Cobaias humanas: Médicos matam 11 pessoas para desacreditar cloroquina

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Experiência macabra e irresponsável tinha objetivo de desacreditar o medicamento

Fonte: Estudos Nacionais

Praticamente qualquer remédio pode matar alguém quando administrado em dose não recomendada. Mas alguns médicos fingiram não saber dessa regra elementar da medicina com claro objetivo de desacreditar o medicamento. Eles fizeram uma macabra experiência cuja irresponsabilidade está assustando médicos e autoridades internacionais.

Publicada originalmente no New York Times, o estudo de um grupo de médicos do Amazonas, testou os limites da cloroquina, utilizando uma dosagem acima da recomendada. Após a morte de 11 pacientes, os médicos apresentaram a conclusão de que usar a cloroquina em altas dosagens para tratar COVID-19 “pode ser tóxico”. Uma conclusão bastante previsível, mas não se pode argumentar ignorância sobre isso.

A sinistra experiência repercutiu mal fora do Brasil. Mike Coudrey, CEO da  yukosocial, em seu Twiter, classificou como “inacreditável” a irresponsabilidade do teste feito no Brasil, no qual os pesquisadores “usaram pacientes como cobaias”.

Eles não apenas tiveram uma overdose de seus pacientes, como os “pesquisadores” tiveram a audácia de concluir o estudo dizendo “A cloroquina é perigosa e não é eficaz no tratamento do COVID-19”. Eles tomaram uma overdose desses pacientes, dando a eles 3x a quantidade e uma versão menos segura da droga. A dosagem normal para o tratamento de COVID-19 é: 200 mg de hidroxicloroquina, duas vezes ao dia por 10 dias. Não 1200mg. Não 900mg. Não cloroquina.

O CEO acrescentou ainda a informação de que no estudo é informado o financiamento de verbas públicas captadas por senadores, lembrando que há grupos políticos no mundo inteiro em guerra contra a hidroxicloroquina, indo contra todos os estudos que mostram a sua eficácia.

Em entrevista ao G1, o médico que liderou o estudo admitiu a intenção de confrontar o sucesso da medicação com possíveis riscos, o que foi feito através de uma testagem agressiva em pacientes.

“Há enorme pressão para utilizar cloroquina no tratamento de Covid-19. Os resultados apresentados servem como um alerta”, explica Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador da Fiocruz Amazônia que lidera o estudo e médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Para a maioria dos médicos, a conclusão deveria ser óbvia e não necessitaria ser testada. A experiência tem todos os indícios de ser parte das tentativas de desacreditar o medicamento que começou a ser recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro e vem sendo tratado como “remédio do Bolsonaro” por apoiadores, o que tem irritado opositores do governo.

A experiência

A pesquisa não foi revisada por membros da academia científica ou publicada em revistas do setor, mas divulgada em um servidor virtual de informações da área da saúde chamado medRxiv, no sábado — cita 81 pacientes que foram hospitalizados com sintomas de COVID-19 em Manaus. Os pacientes foram incluídos no estudo antes de receberem uma confirmação do laboratório de que estavam com a doença.

Para os testes, eles receberam uma dose alta de cloroquina (600mg duas vezes ao dia por 10 dias, uma dose total de 12g) ou uma dose baixa de 450mg por cinco dias (duas vezes somente no primeiro dia, uma dose total de 2,7g). Todos os pacientes também receberam ceftriaxona e azitromicina como parte do tratamento. Uma limitação da pesquisa é que nenhum dos envolvidos recebeu placebo (substância inerte).

Os pesquisadores “determinaram” que, apesar de a cloroquina ser usada há mais de 70 anos de forma segura contra a malária, usá-la em altas dosagens para tratar COVID-19 “pode ser tóxico”. Com base nesta “conclusão”, eles solicitaram mais estudos sobre o medicamento.

“Para concluir, o esquema de dose alta de cloroquina (12g) por dez dias não foi suficientemente seguro para garantir a continuidade dessa parte do estudo”, escreveram os pesquisadores. Eles recomendam fortemente que essa dosagem não seja usada para o tratamento de casos graves da doença.

Até o momento, não há informações sobre possível responsabilização dos médicos pela utilização irresponsável de humanos como cobaias de testes cujos riscos são absolutamente previsíveis.

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