Em referendo, suíços rejeitam leis ecologistas

0

A Confederação Suíça composta por 26 cantões – que correspondem ao que seria um estado – é um dos países do mundo que melhor cuida seu meio ambiente

A beleza dos panoramas campestres ou lacustres admiravelmente cuidados da Suiça atraiu durante séculos quantidade incontável de elogios de toda espécie de artistas e amantes da beleza além de um fluxo turístico incessante.

A qualidade de vida helvética é também das mais elevadas do planeta e o país é dos mais ricos do mundo e melhor tratado pelos governantes.

Agora, os eleitores suíços sempre zelosos da preservação de sua natureza, rejeitaram um trio de propostas ambientalistas em referendo popular.

Assim desmoralizaram ainda mais o demagógico Acordo de Paris em pontos sensíveis da agenda ecológica planetária.

Como é bem sabido, a Suíça é um dos raros países onde continua em vigor a democracia direta.

As leis aprovadas pelo Conselho Nacional e o Conselho dos Estados, que reunidos fazem o Parlamento nacional, devem ser ratificadas em referendo popular.

Por vezes, várias leis sobre assuntos independentes são votadas num só referendo, que confirma ou repele cada uma das leis aprovadas pelos deputados.

Neste mês de junho os suíços recusaram por maioria absoluta uma nova lei de natureza ecológica contra o CO2.

Ela fora talhada para forçar os cidadãos a cumprir a meta de redução das emissões de carbono que a chancelaria nacional apresentou por ocasião do Acordo de Paris sobre Mudança Climática.

A nova lei contra o CO2 foi rejeitada por 51,6% dos eleitores que se opuseram a ela. O texto previa entre outras coisas taxar ainda mais o preço dos combustíveis e das passagens aéreas para forçar a queda do consumo.

O resultado, segundo informou a agência Reuters, foi uma derrota para o governo central.

A ministra do Meio Ambiente, Simonetta Sommaruga, pranteou o desmentido popular dizendo que agora se tornará “muito difícil” atingir a meta. A meta era que até 2020 a Suíça cortaria a emissão de CO2 pela metade em relação os níveis de 1990.  E que chegaria a ser “neutra” nas mesmas emissões até 2050, uma fantasia irrealizável sem medidas draconianas.

“O NÃO de hoje não é um não à proteção climática, é um não à lei que votamos”, disse Sommaruga em entrevista coletiva, dando a entender que os políticos voltarão a insistir com outros projetos e ver se conseguem “forjar um novo consenso” na população sobre políticas climáticas.

Também foi rejeitada outra lei que tornaria a Suíça o segundo país do mundo a proibir completamente os pesticidas artificiais.

E ainda mais outra lei para reduzir seu uso, condicionando os subsídios aos agricultores para que não recorram mais a eles.

A propaganda oficial bateu na tecla de que os pesticidas ameaçam à saúde.Mas os conhecedores da agropecuária alegavam que essa lei só resultaria em alimentos mais caros, perda de empregos na produção dos reputados alimentos suíços e numa maior dependência das importações.

Antoinette Gilson, uma promotora da lei contra os pesticidas, criticou aos eleitores como ignorantes dos problemas ecológicos futuros e por darem mais importância à pandemia que angustia a todos.

“Quando estão tendo dificuldades durante a pandemia de COVID-19, disse, eles pensam mais nas preocupações imediatas”.

Obviamente os fabricantes de agro-químicos Syngenta e Bayer saudaram o resultado.

“É um voto claro por uma agricultura produtiva e eficiente em termos de recursos”, disse a Bayer.

Um referendo separado, mas simultâneo, ratificou uma lei de apoio financeiro às empresas durante a pandemia COVID-19.

E ainda um outro deu poderes extras à polícia para combater o terrorismo, permitindo a prisão de delinquentes com 12 ou mais anos de idade.  Os dois foram aprovados por 60% e 57% dos eleitores, respectivamente.

Fonte: ecologia-clima-aquecimento.blogspot

Você gostou do conteúdo? Apoie o jornalismo independente!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor registre seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui