envergonhar-se de representar papel tão deprimente, pois ignora que incontáveis pesquisas baseadas em fotos de satélites, inclusive da NASA, demostram que 97% do território amazônico encontra-se exatamente no estado em que Cabral o encontrou. Apesar de uma extensão gigantesca de terras agricultáveis, um dado interessante é  que o Brasil utiliza  apenas 7% do território amazônico para a agricultura e um outro tanto para a pecuária. A região encontra-se quase intacta.

Por outro lado, a informação de que estamos queimando a Amazônia, divulgada pela imprensa internacional, nacional e ONGs, não tem fundamento, pois constitui-se ela na chamada “rain forest”, em que a alta concentração de água devido a chuvas constantes impedem o fogo. Tudo muito diferente das florestas alemãs e européias, quase todas dizimadas.

Em outro sentido, fazem parte do Mercosul, além do Brasil, a Argentina, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela. Condicionar a assinatura de um tratado ao que faz ou deixa de fazer uma nação fere frontalmente princípios do direito e da boa convivência internacional. Se for assim, motivo muito mais sério teria o embaixador para cancelar o tratado se levasse em conta a situação da Venezuela, transformada numa ditadura sanguinária parecida com a de Cuba.

Embora os países da União Européia jamais reconheçam, o real motivo da criação desses entraves é o fato da Amazônia esconder em seu subsolo um tesouro de valor incalculável. Bem exploradas, essas riquezas facilmente elevariam o Brasil ao grau de superpotência, e eles não suportariam competidor deste quilate. Exatamente por isso, se a condicionante para a assinatura do acordo é um desmatamento nem comprovado, muito melhor ficarmos com nossa honra, nossa soberania e nossa Amazônia, e dizermos para o mundo, na pessoa desse diplomata: “Vá pra casa [Geh Nach Hause], embaixador!”.

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