Chineses pioneiros em romper a ética científica

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China se torna um terreno livre para o vale-tudo nos laboratórios

A China está se tornando um país onde a ética seguida por cientistas do resto do mundo não é respeitada. Experimentos aprovados pelo Partido Comunista Chinês no campo da biomedicina e da engenharia genética são considerados pioneiros, mas não foram realizados antes por romperem barreiras éticas estabelecidas internacionalmente. Com isso, o mercado biofarmacêutico chinês cresceu de US$ 28,7 bilhões (em 2016) para US$ 49,6 bilhões em 2019.

A jornalista Jennifer Bateman, do site Epoch Times, listou quatro experimentos “pioneiros” que não obedecem aos códigos de ética:

1. Gravidez de ratos machos  Um rato macho e uma fêmea são costurados pelas costas, formando um único “par parabiótico”. O útero e os embriões de outras fêmeas são transplantados para o macho, que se torna “grávido”. A organização para defesa dos animais Peta (People for the Ethical Treatment for Animals) notou que esse é um experimento com alta dose de crueldade, “movido apenas pela curiosidade, sem acrescentar nada à compreensão do sistema reprodutivo humano”. A experiência é realizada pela Universidade Médica Naval.

 2. Criação de embriões quiméricos fundindo humanos e macacos  Pesquisadores de uma universidade de Yunnan em associação com o instituto norte-americano Salk estão criando embriões que misturam humanos com macacos, para que sejam usados em experiências científicas. Em 2019, um laboratório de Pequim já havia criado um “híbrido porco-macaco” que durou apenas duas semanas e deixou cientistas do mundo todo “moralmente e eticamente chocados”.

3. Bebês geneticamente editados  Em dezembro de 2018, o cientista chinês He Jiankui anunciou o nascimento de duas gêmeas “imunes à aids” por meio de edição genética. O feito também recebeu condenação mundial, e, mesmo na China, 122 cientistas assinaram uma carta aberta alertando para o extremo perigo dessa linha de experimentação. Com a pressão, o doutor He Jiankui acabou sendo preso.

4. Ganho de função de coronavírus  A doutora Shi Zhengli, conhecida como “mulher-morcego”, tornou-se mundialmente famosa por suas experiências no laboratório de Wuhan com o chamado “ganho de função”. O objetivo é basicamente criar doenças para desenvolver suas curas. Existe uma forte suspeita de que a covid-19 tenha surgido daí.

Fonte: revistaoeste.com

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