Em 2019, globalistas fizeram simulação de uma pandemia mundial de coronavírus

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O evento ocorreu semanas antes do vírus aparecer na China pela primeira vez

Fonte: Estudos Nacionais

Event 201 foi um evento realizado em outubro de 2019 pelo Centro de Saúde e Segurança da Johns Hopkins Bloomberg School em parceria com World Economic Forum e a Fundação Bill e Melinda Gates, e simulou uma pandemia de coronavírus com estimativa de 65 milhões de mortos.

Conforme explica o site da Johns Hopkins, a simulação de pandemia mundial buscou analisar quais seriam as respostas possíveis a tal ameaça e quais os possíveis impactos da pandemia. O site da entidade destacou, já naquela época, que o exercício consistia em uma realidade fíccional de coronavírus e não em uma previsão de que ocorreria um problema envolvendo este vírus. No cenário simulado foi calculado possível alcance de 65 milhões de mortes em escala global.

A simulação de pandemia mundial nominou o vírus de CAPS, considerando ele um tipo de coronavírus similar ao SARS e o MERS, mas que nunca havia sido visto antes (tal como vivemos hoje o covid-19). O efeito do vírus na simulação incluía pneumonia e dificuldade respiratória, entre outros efeitos esperados. No cenário hipotético era esperado que devido a mutações do vírus, ele passaria a ser transmitido de pessoa a pessoa e não apenas entre animais. O início do problema simulado ocorria no Brasil, na suinocultura. Com a mutação do covid, o vírus passaria dos porcos para as pessoas e migrando para áreas urbanas do Brasil, se espalharia por todo o planeta.

Era esperado no cenário que a resposta à pandemia envolvesse líderes da área de negócios (business leaders), especialistas em saúde e representantes do CDC (Center for Desease Control, dos EUA). O tempo para o vírus matar 65 milhões de pessoas seria 18 meses.

As especialistas falam sobre o cenário simulado, em vídeo em inglês disponível abaixo, no youtube da entidade Center For Health Security. A Dra. Caitlin Rivers, prevê que o número de infectados dobraria em uma semana e se multiplicaria por 15 em um mês e a partir daí continuaria a crescer exponencialmente. Em três meses atingiria 10 milhões de infectados.

Um ponto de partida da simulação, entre especialistas da mesa, é que o problema só poderia ser resolvido por entidades globais e cooperação de líderes de todo o mundo.

Quem estava presente

Participaram dos debates Adrian Thomas, da Johnson & Johnson; Sofia Borges, da UN Foundation; Christopher Elias da Fundação Bill e Melinda Gates; Eduardo Martinez da Fundação UPS (The UPS Foundation); Jane Halton, da ANZ Bank Group; George Gao, do CDC da China; Stephen Redd, do CDC dos EUA; Tim Evans, Banco Mundial; Martin Knuchel, da Lufthansa Airlines; Latoya Abbott, da Marriot International; Hasti Taghi da NBCUniversal; Matthew Harrington da Edelman; entre outros.

Impactos mapeados no primeiro relatório (vídeo 1):
– Viagens aéreas caem 45% no ano com a parada do setor.
– Países cujas economias dependem fortemente de viagens a negócios e turismo seriam os mais afetados;
– A pandemia ocasionaria uma crise financeira mundial.

Diante do problema da crise econômica mundial, George Gao, do CDC da China, sugeriu que o problema da falta de recursos financeiros para o mundo pós-pandemia de coronavírus teria de ser resolvido com auxílio fundamental do setor privado.

No relatório de impactos da simulação foi destacado que os países estariam buscando gerenciar o problema de diferentes maneiras, mas seus resultados eram melhores quanto melhor eles gerenciavam o problema de “desinformação” circulante pela internet.
Defenderam inclusive a censura, alegando que em alguns casos, limitações e apagões de acesso a internet seriam necessários para evitar o pânico da população.

A desinformação está freando os esforços para controlar a pandemia, diz o “special report“, no vídeo 1, em 8’35 segundos.

Sobre esse debate, um trecho do vídeo mostra momento em que Matthew Harrington da Edelman explica que poderá chegar o momento em que as redes sociais precisam entender que não é hora de “broadcast”, mas é hora de deixar as plataformas de tecnologia funcionarem. Assim, o primeiro vídeo de resumo dos trabalhos do grupo finaliza com forte preocupação no combate as “Fake News” e controle da internet a pretexto de busca de acurácia (exatidão) das informações para controlar a população durante a pandemia.

Resultados na economia mundial

  • O GDP mundial (“PIB” mundial) cairia 11%.
  • As bolsas cairiam de 20 a 40%.
  • Bancos não emprestam mais recursos
  • Todos só querem conseguir comida
  • A duração da depressão econômica seria de anos ou talvez uma década

Diante desse cenário apocalíptico, a apresentadora no vídeo de destaques do Event 201 alerta que isso não deve ser necessário, pois eles, como “global community”, estão no Event 201 buscando se preparar para a ameaça da pandemia global.

Evento foi bem divulgado na época 

É importante destacar que, embora o Event 201 não esteja sendo falado no Brasil, não se tratou de um evento secreto, mas pelo contrário, o evento teve ampla cobertura da mídia internacional, contando com abundantes registros, vídeos e documentos, conforme vemos aqui.

Quem é Johns Hopking Center for Health Security

Na sua apresentação, a entidade descreve-se como uma organização responsável por proteger pessoas de epidemias e desastres, construindo uma comunidade resiliente e com inovações suficientes para responder a crises de saúde pública. O Centro de Saúde e Segurança está localizado em Maltimore, MD, EUA.

Entidade fez um alerta em 17 de janeiro de 2020

Um alerta foi publicado no site da entidade no dia 17 de janeiro de 2020, onde foram apresentadas as principais recomendações do Event 201 para o enfrentamento de uma possível epidemia global. Na época não havia sido declarada pandemia mundial. O texto não traz cenários apocalípticos como fez o Event 201, mas encorajou setores públicos e privados a observarem as recomendações do Event 201, realizado em outubro de 2019. Desde o dia 22 de janeiro de 2020 a entidade está acompanhando a então epidemia de COVID-19, com relatórios diários abertos.

Veja aqui o documento de recomendações do Event 201, que fez a simulação de cenário de epidemia global de coronavírus em outubro de 2010 (em inglês).

Quem financia o Center for Health and Security

Segundo o relatório de 2018 disponível no site da entidade, seu trabalho conta com financiamento das seguintes entidades:

  • Open Philanthropy Project
  • World Health Organization
  • Battelle Memorial Institute
  • Johns Hopkins Applied Physics Laboratory
  • The Bill & Melinda Gates Foundation
  • Rockefeller Foundation
  • Robert Wood Johnson Foundation
  • Office of the Assistant Secretary for Preparedness and Response (HHS)
  • US Centers for Disease Control and Prevention
  • US Department of Defense
  • US Department of Homeland Security, Science &
  • Technology Directorate
  • US Department of State

Oferta de recursos para auxiliar na epidemia

Em 26 de janeiro de 2020 a entidade publicou um pequeno documento listando as fontes de recursos que podem ser usadas para responder à epidemia Covid-19. Foram enumeradas as seguintes fontes e valores:
– Banco Mundial-Fundo para emergências de pandemias: recursos na ordem de 50 a 95 milhões de dólares
– Banco Mundial-Resposta a crises: 2 a 2,5 bilhões de dólares
– Fundo monetário internacional (FMI): 1 trilhão para empréstimos, contudo, destacam que por ser a base de empréstimo, exige-se um plano de retorno do capital e isso depende da capacidade e de planos de crescimento econômicos do país. Ou seja, pode não ser possível usar em casos de pandemias graves.
– Recursos dos governos nacionais: total de recursos para ajuda vindo de governos de países desenvolvidos, estimado em 200 bilhões de dólares.
– Fundos privados e fortunas de filantropia: na avaliação de 40 maiores fortunas de fundações internacionais, o relatório estimou haver disponível um montante de 500 bilhões de dólares. Destaca o relatório que existem certas restrições em alguns países para uso desses valores.

Bill Gates, prioridades filantrópicas e covid-19

No dia 13 de março o site Business Insider anunciou que Bill Gates se desligou do board da Microsoft para dedicar-se exclusivamente para sua fundação (Bill e Melinda Gates Foundation), em atividades de filantropia. Sua fundação doou 100 milhões de dólares para auxiliar na criação de um teste caseiro para covid-19.

Resumo das recomendações do Event 201 que simulou a pandemia mundial de Covid-19:

A lista final de recomendações foi sintetizada em sete lições aprendidas com o exercício, nos quais líderes dos setores públicos e privados devem tomar observar:

1. Os Governos, as organizações internacionais e as empresas privadas devem planejar, preventivamente, as capacidades corporativas essenciais que seriam usadas durante uma pandemia de larga escala;

2. A indústria, os Governos e as organizações internacionais devem trabalhar juntos para reforçar os estoques de material médico e permitir uma distribuição rápida e equitativa;

3. Os governos devem fornecer recursos e apoio ao desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos;

4. Os negócios globais devem reconhecer o risco de uma epidemia global para a economia mundial e trabalhar na prevenção;

5. As organizações internacionais devem dar prioridade à redução dos impactos econômicos de epidemias e pandemias;

6. Os vários países, organizações internacionais e empresas de transporte global devem trabalhar juntas para assegurar as viagens e o comércio mesmo durante uma pandemia grave. A manutenção do funcionamento comércio é essencial para a preservação das economias global, nacionais e até locais;

7. O combate à desinformação tem de ser uma prioridade dos Governos.

Diversos trechos do evento estão disponíveis no YouTube, em vídeos mais longos. Veja abaixo quatro vídeos disponíveis no YouTube da entidade:

Vídeo 1.

Vídeo 2

Vídeo 3

Vídeo 4

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