É lícito tomar vacina contra a Covid-19? Doutor em Bioética responde

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Padre Luiz Carlos Lodi apresenta os critérios morais e responde claramente, entenda

Em 1º de agosto, o padre e doutor em Bioética, Luiz Carlos Lodi, no programa Pró Vida de Anápolis, respondeu o que hoje é uma das maiores dúvidas de boa parcela da população mundial: é moralmente lícito receber as vacinas contra a Covid-19 feitas a partir de células provenientes da linhagem celular de cadáveres de bebês abortados?

Com base na Moral da Igreja Católica a resposta é não, disse o padre.

Por quê? Porque não há motivo grave para cooperar com o mal do aborto, que é a origem dessas vacinas, mesmo sendo essa cooperação remota e passiva.

A eficácia duvidosa das vacinas produzidas às pressas, bem como o difícil acesso a medicamentos naturais e baratos e o número superfaturado de mortos pela Covid são alguns dos atenuantes a serem levados em consideração para que não se tenha nenhuma razão grave ao ponto de afirmar: “ou eu tomo essa vacina ou eu morro de Covid-19”, disse o padre.

Entenda o princípio de cooperação com o mal

A Igreja Católica já se manifestou ante o dilema do que fazer quando existem vacinas que são produzidas a partir de linhagens celulares derivadas de crianças abortadas. Tal posição pode ser conferida na instrução Dignitas personae: sobre algumas questões de bioética, da congregação para a doutrina da fé, publicada em 2008.

O posicionamento da Igreja Católica também pode ser conferido neste documento escrito pela Academia Pontifícia para a Vida (PAL).

Tomar vacina feita a partir de células de provenientes da linhagem celular de cadáveres de bebês abortados, por não haver outra vacina feita de maneira lícita, é uma cooperação com o mal de forma material, passiva e remota.

Essa cooperação, segundo a Igreja Católica, só pode ocorrer se houver um motivo grave, se não houver outras vacinas alternativas produzidas licitamente, e de forma temporária, sem causar escândalo.

O que é o princípio de cooperação com mal? O Padre Lodi explica didaticamente este princípio, com base num manual de moral, cujo autor é Antonio Royo Marín, ao ponto de ser possível para qualquer leigo o aplicar no caso concreto das vacinas contra a Covid 19 produzidas com células descentes de aborto.

Sobre a cooperação com o mal, o Padre Lodi diz:

Cooperar com o mal geralmente significa cooperar junto com o outro, por conseguinte a cooperação com o mal pode definir-se como o concurso físico ou moral com a má ação de outro. A cooperação com o mal pode ser de mil maneiras, mas vamos tentar diferenciar os tipos.

Ela pode ser uma cooperação física, em que você contribui ajudando fisicamente a realizar a ação.

Ex. você segura uma criança enquanto o outro vai matá-la.

Ela pode ser uma cooperação moral, você não mata nem segura a acriança para o outro matar, mas você aconselha, aprova a ação.

A cooperação pode ser positiva ou negativa, ou seja, você pode mandar ou simplesmente pode não impedir, ser omisso.

E o mais importante, a cooperação pode ser formal ou material. Formal quando você coopera com a intenção de quem pratica o mal.

Ex. Você quer que o aborto seja feito e por isso você oferece a ferramenta para o médico fazer o aborto.

Na cooperação formal, você coopera na intenção do agente.

A Cooperação é material quando você coopera na obra, mas você não quer a obra má, você não tem a intenção do sujeito que realiza a obra má.

A cooperação formal nunca pode ser admitida, ela é um pecado pelo simples fato de você querer o ato mal com o qual se está cooperando.

A material depende, porque pode ser próxima ou remota. Ou seja, pode estar bem perto da ação má, ou pode preparar remotamente de maneira muito distante os meios para que a ação ocorra.

Ex. quem vende uma pílula anticoncepcional está cooperando com o pecado de quem vai tomar a pílula. Mas e quem compra a pílula anticoncepcional, não para usar, nem para fazer que alguém a use, mas quer comprar pra ter acesso a bula para mostrar o material para os outros para que eles não a usem? E agora?

Quando eu compro dou dinheiro, se dou dinheiro estou ajudando o laboratório que fabricou essa pílula, ele vai ficar mais rico e vai se sentir encorajado a fabricar mais. Esta cooperação é puramente material, porque não se quer que o laboratório cresça nem que ele fabrique mais pílulas. Muito pelo contrário, se quer adquirir um exemplar para mostrar para os outros os efeitos abortivos da pílula anticoncepcional e os efeitos nocivos à saúde da mulher.

Isso é uma cooperação material, só que uma cooperação material bastante remota. Essa cooperação material remota, por razões graves, pode ser feita sem pecado.

Uma cooperação remota, por exemplo, é vender papel a alguém que vai empregá-lo para imprimir um livro mal. Cooperação próxima é você imprimir um livro mal, sabendo que o é.

Cooperação com o mal no caso de vacinas

No caso de uma vacina, quando você toma uma dose, cuja origem é de fetos abortados, melhor dizendo crianças em idade embrionária ou fetal, você está fazendo uma cooperação bastante remota. Não se está pagando para vacinar, não se está deixando o laboratório mais rico por causa disso, mas não se está colocando oposição em recebê-la.

Quando você se deixa vacinar, você está cooperando de maneira muito remota para que aquele laboratório se sinta estimulado a fabricar mais porque ele encontrou quem aceitasse ser vacinado. Esta é uma cooperação material, passiva (negativa) e remota.

A pergunta que fizeram a Santa Sé é, pode? Pode receber esta vacina feita de forma ilícita? A Santa Sé disse que, se houver uma razão grave, pode. Se aquela vacina for o único meio de livrar suas crianças ou você mesmo de determinada doença, se não houver vacinas alternativas, produzidas licitamente e, se não houver perigo de escândalo, você pode tomar de maneira temporária, ocasional, por causa da necessidade da gravidade da razão.

Para receber tem que ter uma razão grave, não pode haver vacinas alternativas e tem que evitar o escândalo.

Caso atual no novo coronavírus

E para o caso atual do novo coronavírus que causa a Covid-19? Não se justifica de jeito nenhum tomar a vacina feita a partir de maneira ilícita. Por quê? Porque, em primeiro lugar, a vacina está ainda em fase de teste e nós seremos quase como que cobaias.

Segundo que esta vacina, como tantas outras, é uma arma de dois gumes, pode imunizar contra uma doença, mas pode ter efeitos colaterais, já que é feita de agentes patogênicos, mortos ou atenuados, dos quais se espera que causem anticorpos para imunizar contra uma infecção. Porém, as vacinas podem ter mil reações adversas, ainda mais estas que ainda não foram experimentadas a não ser em vitro, que não foram testadas em populações de animais e nenhum teste sério, com a intenção de se verificar a eficiência e possíveis efeitos nocivos.

“Essas vacinas que você esta tentando tomar achando que é uma esperança maravilhosa, você não tem nenhuma razão séria de usar dizendo: ou eu tomo essa vacina ou eu morro de Covid-19”, disse o padre.

O fato de estarem empurrando a vacina como obrigatória, sendo que a origem de muitas delas são ilícitas, que os efeitos colaterais sejam desconhecidos e estejam sendo fabricadas as pressas, gera desconfiança.

Mais desconfiança ainda quando os remédios tradicionalmente usados para o combate aos vírus, como a hidroxicloroquina, azitromicina, zinco, são retirados do mercado, recolhidos das farmácias e os médicos têm dificuldade de prescrevê-los.

“Desde quando se tira da farmácia um remédio por causa de supostos efeitos colaterais?” questiona o padre.

“Proibir remédios que não tem nenhum passado de reprovação e agora empurrar uma vacina em fase experimental? Alguma coisa está muito errada”, disse o padre Lodi.

“Muito errado também deve estar o fato de você verificar que estão registrando como óbito para Covid-19 as pessoas que morreram com suspeita da doença. Quem morre de suspeita? Você morre de uma doença.

E isso não é só no Brasil, também nos EUA. E há um detalhe, “não se faz necropsia, pra se não identificar a causa da morte? Não se deixa tocar nos cadáveres? Alguma coisa está muito errada”, repetiu o sacerdote e doutor em bioética.

Campanha de desinformação

Por que os vídeos como o Plandemic, que buscam trazer à tona a verdade, são retirados das mídias de comunicação, ao passo que é permitido circular livremente a pornografia? “Tudo isto está muito estranho”.

Não há nada que constranja a usar essa vacina, você ou seus filhos, de linhagem celular ilícita e de eficácia duvidosa. Não há razão grave, não faltam terapias alternativas de profilaxia.

E se perguntarem por que você não vai usar? Disse o padre. Responda: não vou tomar essa vacina por motivos éticos, porque eu não quero cooperar nem sequer material ou remotamente com o aborto que está na origem da fabricação desta vacina. Não há razão grave para isso, alegue a sagrada objeção de consciência.

“Não podemos ser coagidos a fazer algo se a consciência proíbe”.

Todos temos o dever de anunciar a vida e de denunciar a cultura da morte, ainda quando esta cultura da morte seja disseminada por trás de uma roupagem que pareça defesa da vida. Cuidado, o maligno gosta de se disfarçar de anjo de luz, finalizou o padre.

Assista o vídeo na íntegra:

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