EUA anunciam restrições de visto para funcionários da Huawei

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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fala com repórteres durante uma entrevista coletiva no Departamento de Estado em Washington, DC, em 6 de maio de 2020 (Kevin Lamarque / POOL / AFP via Getty Images).

As restrições se estendem a outras empresas da China que forneçam “apoio material” a governos que cometem violações aos direitos humanos

O secretário de Estado dos EUAMike Pompeo, anunciou nesta quarta-feira (15) que restringirá a concessão de vistos a funcionários da Huawei e de outras empresas da China que forneçam “apoio material” a governos que cometem violações aos direitos humanos.

“O Departamento de Estado imporá restrições de visto a alguns funcionários de empresas de tecnologia chinesas, como a Huawei, por darem apoio material a regimes que cometem violações aos direitos humanos em todo o mundo”, afirmou Pompeo em entrevista coletiva.

O chefe da diplomacia americana não detalhou quantas empresas serão submetidas à nova restrição nem quantos funcionários podem ser afetados.

Pompeo também anunciou que na próxima segunda-feira viajará a Reino Unido e Dinamarca, dois dos países que vetaram operadoras de telecomunicações de adquirir tecnologia 5G da Huawei.

“Na segunda-feira, sairei para uma viagem rápida a Reino Unido e Dinamarca, e tenho certeza que o Partido Comunista da China e sua ameaça para os povos livres do mundo será uma questão prioritária”, explicou.

Além disso, Pompeo elogiou o Reino Unido por se tornar um país “limpo” da ingerência da Huawei. O governo britânico decidiu que, a partir de 2021, proibirá as operadoras de adquirir tecnologia 5G da Huawei, após constantes pressões dos EUA.

Em entrevista coletiva, o secretário de Estado parabenizou várias empresas que em dezembro anunciaram a intenção de reduzir “progressivamente” a presença da Huawei no núcleo de suas redes 5G.

Em maio de 2019, os EUA proibiram a Huawei de vender equipamentos de telecomunicações a empresas americanas por suspeitas de que a companhia chinesa poderia aproveitar esses sistemas para fazer espionagem. Esta proibição impediu que gigantes da tecnologia dos EUA, como o Google, fizessem negócios com a marca chinesa.

A Huawei é muito popular na Europa e atualmente lidera a batalha pelo controle das redes 5G, que permitem navegar na internet com muito mais velocidade e pode facilitar o desenvolvimento de veículos autônomos e técnicas para realizar cirurgias remotamente.

Por outro lado, os EUA lideram uma campanha global para impedir que a Huawei desenvolva a tecnologia 5G e pressiona muitos países da União Europeia para que vetem as atividades da empresa chinesa.

Fonte: Epochtimes

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