Brasil e EUA fecham acordo inédito para indústria de defesa

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Texto prevê parcerias apoiadas por fundo de US $96 bilhões

O Brasil e os EUA assinaram um acordo militar inédito. Se explorada integralmente, a aliança poderá ajudar a abrir o maior mercado internacional de defesa à indústria nacional, ou seja, a indústria de defesa brasileira poderá ter acesso ao mercado norte-americano. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo.

Um dos princípios do acordo é que todos os produtos de defesa a serem desenvolvidos no Brasil deverão adotar o padrão OTAN. Esse é um dos entraves para as empresas brasileiras venderem para o mercado norte-americano e para os aliados do Pentágono, e deve deixar de existir.

Outra dificuldade é que atualmente os Estados Unidos só compram armamentos de empresas que estejam fisicamente presentes por lá. Com o novo acordo essa exigência também não afetará mais as indústria brasileiras.

Classificado pela sigla RDT&E (sigla inglesa para pesquisa, desenvolvimento, testes e avaliação), o acordo prevê que as empresas de ambos os países poderão ser selecionadas e contratadas para projetos tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos. A única exigência é que os projetos sejam contrados por um ou pelo outro governo, ou ambos. Também devem haver contrapartidas, como a capacitação da indústria nacional.

O acordo também prevê que empresas brasileiras tenham acesso a laboratórios e indústrias norte-americanas, quando for conveniente para as companhias dos dois lados. Projetos conjuntos também terão propriedade intelectual compartilhada.

Fonte: ASAS

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