Cavalos de Troia chineses na Grã-Bretanha

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O governo do Reino Unido “está cooperando com um poder estatal muito hostil”

O governo do Reino Unido pareceu adormecido quando um magnata chinês comprou o Rosslea Hall Hotel, a seis quilômetros da base de submarinos nucleares de Faslane na Escócia.

A apenas 300 metros de distância o hotel tem uma visão panorâmica do local por onde entram e saem da base quatro submarinos de mísseis balísticos Trident e mais oito submarinos nucleares de ataque britânicos, alertou o site Bitter Winter.

No Comitê de Relações Exteriores do Reino Unido que debatia os campos de concentração de Xinjiang, se fizeram ouvir relatos da complacência governamental em questões cruciais de segurança interna e de educação superior.

O presidente do comitê, Tom Tugendhat, pediu para esclarecer se o governo do Reino Unido tinha percebido que estava pura e simplesmente “cooperando com um poder estatal muito hostil”.

A chinesa Hikvision penetrou no mercado inglês.

Sabe-se de sua propensão para coletar dados em massa para reconhecimento facial e sua conivência com as atrocidades contra os direitos humanos da minoria étnico-cultural uigur.

Nas universidades e até no sistema de dissuasão nuclear da Grã-Bretanha se abriram sérias rachaduras com vazamentos que podem prejudicar a fundo a própria segurança mundial

Para especialistas militares e geoestratégicos o país está vendendo sua alma “armando a China” colaborando com centros militares chineses importantes.

E também pelas alianças de universidades chinesas e britânicas em áreas cruciais de reconhecimento facial e de voz, processamento de dados e linguagem natural e até tecnologia de leitura labial.

Essas tecnologias municiam diretamente os abusos dos direitos humanos contra as minorias étnicas e culturais na China, denuncia o site Bitter Winter especializado na perseguição religiosa.

O Dr. Radomir Tylecote, Diretor de Defesa e Segurança da Civitas, e a Dra. Samantha Hoffman, Analista Sênior do Australian Strategic Policy Institute (ASPI), apontaram que a avidez chinesa procura a fusão civil-militar entre instituições pequinesas e britânicas.

O Dr. Tylecote pôs o dedo na chaga: nunca é seguro presumir que a China tem ambições puramente civis. O Reino Unido age de modo inadequado na hora de lidar com um regime cujo objetivo final é o rápido desenvolvimento militar.

Ingenuidade e ignorância presidem processos como, por exemplo, um da Universidade de Manchester, patrocinado pelo conglomerado ICBM da China com “uso militar potencial explícito”, afirmou o Dr. Tylecote.

As evidências de diagramas detalhados de mísseis denunciam qual é o material que está sendo oferecido em bandeja pela “ingenuidade”.

As universidades precisavam de dinheiro, e aceitaram cooperar com empresas chinesas envolvidas em congestionamento de radar, fabricação de jatos furtivos, hardware para reforçar o sistema opressivo ou projetos destinados a dar ao Partido Comunista Chinês uma vantagem militar.

O deputado Bob Seely qualificou as evidências de “impressionantes e deprimentes”. “Descrever o governo, as universidades e as empresas deste país como ingênuas é um eufemismo”, disse ele.

Ele defendeu regulamentos do tipo do Comitê de Investimento Estrangeiro dos EUA. Eles permitiriam à Grã-Bretanha examinar o investimento estrangeiro e as compras de imóveis que podem ser perigosas para a segurança nacional.

Todo o financiamento militar sub-reptício da China deve ser banido, linhas vermelhas estabelecidas, padrões definidos e alianças formadas por democracias ocidentais que ofereçam alternativas confiáveis diante de entidades de fachada administradas pela República Popular Chinesa, disse a Dra. Hoffman.

De acordo com ela, o governo do Reino Unido deve acordar para o que está acontecendo sob seu nariz. Pequim dita suas próprias leis e procedimentos e não respeita as regras internacionais.

Todos os interesses, sejam eles econômicos, políticos ou militares, estão subordinados ao Partido e é preciso atentar para isso em vez de fechar os olhos e aprovar projetos perigosos por causa do dinheiro.

Na China, se há lei, essa existe para proteger o poder do Partido Comunista, disse ela.

Todas as empresas chinesas são obrigadas a servir as unidades de inteligência mantendo essa participação em segredo.

“Nenhuma empresa resiste à pressão do Partido”, alertou. Cada entidade é obrigada a compartilhar seus dados com o Estado quando esse quer.

Então, aceitando acordos com Pequim “o risco de segurança é inerente”, disse ela.

A Dra. Sophie Richardson, diretora da Human Rights Watch na China, alertou empresas e governos para abrir os olhos e ver com quem estão lidando.

A China está perto de implantar seus sistemas comunicacionais em posições-chave no mundo, mesmo na sede da ONU, e atualmente está engajada na desinformação sistemática de toda a opinião pública mundial

“É um grande projeto”, alertou.

Fonte: pesadelochines.blogspot

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