China e Rússia preparam-se para guerra contra o Ocidente, alerta analista

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Créditos: Evgenia Novozhenina/Reuters/Divulgação

Após ataque biológico da China, fechamento de fronteira da Rússia e China é entendido como alerta para novo ataque

Fonte: Estudos Nacionais

De acordo com Jeffrey Nyquist, especialista em guerra fria e geopolítica, as recentes movimentações da China e da Rússia e o fechamento repentino de suas fronteiras podem explicar as mobilizações militares dos EUA e OTAN. Para ele, o anúncio de uma possível “segunda onda” de contágio pode esconder a preparação para uma guerra contra o Ocidente, cenário que vem sendo construído ao longo de décadas de dominação chinesa e submissão dos EUA, assim como de muitos países.

Em um artigo do seu blog, Nyquist sugere uma retaliação em andamento e chama a atenção para a cumplicidade de empresários e políticos norte-americanos que vêm ganhando dinheiro com os chineses, assim como ocorre no Brasil. Estes, segundo ele, precisam ser estigmatizados e considerados parceiros dos crimes do Partido Comunista Chinês.

Há uma guerra sendo preparada?

O fechamento de fronteiras indica preparação para situação de emergência, que pode ser um novo contágio ou uma guerra. Considera-se que tal situação indique que o país tem reservas de importação suficientes para manter-se por tempo determinado. Por que?

Trump mobilizou 1 milhão de soldados no dia 27 de março e uma equipe reserva do Pentagono foi deslocada para bunkers subterrâneos, medida que indica alerta para ataque nuclear. Os contingentes se movimentam em direção à América do Sul, especialmente a partir de Cuba, Nicarágua e Venezuela, países com grandes relações comerciais com a China, que incluem petróleo e outros abastecimentos. “Trump estaria dando sinais à China?… advertendo por meio de sinais não verbais?”, questiona Nyquist.

“A mobilização militar precede a guerra assim como o cozimento precede o jantar”, diz o analista, indicando que o deslocamento militar global pode significar algo mais do que precauções contra efeitos da pandemia.

A movimentação de contingentes militares só pode indicar um posicionamento de diversos países em relação à possibilidade de um conflito. Afinal, sem grande alarde, o governo dos EUA não tem dúvidas de que a pandemia foi causada por um ataque intencional da China, país que tem grandes estudos militares sobre os potenciais da guerra biológica.

“Em todo o mundo, uma linha divisória está sendo traçada. Por um lado, os países estão alinhados atrás da China. Por outro lado, os países estão alinhados com os EUA”, diz.

“Dos 195 países do mundo, China e Rússia são os únicos que se isolam de todos os outros. Eles também estão usando propaganda para acusar os Estados Unidos de iniciar uma guerra biológica. Isso por si só é uma medida operacional pré-guerra. É uma justificativa para fazer guerra contra a América”, alerta Nyquist.

O analista dá mais razões para se temer uma guerra:

“Por que essa justificativa seria empregada pela Rússia, China e Irã? Por acaso, a China passou muitos anos se preparando para a guerra. E a Rússia também. Não apenas os dois “ex-parceiros” do bloco comunista estocaram ouro – uma preparação clássica da guerra – como também construíram e modernizaram suas forças nucleares”.

Em 2018, os EUA romperam com o velho pacto do desarmamento nuclear, após alguns anos de alertas de que Rússia, China e Irã estavam construindo armas nucleares sem qualquer respeito ao pacto. O resultado foi que a Rússia rompeu oficialmente com o pacto, acusando os EUA de tê-lo feito primeiro.

Nyquist lembra do alerta do almirante Charles A. Richard, comandante do Comando Estratégico dos Estados Unidos, no Congresso americano, em 27 de fevereiro:

“… A nação está em um momento crítico em relação ao futuro de nossas forças nucleares. Desde o final da Guerra Fria, lideramos o mundo na redução de nosso estoque nuclear e, ao mesmo tempo, aumentamos a transparência. Enquanto reduzimos o número e os tipos de armas nucleares em nosso arsenal, nossos adversários foram na outra direção e continuaram a modernizar e expandir suas capacidades estratégicas. Agora nos encontramos em campo com um arsenal da era da Guerra Fria reduzido, contra uma força russa maior, mais moderna e mais variada, e uma força chinesa em constante aperfeiçoamento e crescimento”.

Nyquist lembra o clássico livro de Anatoly Golitsyn, intitulado New Lies for Old (traduzido no Brasil como Meias verdades, velhas mentiras), publicado originalmente em 1984. Nele, o autor, que é ex-major da KGB, detalhou a operação de desinformação baseada na “liberalização enganosa”, a simulação do colapso do comunismo, a partir da Aliança do Pacto de Varsóvia.

“Segundo Golitsyn, se o Ocidente aceitasse essas mudanças como verdadeiras, chineses e russos explorariam completamente a ingenuidade dos Estados Unidos (…), parariam de fabricar armas nucleares, enquanto Rússia e China [as] construiriam e modernizariam. Então chegaria o momento de “um punho fechado” – quando a Rússia e a China se uniriam para dominar a América”, escreve Nyquist.

“Pode ser uma coincidência que a previsão de Golitsyn se tornou realidade? – que quase todas as suas previsões se realizaram?”, questiona. E lança uma provocação ao governo: “Restará algum dinheiro no tesouro [americano] depois que o ataque biológico da China colidir com as receitas tributárias do governo federal?”

“Ninguém viu as terríveis conseqüências escondidas atrás do anzol de Moscou – junto da promessa de mão-de-obra barata da China”

Jeffrey Nyquist sugere um remédio amargo para os EUA, que pode ser estendido para o mundo, que ele chama de “acerto de contas”. Ele recomenda que os empresários e políticos que vêm ganhando dinheiro com os chineses sejam expulsos de empresas e estigmatizados como traidores da nação. Ou ao menos uma campanha para que o façam voluntariamente, sob pena de serem considerados “parceiros no crime” do Partido Comunista Chinês.


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