Em defesa do STF

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O Brasil nas ruas quer salvar o Supremo

Em seu livro, O Espírito das Leis, Montesquieu apresentou a teoria dos Três Poderes, segundo a qual, o Poder do Estado deveria ser divido em três: Executivo, Legislativo e Judiciário. No Brasil, o primeiro é representado pelo presidente da república; o segundo pela câmara e senado; e o terceiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, segundo a mesma teoria, os Três Poderes devem ser autônomos e um não pode interferir no Poder do outro. Entretanto, no país verde e amarelo, é justamente o que acontece, principalmente no que se refere ao Judiciário que, a cada dia, extrapola mais o seu campo de atuação. Contudo, nem sempre foi assim.

Supremo Tribunal de Justiça

A maior corte de justiça da nação chegou ao Brasil junto com a família real portuguesa em 1808. Herdou de Portugal toda a sua base e história.

Em 1822, com a proclamação da independência, o judiciário não rompeu com a sua tradição; apenas cortou o cordão umbilical com a pátria mãe. Deixou de ser chamado de Casa de Suplicação e adotou o nome de Supremo Tribunal de Justiça. Por fim, após a proclamação da república, tornou-se o famoso Supremo Tribunal Federal.

A Ilustre Instituição

Por ser a última instância da justiça brasileira, a suprema corte possui um status de prestígio natural. Seu nobre dever é zelar pelo cumprimento da Constituição Federal. Assim, o bom andamento do Terceiro Poder dá segurança ao país e fundamenta uma nação livre.

Logo, o STF é uma instituição necessária e que deve ser preservada e respeitada como tal. Trata-se de uma instituição que faz parte da história do Brasil. Logo, pressupõe-se, portanto, que os juízes que a compõe são os melhores da nação. Em outras palavras, o STF não pode ser composto por juízes que não estão à sua altura.

É necessário, assim, preservarmos o bom nome do STF e zelarmos pelo seu bom funcionamento. E isso exige que ele seja composto por bons juízes que, de fato, colocam a justiça e o bem comum acima de seus interesses pessoais.

Brasil nas ruas

Neste sentido, já há alguns anos, vemos manifestações populares “contra o Supremo”. Evidentemente, a insatisfação popular não está voltada contra a instituição Supremo Tribunal Federal, mas sim contra a má representação que os juízes que a compõe dão a tal nobre corte.

O Brasileiro quer salvar o STF das mãos de magistrados que, por exemplo, votam pela liberdade de bandidos como Lula. Juízes que, ao mesmo tempo, querem incriminar e prender integrantes da operação Lava Jato, que desmontou o maior esquema de corrupção da história do País. Não! Em última análise, as pessoas não saem às ruas contra o STF, mas sim em defesa dele.

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