Foram as pessoas do campo que escolheram Bolsonaro

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O ódio ao Bolsonaro: velhas elites corruptas agarradas ao poder

Esta crise política atual é basicamente a crise da indústria e das famílias ricas que estão envolvidas no esquema corrupto da esquerda, mas ainda têm algum poder político.

Além da reação conservadora às políticas de esquerda dos presidentes Lula e Dilma, há outros fatores importantes que levaram à vitória esmagadora de Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais no Brasil.

Um renomado consultor empresarial brasileiro, Stephen Kanitz (Master of Business Administration na Harvard Business School), nos traz alguns dados muito reveladores escondidos pela fake-mídia brasileira e internacional.

Em sua opinião, esta grande mudança política de rumo no Brasil, que aterrorizou muitas pessoas ao redor do mundo, também significa o fim de um ciclo.

O poder político que tem regido este país nos últimos 25 anos está em colapso e está lutando por todos os meios para evitar seu inevitável fim. Eles estão usando um jogo sujo, mas é por puro desespero.

Na esfera socioeconômica, são as indústrias voltadas para o consumo doméstico que perderam poder nos últimos 30 anos. Subsidiado e corrompido pelos governos de esquerda, este extrato social perdeu seu papel de liderança sócio-econômica no Brasil. É o setor agrícola que está crescendo e ganhando.

Só a agricultura já representa 25% do PIB do Brasil, acima dos 10% de anos atrás. Toda a indústria agrícola, que inclui indústrias que fornecem insumos e maquinaria, como a mineração de fertilizantes, a indústria de tratores, bancos, seguradoras e transportadoras, representa 40% do PIB do Brasil.

Ter 40% do PIB significa muito dinheiro, grande crescimento, economia e prosperidade. Significa também um poder político crescente. Mas o setor agrícola não foi capaz de avaliar com precisão a importância política destes 40% do PIB do Brasil. Isto aconteceu nas últimas eleições de 2018.

Sempre foi a agricultura que gerou exportações e um superávit na balança comercial, enquanto sempre foi a indústria concentrada no mercado interno que causou o déficit comercial ao importar máquinas estrangeiras caras sem conseguir atrair clientes no mercado internacional com seus produtos de inferior qualidade.

Embora seja ineficiente, a indústria sempre foi politicamente muito mais forte do que a agricultura. Agora ela se esgota, não mostra lucro e não tem poder financeiro. E com a luta contra a corrupção, a situação desta antiga elite industrial é desesperadora. Sempre foi a indústria do mercado interno que determinou os ministros das finanças.

Foi este total desprezo pela agricultura brasileira que levou ao enorme êxodo rural que empobreceu o país e fortaleceu a política de esquerda. Nada menos que 45% da população brasileira teve que abrir mão da agricultura, que foi punida pelos ministros da Fazenda dos governos de esquerda.

Foi Raul Prebisch (influente economista argentino, editor da revista CEPAL “Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe”) quem convenceu economistas argentinos e brasileiros como Delfim Neto, Celso Furtado, José Serra, Fernando Henrique Cardoso e a famosa universidade brasileira Unicamp a esquecerem nossa agricultura em favor da “industrialização” para promover o mercado interno.

Sob esta influência, era impossível pensar em investir em exportações, seja através de leis de isenção de impostos para exportações ou através de subsídios do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O setor agrícola também foi punido por presidentes de esquerda que apoiaram ONGs que invadiram fazendas, se opuseram à expansão de terras produtivas e até destruíram centros de pesquisa para o melhoramento genético de produtos agrícolas. Nossos industriais só tardiamente perceberam que era precisamente esta política que causaria nossa estagnação.

A indústria tradicional, que neste caso não inclui o agronegócio, que com seus agregados representava 45% do PIB brasileiro, mergulhou em uma espiral descendente e agora responde por apenas 14,5%.

Que reviravolta!

Esta crise política atual é basicamente a crise da indústria e das famílias ricas que estão envolvidas no esquema corrupto da esquerda, mas ainda têm algum poder político.

Com a imagem de um navio levantando sua proa ou popa em uma espécie de última tentativa de resistência antes de afundar, a atual crise política brasileira é a desesperada reação de curto prazo antes do afundamento do corrupto establishment esquerdista. Eles perderam o poder sócio-econômico e percebem que perderão o poder político do qual não se recuperarão a curto prazo.

Aqueles que pensam de maneira diferente, vejam os números.

Isto explica o desespero da imprensa subsidiada, dos artistas e dos intelectuais de esquerda nas grandes cidades, os quais ocupam as grandes universidades públicas e se beneficiam de privilégios e salários concedidos a eles por este poder agora velho e moribundo de esquerda.

É uma reação violenta porque é desesperada.

Mas é simplesmente o canto da sereia deste grupo socioeconômico ineficiente, que vivia de subsídios para suas indústrias e de favores do Estado. Os números aqui apresentados são inegáveis e só tendem a crescer. A agricultura brasileira cresceu com seus próprios recursos e apesar da hostilidade dos regimes de esquerda que dominavam o Brasil antes de Bolsonaro.

O setor agrícola evoluiu para o uso intensivo da terra, a formação de consórcios de agricultura e pecuária, irrigação, eletrificação rural e muitos outros passos no processo evolutivo. Tudo, absolutamente tudo, com recursos próprios, suor, parcimônia e extremo controle sobre a rotina fiscal. O governo, por sua vez, deixou de lado a agricultura e com isso abriu espaço para um desenvolvimento livre. E a atividade agrícola recebeu os contornos de mercado necessários para o progresso.

E foi esta revolução organizacional e empresarial que agora culminou com a produção de 260 milhões de toneladas de grãos. Uma produção que em 1995 era de apenas 2 milhões de toneladas. O setor agrícola que levou Bolsonaro ao poder é um dos poucos setores econômicos que sobreviverão ao desastre pandêmico.

A agricultura, justamente por ter sido esquecida pelo Estado brasileiro, conquistou a presidência da República e os governos de 15 estados sozinha. Sem o apoio dos partidos tradicionais.

“Bolsonaro foi eleito quase unanimemente no setor agrícola”, disse Bartolomeu Braz Pereira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

Na realidade, no Brasil, o slogan do povo é: “Mais Brasil e menos Brasília” e “Mais interior e municípios, e menos cidades gigantes em declínio moral”.

A crise do Covid incentivará a fuga das grandes cidades para o campo, dos apartamentos para as casas, dos escritórios para o zoom.

E em outros 4 ou 5 anos, a agricultura provavelmente terá o poder político que merece, e em 2022 elegerá quem quiser, seja Bolsonaro ou outro candidato com o mesmo perfil.

Não foi apenas a luta contra a corrupção que fez com que Bolsonaro fosse eleito. Foi o apoio da agricultura.

Na cidade de Agronômica, no estado de Santa Catarina, Bolsonaro venceu com 79% dos votos.

Na cidade de Sorriso, ele recebeu 74% dos votos.

Na cidade do Rio Fortuna, ele recebeu 68% dos votos.

No estado do Mato Grosso do Sul, ganhou 61% dos votos.

Veja os mapas da fronteira agrícola e os votos que Bolsonaro recebeu em 2018     

O 1º Turno das Eleições de 2018
Mapa do Agronegócio comparado às eleições de 2018. Fonte: No mapa da esquerda esta a produção de soja de 2015, com base nos dados do IBGE e o mapa da direita é a distribuição de votos do primeiro turno de 2018. Publicado em 10/10/2018, no site da Rede Brasil Atual.

Quem elegerá os presidentes do Brasil em 2022, 2026, 2030 será provavelmente o eleitorado agrícola, não o establishment industrial, sindical ou urbano, onde a esquerda é mais forte.

Portanto, não é surpreendente que partidos da esquerda radical estejam pensando em tomar o poder com armas.

A esquerda até prega em redes sociais a organização de grupos guerrilheiros urbanos nas favelas. Uma resolução do Ministro Fachin da Suprema Corte, que proibiu a polícia de entrar nas favelas do Rio, contribuiu para este plano radical e violento da esquerda.

A esquerda internacional quer provocar situações de guerra civil no Brasil, como as que já criou artificialmente em Seattle, nos EUA.

Bolsonaro fortalece a indústria agrícola através de seus ministros

Ricardo Salles (Ministro do Meio Ambiente) com grande competência está cerceando as iniciativas dos ecologistas que prejudicam nossa agricultura e é um dos ministros que ajudou o Brasil a alcançar o já mencionado recorde de produção de cereais em 2020.

Bolsonaro nomeou uma engenheira agrícola como Ministro da Agricultura, substituindo o ex-Ministro da Dilma, que era apenas advogado e político. Corrupto, ele foi preso em 2018 durante uma operação anti-corrupção.

Será a importância cada vez maior dos municípios do interior do Brasil e o crescimento do agronegócio que colocará o Brasil na posição de país desenvolvido. As ideologias da esquerda falharam completamente no Brasil.

Não há dúvida de que esta será uma luta violenta nos próximos anos, mas tudo indica que o Brasil agrícola será o vencedor.

Artigo originalmente publicado no site alemão Freiewelt (tradução livre).

1 Comentário

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