França aprova o aborto até o nascimento

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MANDEL NGAN/AFP/Getty Images/ Divulgação.

Na mesma votação a Assembléia Nacional Francesa também aprovou a procriação artificial para “casais de lésbicas”, com financiamento público

Na calada da noite, a Assembleia Nacional Francesa aprovou uma série de mudanças na lei de bioética do país, uma das quais legaliza o aborto voluntário até aos nove meses de gestação.

Por 60 votos favoráveis e 37 contrários, os legisladores concordaram em permitir o aborto a qualquer momento para mães em “sofrimento psicossocial”, um termo de interpretação subjetiva, que na prática permitirá aos profissionais de saúde total liberdade para aprovar o procedimento.

Atualmente, abortos tardios na França requerem aprovação médica e são limitados a casos de severa má formação fetal ou risco de vida para a mãe. A nova legislação, no entanto, inclui casos em que esteja submetida a “sofrimento psicossocial”.

A medida ainda precisa passar por segunda votação no Senado. Mas tudo indica que será aprovada.

“Sofrimento Psicossocial”

Em nota pública, o grupo francês pró-vida Alliance Vita destacou que o sofrimento psicossocial é um “critério não verificável”, que abre a porta para as mulheres fazerem um aborto por qualquer motivo. O bispo de Montauban, Bernard Ginoux, afirmou: “Este é o caminho pelo qual as civilizações morrem e a índole dos povos é aniquilada. As gerações do futuro estão em grande perigo”. 

Procriação artificial para “casais lêsbicas”

Na mesma votação, Assembleia Nacional Francesa também aprovou a procriação artificial para “casais de lésbicas”, com financiamento público.

Objeções

Os bispos católicos expressaram sua consternação com o fato de que dos 577 deputados na Assembleia Nacional, pouco mais de 100 compareceram à votação de uma lei que sanciona “grandes transgressões éticas” que foram rejeitadas pela Assembleia Geral de Bioética.

Outra objeção se refere a falta de tempo para avaliar adequadamente o Projeto de Lei. Apenas 25 horas foram dedicadas à discussão. A emenda sobre a procriação artificial foi introduzida algumas horas antes da votação de todo o texto.

A legalização do aborto e o aumento do número de crianças assassinadas

Atualmente cerca de 220.000 abortos legais acontecem todos os anos na França, mas muitos temem que o número aumente com as novas emendas. Um levantamento feito nas estatísticas oficiais de 19 países que legalizaram o aborto responde de forma definitiva: a legalização do aborto provoca aumentos dramáticos nos números de abortos provocados.

Fonte: Brasil Sem Medo e Breitbart

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